Atuar no lugar do seu dia a dia com o mundo nas mãos para fazer do mundo uma só família no amor!

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja!" (PUEBLA 789)

domingo, 21 de maio de 2017

Encontro com Dom Adolfo Zon, bispo do Alto Solimões-AM

Na semana passada aconteceu um encontro muito importante para nós Leigos Missionários Xaverianos.
Dom Adolfo Zon sx, bispo do Alto Solimões-Amazonas esteve em São Paulo e tivemos a oportunidade maravilhosa de um encontro juntamente com padre Rafael Lopez, sx.
Neste encontro podemos conversar sobre o sonho do Laicato em no próximo ano enviar dois leigos missionários para uma missão na Amazônia. Além claro, de agradecer pela acolhida na Diocese em agosto passado onde tive a oportunidade de conhecer aquelas terras, aquelas águas, aquele povo, aquele outro Brasil.
Tratamos sobre a importância de um curso preparatório e quais as condições no momento para receber os Leigos no Alto Solimões.
Foi pertinente falar da nossa última Assembleia em novembro de 2016 em Minas Gerais e a acolhida por parte dos membros dos Leigos Missionários Xaverianos, bem como relatei também nossa recente Ação entre amigos (rifa) buscando arrecadar fundos para o Projeto Alto Solimões.  
Um encontro muito alegre, descontraído e motivador onde com carinho juntamente com meu esposo Ricardo Araujo e minha mãe Glória Nunes representei todos os leigos e o nosso sonho de partir em missão e fazer do mundo uma só família.
A Amazônia nos espera de braços abertos.
Patricia, Dom Adolfo Zon, Gloria, Ricardo e padre Rafael
Peço a todos os Leigos que rezem para que possamos concretizar este sonho e aos grupos que se organizem para que seja possível esse envio. 
Que com empenho, compromisso e amor possamos seguir unidos!
São Guido Maria Conforti interceda por nós!

Patricia Nunes Araujo
Coordenação LMX
leigosmxaverianos@gmail.com

domingo, 7 de maio de 2017

Testemunho do padre Ivanildo Quaresma sobre a Páscoa

Na íntegra, o testemunho recebido do padre Ivanildo Quaresma, xaveriano brasileiro de Abaetetuba/PA, ordenado em 2016 sobre sua experiência na ocasião da Páscoa na Espanha e Marrocos.


Páscoa Missionária: ninguém é estrangeiro na comunidade cristã!

Esta páscoa foi diferente de todas as outras que eu tinha vivido até então, porque vivenciei em Ceuta (Espanha) e Tetuan (Marrocos), com os imigrantes. Éramos mais ou menos 50 pessoas. Foi um presente de Deus. É Ele que nos pede “Sai da tua Terra” (Gn 12, 1). Como sempre, Deus me surpreendendo. E dessa vez, me permitiu descobri-lo em nossos irmãos africanos.

Viver o tríduo pascal junto aos imigrantes, e entre eles alguns muçulmanos, me possibilitou ver o rosto de Cristo neles, nos seus sofrimentos, nas suas cruzes. Também na alegria, na fé e esperança que eles têm em Deus. Tudo em clima de amor e fraternidade, espaço onde as diferentes crenças religiosas não são motivo de disputas ou rivalidades, mas, são sim um vínculo especial entre as pessoas.

Vivi a Semana Santa de maneira intensa, cheia de significados. Senti forte a presença misericordiosa e amorosa de Jesus junto a esses jovens imigrantes. Tal sentimento deve-se ao fato de passar esse evento importantíssimo com eles, conhecendo de perto e melhor a realidade da imigração, as dificuldades que passam para chegar à Europa, movidos pelo sonho de construir uma vida melhor. Isso tudo me tocou muito!

Tocou porque a maioria eram jovens que deixaram casa, família, amigos, e arriscaram atravessar o deserto para chegar à Espanha. Um deles contou que passou cinco dias no deserto, sem beber água. Outro disse que perdeu seu irmão enquanto estava atravessando, porque ele não aguentou a fome.

Todo esse relato me serviu de luz para compreender melhor a paixão de Cristo. O maravilhoso dessa experiência, foi ouvir da maioria, que apesar de todas as dificuldades enfrentadas, nunca se sentiram sozinhos. Tinham sempre a certeza da presença de Deus no meio deles. Como o povo de Israel guiado pelo Senhor no deserto, eles se sentiram guiados por Deus.

Foi um exemplo de vida para mim, para nós, que diante de pequenas dificuldades pensamos logo que Deus tenha nos abandonados. A história destes (de luta e esperança) contagiou meu coração, animou meu espírito missionário. Minha atitude frente a tudo que ouvi, foi agradecer a Deus pelo testemunho vivo dado por eles, que abriu minha mente e o meu coração para esta realidade da imigração, até então um pouco distante do meu cotidiano.

Aproveitei para estar com eles, conversar, rezar juntos. Foram momentos maravilhosos. Apesar da dificuldade com o francês e o árabe, consegui me comunicar um pouco com o espanhol, que também ainda estou aprendendo. Acentuo, porém, que a comunicação entre nós se deu pela língua universal que une a todos: o AMOR. Este é o idioma do coração que nos possibilita comunicar com o olhar, com o sorriso, com os gestos. Não pode haver barreiras quando a intenção é fazer o bem. Me senti em família no meio deles.


Concelebrar a páscoa da Ressurreição com os irmãos Franciscanos de Tetuam, em Marrocos, localizado a uns 45 minutos da cidade de Ceuta, Espanha, me permitiu ver a presença de uma Igreja pequena, humilde, alegre e aberta. Que anuncia o evangelho sem necessidades de palavras. Mesmo porque nesse lugar, não se pode evangelizar explicitamente, mas, por meio do testemunho de ajuda aos necessitados.

O Senhor por meio do nosso fundador, São Guido Maria Conforti, inspirou um carisma missionário com o lema “Fazer do mundo uma só família em cristo”. Nessa páscoa missionária vivi e constatei que esse sonho já é uma realidade. Percebi isso de maneira especial no domingo, quando concelebrei a missa de páscoa em Marrocos, um país de religião totalmente muçulmana. Para mim, o significado foi especial, missionário e universal.


Viver a ressurreição em terra islã me ajudou a compreender melhor que Cristo morreu e ressuscitou por todos, por toda a humanidade. Também pelos nossos irmãos muçulmanos e para todo aquele que ainda não o conhece. Voltei assim a redescobrir Deus que sempre sai ao nosso encontro, que nos antecede com o seu olhar misericordioso e amoroso. Ele me deu uma lição de amor, de solidariedade, de esperança e fraternidade. Uma chamada à sair da minha terra, do meu pequeno mundo, e ir compartilhar do seu amor com os outros, sobretudo, aqueles que ainda não ouviram falar Dele.

O contexto me ajudou a entender melhor a expressão bíblica do evangelista São João 12, 32 “E, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim”. E não foi diferente! Passar a páscoa em Marrocos teve esse significado. Todos fomos atraídos pelo amor de Jesus Cristo. Ele não nos deu um objeto ou uma palavra, nos deu tudo.

Sou muito grato a Deus por tudo que está acontecendo e me possibilitando ver e ouvir nesse início de missão na Espanha. Poder viver a páscoa junto aos nossos irmãos imigrantes e muçulmanos nesse começo de missão, é para mim um dom de Deus.

Vocacionados Xaverianos


sexta-feira, 28 de abril de 2017

RECONHECERAM JESUS NO PARTIR DO PÃO

NO CAMINHO DE EMAÚS (Lucas 24,14-31)

1. De que estavam falando pelo caminho?

Duas pessoas andando pela estrada. Desanimadas. Tristes! Estavam indo na direção contrária. Fugindo. Buscando. Imagem de ontem e de hoje. Imagem de todos nós. No ano de 85, muitos discípulos e discípulas andavam pelo caminho, tristes, desanimados, sem saber se estavam no caminho certo. Parece que a cruz ficou maior e mais pesada. O desemprego, a violência, a droga, a falta de atenção séria à saúde e à educação, a falta de dinheiro, as dívidas… o desespero. Sentimo-nos impotentes frente à corrupção que desvia fundos dos cofres públicos, ou frente à má administração que deixa o povo no desamparo. O sistema neoliberal vai gerando cada dia mais exclusões de indivíduos, grupos e países. Parece que vivemos em um caos, em uma situação sem saída. Temos a impressão de estarmos caminhando ladeira abaixo, para o pior.

2. Tinham os olhos vendados

A experiência da morte de Jesus tinha sido tão dolorosa que eles perderam o
sentido de viver em comunidade, abandonaram o grupo de discípulos e discípulas. Sentiram-se impotentes diante do poder que matou Jesus e procuraram salvar pelo menos a própria pele. Sua frustração era tão grande, que nem reconheceram Jesus, quando este se aproximou e passou a caminhar com eles (24,15). Tinham um esquema rígido de interpretação sobre o Messias, e não puderam ver a salvação de Deus entrando em suas vidas. Algumas discípulas tentaram ajudar os companheiros a perceber que Jesus estava vivo (24,22-23). Mas eles se recusaram a acreditar (24,24). Esta notícia era por demais surpreendente. Era o mesmo que dizer que Jesus era o vencedor do caos e da morte. Só podia ser fantasia, sonho, delírio de mulheres (24,11). Impossível acreditar! Quando a dor e a indignação pegam forte, há pessoas que ficam depressivas, desesperadas. Outras se tornam coléricas e amargas. Algumas invocam o fim do mundo com catástrofes que vão tirar os maus da face da terra. Outras buscam evadir-se numa oração sem compromisso social e político. Mas nenhuma dessas posturas ajuda a abrir os olhos e analisar a situação com fé lúcida e responsável, capaz de inventar saídas para esta situação aparentemente sem saída.

3. A Bíblia esquentou o coração, mas não abriu os olhos

Caminhando com eles, sem eles se darem conta, Jesus fazia perguntas. Escutava as respostas com interesse. Dessa maneira, obrigava-os a irem fundo no motivo da sua tristeza e fuga. Procurava fazê-los expressar a frustração que sentiam. Depois, ia iluminando a situação com palavras da Escritura. Procurava situar os discípulos na história do povo, para que pudessem entender o momento que estavam vivendo. Foi uma experiência apaixonante. Mais tarde, eles iriam fazer uma reflexão e perceber que o coração deles ardia, quando Jesus lhes explicava as Escrituras pelo caminho (24,32). Mas a explicação que Jesus dava a partir das Escrituras não conseguiu abrir os olhos dos discípulos.

4. Eles o reconheceram na partilha do pão

Caminhando com Jesus, os discípulos sentiram o coração arder. Cresceu
dentro deles uma atitude de acolhida: “Fica conosco! Cai a tarde e o dia já declina” (24,29). Foi só então que a partilha aconteceu. Partilha de vida, de oração e de pão. Partilha que abriu os olhos e provocou a mais importante descoberta da fé: ele está vivo, no meio de nós! (24,30-31). Esta descoberta lhes deu forças para voltar a Jerusalém, mesmo de noite. Tinham pressa de partilhar com os outros a descoberta que os fez renascer e ter coragem para enfrentar o poder da morte. Sim, Jesus era de fato o vencedor do caos e da morte! Não era fantasia das mulheres. Era uma realidade escondida, misteriosa, que só pode ser descoberta por quem aprende a partilhar, a se entregar, a sair do círculo vicioso dos interesses egoístas, para lutar junto com os outros pela vida de todos. Quando seus olhos se abriram, livres das trevas e travas por poder dominante, puderam descobrir a morte de Jesus como expressão máxima de um amor sem limites. Amor que tem sua origem no Pai cheio de ternura, gerador incansável da vida. Amor que tomou carne em Jesus de Nazaré para visitar e redimir a humanidade. Amor que se mantém fiel até ao extremo de dar a própria vida, para que todos tenham vida (Jo 10,10). Amor que foi confirmado pelo Pai, quando ressuscitou Jesus da morte.

5. Renascer para uma nova esperança

Esta experiência fez os discípulos renascerem para uma nova esperança. Ao redor de Jesus vivo, eles se uniram de novo e assumiram o projeto de vida para todos. A esperança é como um motor que leva a acreditar nos outros e a inventar práticas de fé. Com a esperança renovada, aquilo que parecia uma total impossibilidade passou a ter um novo significado para eles. Perderam o medo, superaram a experiência de incapacidade e de impotência. Deixaram de lado o negativismo derrotista e voltaram, em plena noite, como se fosse de dia. Voltaram para recomeçar, para reconstruir a comunidade, expressão, sinal e sacramento da presença de Jesus Ressuscitado.

6. Refazer hoje a experiência do caminho de Emaús

Desafiados pela atual conjuntura, somos chamados a viver hoje a experiência de Emaús e descobrir, na partilha solidária, a presença de Deus no meio de
nós. Como comunidade de fé, somos chamados a reconstruir, no diálogo, na abertura e na acolhida, o projeto de Jesus, pelo qual ele entregou sua própria vida. A solidariedade leva à descoberta da força libertadora de Deus na história. Com olhar lúcido e criativo procuraremos expressar esta fé numa solidariedade bem concreta e articulada, seja em nível de grupo, de bairro ou de cidade. Dizer articulada quer dizer que esta ação solidária deve ser comunitária. Só assim será de fato sinal do Reino e poderá intervir em favor da vida, da vida indefesa dos pobres, os preferidos de Jesus.
Mesters e Lopes
Fonte: Trecho retirado do livro O avesso é o lado certo, publicado pelo CEBI.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Ganhadora da Rifa em favor do Projeto Alto Solimões

E neste mês conhecemos a ganhadora da rifa em favor do Projeto Alto Solimões-AM. 
Uma leiga missionária atuante da cidade de Coronel Fabriciano-MG foi a contemplada com um Smartphone Samsung J7 com a centena do primeiro prêmio da Loteria Federal 5171 do dia 15/04/2017 - número 405.
Ela ficou imensamente feliz em ganhar o prêmio e agradeceu fazer parte desta grande família xaveriana. Maria Helena Tomas Tomé não tinha celular.
O prêmio foi enviado via Correios e deve chegar em breve.

Agradecemos a todos que venderam os talões da rifa e a todos os que adquiriram números participando desta Ação Entre Amigos.
Pedimos a Deus que abençoe a todos que participaram, vendendo e comprando e também ao doador do prêmio, que preferiu não se identificar.

Vamos todos pedir que pela intercessão de São Guido Maria Conforti seja possível em breve realizar o sonho do primeiro envio missionário para o Alto Solimões-AM.

Obs.: o segundo e terceiro prêmios não foram contemplados, pois não foram vendidos.


 leigosmxaverianos@gmail.com