Atuar no lugar do seu dia a dia com o mundo nas mãos
para fazer do mundo uma só família no amor!

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo,
homens e mulheres do mundo no coração da Igreja!" (PUEBLA 789)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

NASCEU JESUS!

NATAL É TEMPO DE TRANSFORMAR E DE SE TRANSFORMAR!

Natal é tempo de aprender  transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura como fez Maria (286). Segundo a Encíclica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco nos convida a sonhar com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto-preservação (27).
Façamos nosso os sete nãos do Papa Francisco dando o nosso Sim a Deus:
   1.    “Não deixemos que nos roubem o entusiasmo missionário!” (80). Diga  Sim a uma espiritualidade missionária positiva, capaz de ver, no dia a dia, as pegadas de Deus na humanidade.
   2.    “Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” (83). Diga  Sim a um dinamismo missionário que seja sal e luz, com leigos protagonistas e bem formados para essa tarefa.
3.     “Não deixemos que nos roubem a esperança!” (86). Diga  Sim a uma evangelização baseada na confiança para sermos fontes de água viva.

  4.    “Não deixemos que nos roubem a comunidade!” (92). Diga  Sim a uma mística que promova a fraternidade e saiba ver uma grandeza sagrada em cada próximo.
    5.     Não deixemos que nos roubem o Evangelho (97). Diga  Sim a uma Igreja em saída de si mesma, de missão,  centrada em Jesus Cristo, de entrega aos pobres.
   6.    “Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!” (101). Diga  Sim a uma espiritualidade que promova a reciprocidade, o diálogo, o testemunho da comunhão fraterna.

  7.     “Não deixemos que nos roubem a força missionária!” (109). Diga  Sim à defesa e à promoção da vida em todas as suas formas no projeto do Reino de Deus.

O Papa Francisco nos exorta: O Evangelho é claro. O Senhor nos convida a sermos missionários. E isso significa que o cristão é um discípulo do Senhor
que caminha, que vai sempre em frente. Ele quer uma Igreja tremendamente missionária. Sabemos que a missão dela é, por natureza, evangelizadora. O Papa sabe da evasão de fiéis, dos indiferentes e dos desafios para a Igreja na era pós-moderna; e a resposta para tais problemas é tão somente ir, sair e fazer acontecer a obra da pregação da Palavra de Deus, anunciar Jesus Cristo, o rosto da misericórdia do Pai,  o Salvador da humanidade.

Meu irmão e minha irmã, desejo a vocês e seus familiares um natal pleno da graça de Deus. Que neste Ano do Jubileu da Misericórdia, vocês possam ser mais misericordiosos. Peçamos a intercessão de Maria, a Mãe da Misericórdia, para que possamos sempre crescer na nossa capacidade de amar e no nosso testemunho missionário.



joaobortoloci@bol.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2015

ATENÇÃO!

Falecimento do Xaveriano Pe. Everaldo


Com tristeza soubemos do falecimento do Pe. Everaldo que estava trabalhando no país das Filipinas, devido a uma bactéria que prejudicou o seu sistema imunitário. Everaldo tinha apenas 45 anos. Era formador dos jovens xaverianos no seminário de teologia em Manila, capital das Filipinas.
Vamos rezar por ele, que já está no céu, e por sua família tão provada nestes últimos tempos. Clique no link abaixo para você ver uma entrevista que ele deu à rádio Vaticana, faz pouco tempo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

Boletim da Santa Sé
Irmãos e irmãs!
Daqui a pouco, terei a alegria de abrir a Porta Santa da Misericórdia. Este gesto, como eu fiz em Bangui, muito simples mas altamente simbólico, realizamo-lo à luz da Palavra de Deus escutada que põe em evidência a primazia da graça. Na verdade, o tema que mais vezes aflora nestas Leituras remete para aquela frase que o anjo Gabriel dirigiu a uma jovem mulher, surpresa e turbada, indicando o mistério que a iria envolver: «Salve, ó cheia de graça» (Lc 1, 28).
Antes de mais nada, a Virgem Maria é convidada a alegrar-Se com aquilo que o Senhor realizou n’Ela. A graça de Deus envolveu-A, tornando-A digna de ser mãe de Cristo. Quando Gabriel entra na sua casa, até o mistério mais profundo, que ultrapassa toda e qualquer capacidade da razão, se torna para Ela motivo de alegria, de fé e de abandono à palavra que Lhe é revelada. A plenitude da graça é capaz de transformar o coração, permitindo-lhe realizar um ato tão grande que muda a história da humanidade.
A festa da Imaculada Conceição exprime a grandeza do amor divino. Deus não é apenas Aquele que perdoa o pecado, mas, em Maria, chega até a evitar a culpa original, que todo o homem traz consigo ao entrar neste mundo. É o amor de Deus que evita, antecipa e salva. O início da história do pecado no Jardim do Éden encontra solução no projeto de um amor que salva. As palavras do Gênesis levam-nos à experiência diária que descobrimos na nossa existência pessoal. Há sempre a tentação da desobediência, que se exprime no desejo de projetar a nossa vida independentemente da vontade de Deus. Esta é a inimizade que ameaça continuamente a vida dos homens, tentando contrapô-los ao desígnio de Deus. E todavia a própria história do pecado só é compreensível à luz do amor que perdoa. Se tudo permanecesse ligado ao pecado, seríamos os mais desesperados entre as criaturas. Mas não! A promessa da vitória do amor de Cristo encerra tudo na misericórdia do Pai. Sobre isto, não deixa qualquer dúvida a palavra de Deus que ouvimos. Diante de nós, temos a Virgem Imaculada como testemunha privilegiada desta promessa e do seu cumprimento.
Também este Ano Santo Extraordinário é dom de graça. Entrar por aquela Porta significa descobrir a
profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um. É Ele que busca, que vem ao nosso encontro. Neste Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia. Que grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma, em primeiro lugar, que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor, diversamente, que são perdoados pela sua misericórdia (cf. Santo Agostinho, De praedestinatione sanctorum 12, 24)! E assim é verdadeiramente. Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Por isso, oxalá o cruzamento da Porta Santa nos faça sentir participantes deste mistério de amor, de ternura. Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado; vivamos, antes, a alegria do encontro com a graça que tudo transforma.
Hoje, e em todas as dioceses do mundo, ao cruzar a Porta Santa, queremos também recordar outra porta que, há cinquenta anos, os Padres do Concílio Vaticano II escancararam ao mundo. Esta efeméride não pode lembrar apenas a riqueza dos documentos emanados, que permitem verificar até aos nossos dias o grande progresso que se realizou na fé. Mas o Concílio foi também, e primariamente, um encontro; um verdadeiro encontro entre a Igreja e os homens do nosso tempo. Um encontro marcado pela força do Espírito que impelia a sua Igreja a sair dos baixios que por muitos anos a mantiveram fechada em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário. Era a retomada de um percurso para ir ao encontro de cada homem no lugar onde vive: na sua cidade, na sua casa, no local de trabalho… em qualquer lugar onde houver uma pessoa, a Igreja é chamada a ir lá ter com ela, para lhe levar a alegria do Evangelho. Trata-se, pois, de um impulso missionário que, depois destas décadas, retomamos com a mesma força e o mesmo entusiasmo. O Jubileu exorta-nos a esta abertura e obriga-nos a não transcurar o espírito que surgiu do Vaticano II, o do Samaritano, como recordou o Beato Paulo VI na conclusão do Concílio. Atravessar hoje a Porta Santa compromete-nos a adotar a misericórdia do bom samaritano.

 joaobortoloci@bol.com.br