terça-feira, 5 de junho de 2012

MISSÃO EM MOÇAMBIQUE: ÁFRICA



Capital: Maputo
Superfície: 799.380 km2 (do tam. do Goiás e Tocantins)
População: 18,6 milhões de habitantes
Línguas: português, línguas regionais
Expectativa de vida: 38 anos
Adultos alfabetizados: 43,8%
Renda per capita: 220 dólares por ano
Religiões: regliões tradicionais 50,4%; cristianismo 38,4%; islamismo 10,5%; outras 0,7%





MISSÃO COM PAIXÃO

Por Pe. João Bortoloci

IMPELIDOS PELO AMOR DE CRISTO

O amor de Cristo nos impeliu a uma realidade nova, uma nova missão: Moçambique. Os missionários xaverianos sonharam; a Igreja em Moçambique desafiou e Deus fez acontecer. Desde o dia 2 de março de 1998, nós, missionários xaverianos, estamos pisando neste chão bendito onde São Francisco Xavier também pisou. Chão de dores e gritos de escravidão (1594-1975); chão de mortes, sangue derramado e dispersão do povo pela guerra civil (1975-1992); chão de sofrimentos pela fome, pobreza, doenças, analfabetismo e pela falta de infra-estruturas básicas de vida; chão marcado pelos destroços da guerra, pelas minas-bombas e pela destruição dos valores humanos e falta de perspectivas de futuro. Porém, é também um chão onde foi lançada a semente da paz e um chão aberto para se lançar a semente do Evangelho, do amor e da justiça. É hora de reconstruir; é hora de sonhar e semear esperança.

IR PARA O OUTRO LADO DO MAR

No outro lado do mar, antes de iniciar a missão, é preciso sentar-se um pouco para conhecer a realidade local, a cultura do povo, línguas, costumes, a caminhada feita pela Igreja etc. Enfim, ter uma base para iniciar o trabalho. Comparo este tempo com a história da águia: ela é a ave que mais vive, podendo chegar aos 70 anos. Porém, para que isto aconteça, quando chega mais ou menos aos 30, ela se retira para a montanha e passa aí um tempo de, mais ou menos, 150 dias. Durante esse período, ela faz três coisas importantes: primeiro, arranca seu velho bico, esfregando-o nas pedras para que nasça um novo. Depois, já com o bico novo, arranca as velhas unhas e também as penas, para que nasçam novas.

 Pe. João Bortoloci em comunidade africana

Durante o tempo do seu processo de renascimento as outras águias trazem-lhe alimento. Assim deve acontecer com os missionários diante da nova missão. Precisamos nos libertar de nossa “linguagem”, de raízes culturais, costumes e de tantas outras coisas de nossa realidade, que impedem nosso renascimento e abertura para o novo que vem do outro. Como a águia, que se transforma para ter mais vida, é alimentada por outras águias, assim o missionário precisa, sobretudo, comer e beber da cultura, da vida do povo onde vai servir. Isto se chama de processo de inculturação. Processo lento, mas fundamental, para o trabalho de evangelização.

“VÃO E ANUNCIEM”

Iniciamos a nossa missão em Moçambique com 4 missionários xaverianos sendo eu um deles. Atualmente são 9 missionários xaverianos atuando em quatro comunidades: Dondo, Chemba, Sena e Charre num vasto território na arquidiocese da  Beira e Tete, onde mais ou menos 10% da população são católicos. Muitas são as necessidades, sobretudo nos campos da educação, da saúde, da reconstrução das estruturas básicas, nas quais colaboramos. Nosso trabalho específico, porém, é a Evangelização.

Algumas  prioridades fundamentais:

  Pe. João Bortoloci em comunidade africana

1 – Primeiro anúncio: Gastamos nossa vida em uma localidade onde poucos, ou quase ninguém, investem. É uma realidade de não-cristãos e de pobreza. Moçambique encontra-se entre os oito países mais pobres do mundo. Somos felizes por estar no meio desta gente e, sobretudo, ao ver que nosso trabalho evangelizador não é em vão: milhares de pessoas, entre adolescentes, jovens e adultos, entraram e continuam entrando no catecumenato, em preparação ao batismo. A catequese é um processo de aprendizagem e de vivência que dura 4 anos.

2 – As novas comunidades: Depois de um acompanhamento no catecumenato, procuramos animar as comunidades já existentes, da mesma forma como somos animados pela fé, acolhida, alegria e pelo compromisso missionário. Muitas são também as comunidades nascentes, algumas até sem a presença de nenhum cristão. Ainda não chegamos em muitas localidades, devido à distância e falta de estradas. Porém, nada é empecilho. Nas comunidades, há o ministério missionário Nyakokota (pescador), com o objetivo de não deixar ninguém sem ouvir a Palavra de Deus. Há também a experiência das comunidades missionárias, que fundam ou acompanham comunidades nascentes. Gostaríamos de frisar que a resistência na fé, vivida e celebrada em meio a tantos sofrimentos, por tantos cristãos moçambicanos, nos tempos de guerra, hoje é semente de novos cristãos e novas comunidades cristãs.

3 – Lideranças: Em Moçambique, a Igreja está estruturada em paróquias ou “Missões”, descentralizadas em comunidades e, em alguns lugares, em núcleos. Os ministérios leigos são uma benção de Deus para as comunidades. O grande desafio é a formação de tantas lideranças. Só no campo da catequese é preciso  “fazer das tripas o coração” para colaborar na formação dos catequistas e dar certo acompanhamento aos catecúmenos. Na missão onde eu trabalhei por 10 anos , quando saí havia mais de 200 catequistas e milhares de catecúmenos. Reunir todos os envolvidos nos vários ministérios era quase impossível. São programados muitos encontros de formação como exigência fundamental para a vida das comunidades.

A IGREJA LOCAL

É uma Igreja pobre, dependente economicamente do exterior e em reconstrução de suas estruturas básicas, pois boa parte delas ainda está nacionalizada. Esteve sempre ao lado do povo, sobretudo nos momentos difíceis da guerra, em que teve significativo papel para a mediação da paz.
É uma Igreja pobre em poder, porém se impõe com voz profética em defesa dos direitos humanos e na conscientização do povo. Apesar da sua pobreza, assumiu gestos bonitos de solidariedade, especialmente durante as catástrofes. É uma Igreja que aposta na educação e que vive um momento florescente de despertar vocacional. Como xaverianos, colaboramos diretamente na formação do clero local.
Vocações xaverianas poderão ser pensadas no futuro. É uma Igreja com mais de 30 etnias,cada uma com a sua língua,  e com a presença de muitas religiões. Só na paróquia Santa Ana na cidade de Dondo onde trabalhei havia a presença de  122 religiões. Enfim, é uma Igreja que começa a se abrir para a dimensão missionária. O Sínodo Africano afirmou: “A Igreja da África não é chamada a testemunhar Jesus Cristo somente no continente africano: a ela também é dirigida a palavra de Cristo Ressuscitado: ‘Sereis minhas testemunhas até os confins da terra’” (At. 1,8 v. 125).

É PRECISO RENASCER

Depois de 10 anos em Moçambique, “RENASCER” se apresenta para mim como um grande desafio.

Por isso, é preciso entrar:

 Pe. João Bortoloci em Igreja africana

– no Ventre da Solidariedade, pois a missão precisa de missionários capazes de compaixão pelo outro, pelos empobrecidos, sendo sinal de esperança e de vida;

– no Ventre da Espiritualidade, pois a missão precisa de missionários comunicadores de Deus, capazes de contemplar o rosto de Cristo no rosto sofrido do povo, testemunhando a presença de um Deus que ama; 

– no Ventre do Diálogo, pois a missão precisa de missionários capazes de viver a comunhão na diversidade de povos, raças, culturas e religiões, testemunhando fraternidade e paz;

– no Ventre da Ousadia, pois a missão precisa de missionários profetas, resistentes, capazes de sonhar que um mundo novo é possível, a partir da própria realidade onde se vive. Que naquele poço há “água viva”;

– no Ventre da Paixão, pois a missão precisa de missionários apaixonados pela causa da Evangelização, capazes de doarem a própria vida, para que todos os povos possam conhecer e viver com prazer o projeto do Reino de Deus.


Vídeo 1 - Relato em Comunidade de Moçambique


Vídeo 2 - Relato em Comunidade de Moçambique



Galeria - Fotos de Moçambique



sexta-feira, 1 de junho de 2012

MATERIAL PARA FORMAÇÃO - São Guido Conforti e o carisma Xaveriano

ARQUIVOS PARA BAIXAR

APRESENTAÇÃO DE POWER-POINT - PPT

MONSENHOR CONFORTI E O CARISMA XAVERIANO


Primeira característica do carisma e da espiritualidade xaveriana: Cristocentrismo
Algumas perguntas para reflexão:
- Eu já fiz uma experiência de encontro pessoal com o amor de Cristo? O que mudou na minha vida?
- Como este encontro alimentou ou alimenta o meu desejo pela missão?
- Como cultivo a minha relação com Deus a fim de fortalecer a minha missão?
- Ver Deus em todos e em tudo: o que significa no meu dia a dia?

As características desta missão
Missão ad gentes: aos não cristãos
Quem são os não cristãos hoje em nossa realidade?
Quem precisa mais da minha presença?
O que significa denunciar o que se opõe à realização do Reino?
Consigo reconhecer os sinais que já revelam a presença do Reino?
O meu anuncio com a Palavra e com a vida....

Missão ad extra: fora
Como e quanto me interpela essa dimensão da missão além fronteiras?
Como vivo já ou poderia viver melhor a dimensão ad extra (saída de mim mesmo) agora?

Missão ad intra
Como são as nossas comunidades enquanto a abertura missionária?
O que eu posso fazer? O que nós podemos fazer?

Escolha preferencial para os últimos
Quem são os pobres, os últimos, os excluídos hoje?
Quem são os pobres que encontro no meu dia a dia?
Como podemos renovar a nossa escolha preferencial para os últimos?

Por Alessandro e Alessandra - Leigos Xaverianos da Itália em Missão no Brasil

quinta-feira, 31 de maio de 2012

OS LEIGOS E AS LEIGAS E O PROTAGONISMO DA MISSÃO

    Desde o nosso batismo somos marcados para a missão, é o que aprendemos dos Evangelhos, quando os discípulos foram enviados para  proclamar a Boa Nova às criaturas, para que todos se tornassem testemunhas do Amor de Deus. Aprendemos também da tradição da Igreja, dos seus documentos apostólicos, das Encíclicas papais, das Conferências episcopais e das experiências do povo de Deus que assume a radicalidade batismal: ser fermento, sal e luz em busca de uma identidade cristã que nos torne mais próximos da vocação à Vida para todos e todas.

     A partir do grande acontecimento do Vaticano II, os leigos e leigas não são mais vistos como objetos da ação pastoral e sim como sujeitos da missão eclesial, ativos, protagonistas e co-responsáveis pela missão da Igreja no sentido mais abrangente do que a participação ou colaboração. É uma construção que se faz conjuntamente, assumindo assim todos os ônus e bônus da evangelização. 

     Assim, a identidade laical exige de todos nós uma postura ativa, de autonomia, coragem e audácia diante dos problemas humanos que exige atitudes de coerência na luta pela promoção da justiça e da fraternidade.

     Desde Medellín, quando os bispos da América Latina apontaram que o nosso continente era marcado por situações de opressão e injustiça, passando por Puebla, a partir da evangélica opção preferencial pelos pobres, os leigos são colocados como homens e mulheres da Igreja no coração do mundo e do mundo no coração da Igreja (Puebla 786); Santo Domingo nos convida a promover uma nova evangelização que leve em conta a inculturação; e recentemente em Aparecida, quando se coloca que “o espaço próprio da missão do leigo é sua atividade evangelizadora  num mundo vasto e complexo da política, da realidade social e da economia, como também o da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional e outras realidades abertas à evangelização, como são o amor, a família, a educação das crianças e adolescentes, o trabalho profissional e o sofrimento” (Aparecida 174).

     Portanto, a nossa missão é de sermos discípulos-missionários, engajados na construção da chamada missão permanente que toda a Igreja é convocada a realizar, fazendo com que todas as comunidades, pastorais e organismos sejam fontes de evangelização, sinais de justiça e de igualdade.

     Os desafios que nos são colocados no contexto do século XXI, neste período pós-moderno, apontam para o enfrentamento de todas as intolerâncias religiosas e culturais, das injustiças institucionalizadas; e situações de violência e opressão. Para tanto se faz necessário continuar construindo a cultura da paz, do diálogo inter-religioso e ecumênico, da consolidação das Comunidades Eclesiais de Base, das pastorais sociais, da organização dos movimentos sociais e proféticos para a realização plena do ser humano.

     No evento da Proclamação do Bispo Guido Maria Conforti como Santo e Modelo para toda a Igreja que está prestes a celebrar no dia mundial das missões deste ano, estamos construindo um processo bonito de articulação dos leigos e leigas, a partir do carisma e da espiritualidade xaveriana, procurando testemunhar a irmandade universal vivida por Conforti e pelos missionários consagrados, que fazem de sua vocação um compromisso com a evangelização ad gentes.

        Por Luiz Carlos e Marlene Alves Frederick missionários leigos xaverianos - São Paulo

ENCONTRO DO GRUPO DE LEIGOS DE SÃO PAULO


Olá, quero apresentar para todos o nosso grupo de leigos missionários de São Paulo que se reune na periferia da zona leste - Paróquia Sagrado Coração de Jesus, onde contamos com o apoio direto do padre Rafael Villasenor.
Iniciamos nossos encontros em 06/09/09 e desde então, temos nos aprofundado sobre missão, conhecendo também mais sobre a vida de São Francisco Xavier, São Guido Maria Confort e partilhado com missionários leigos, consagrados, seminaristas o desafio, a alegria e a satisfação de ser missionário contribuindo com a evangelização de alguma forma, nos fortalecendo no amor de Jesus.

Esta foto é do nosso último encontro em 01/04/12 onde recebemos a carinhosa visita do seminarista Marcelo e do provincial dos Consagrados Missionários Xaverianos padre Domênico.

=> cantamos, rezamos e aprendemos juntos;

=> a partilha foi bem proveitosa, somos poucos mais unidos e desejosos de que os grupos e a Associação se fortaleça;

=> realizamos o 1º Tema do primeiro Subsídio de Formação e Oração que o padre João Bortoloci produziu com o dedinho da Comissão Nacional e a sua própria experiência para a Associação de Missionários Leigos Xaverianos.

Dia 03/06/12 nos reuniremos novamente na Paróquia Sagrado Coração de Jesus as 16h. Quem quiser aparecer para conhecer nosso trabalho e partilhar sua experiência, sinta-se convidado.

Grupos de todo Brasil: divulguem o Blog e mandem notícias e fotos dos grupos de vocês para publicarmos aqui no Blog.

Um abraço, Patricia Xaveriana

quarta-feira, 2 de maio de 2012

MISSÃO XAVERIANA NAS FILIPINAS

Por Pe. Everaldo dos Santos, sx

Com uma área terrestre total de cerca de 300 mil km² formando um belo arquipélago de 7.107 ilhas divididas em três grupos: Luzon, ao norte, Visayas, no centro e Mindanao, no Sul. Sua capital é a grande Manila que deve contar com uma população de aproximadamente 15 millhões.


O clima é quente, húmido e tropical. A temperatura média anual é em torno de 27 °C. Os filipinos costumam falar de três estações: o Tag-init (a estação quente, ou verão, que dura de Março a Maio), o Tag-ulan (a estação chuvosa entre Junho e Novembro) e o Tag-lamig (a estação fria, de Dezembro a Fevereiro).


A maior parte das acidentadas ilhas estava originalmente coberta por florestas húmidas. A origem das ilhas é vulcânica. O ponto mais elevado é o monte Apo em Mindanao, com 2954 m. Muitos dos vulcões do país, como o Pinatubo e também o Mayon, estão ativos. O país está também integrado na região de tufões do Pacífico ocidental e é atingido por uma média de 19 tufões por ano.

Grande parte das ilhas encontra-se numa placa tectónica encravada entre as placas Euroasiática e do Pacífico - a Placa das Filipinas.

Religião - As Filipinas são um dos dois países da Ásia de predominância cristã, sendo o outro Timor-Leste (ambos de maioria católica): mais de 90% da população é cristã. Cerca de 80% são fiéis da Igreja Católica Romana, enquanto os 10% restantes aderem a outras denominações cristãs, como a Igreja Filipina Independente, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Unida de Cristo e da Igreja Ortodoxa. A divisão eclesiástica do país compreende 89 dioceses e arquidioceses.

Aproximadamente 10% da população são muçulmanos, a maioria dos quais vive em Mindanao, Palawan e do arquipélago de Sulu, uma área conhecida como Bangsamoro ou da região Moro. Alguns migraram para zonas urbanas e rurais em diferentes partes do país. A maioria dos muçulmanos filipinos pratica uma forma de islamismo sunita, enquanto outros grupos tribais, como o Bajau, pratica uma forma mista de islamismo com animismo.

Economia - Filipinas faz parte do tratado internacional chamado APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation), um bloco econômico que tem por objetivo transformar o Pacífico numa área de livre comércio e que engloba economias asiáticas, americanas e da Oceania.

É considerado um país em desenvolvimento. Seu PIB ocupa o 118º lugar entre 178 países. Uma das principais atividades econômicas é a industrialização de alimentos. A indústria pesqueira é bastante forte. Sua produção agrícola consiste principalmente de arroz, milho, coco, cana-de-açúcar e tabaco. Possuí também quantidades razoáveis de minérios de cromo, cobre, ouro, ferro, chumbo, manganês e prata.

A economia do país sofreu com a crise asiática de 1998. O crescimento anual caiu de 5% em 1997 para 0,6% no ano seguinte, porém recuperou-se em 1999 com 3%, passando para 4% em 2000 e mais de 6% em 2004. O governo prometeu prosseguir com reformas que auxiliassem na continuidade do ritmo de crescimento em relação aos demais países da Ásia. A elevada dívida pública (equivalente a 77% do PIB) mina os esforços de diversificação da economia. Já no campo da política, o governo atual tem embarcado numa luta acirrada contra a corrupção, mas como esta está impregnada em todas as extratas da sociedade, dá-se a impressão que quanto mais se limpa, mais sujeira aparece.

Xaverianos - A presença xaveriana nas Filipinas é limitada à região da Grande-Manila, com quatro comunidades, uma localizadas na diocese de Cubao (comunidade do pré-noviciado e filosofia) duas na diocese de Novaliches (comunidade da Paróquia São Francisco Xavier e a comunidade internacional de teologia) e uma na diocese de Antipolo (paróquia Nossa Senhora de Guadalupe.) Antipolo existe como diocese desde 1983 e as outras duas dioceses foram recentemente desmembradas da diocese de Manila: a diocese de Novaliches em dezembro de 2002 e a diocese de Cubao em junho de 2003.

Membros da Comunidade de Teologia atravessando o mar

Duas de nossas comunidades são especificamente comunidades de formação, o teologado e o pré-noviciado; as outras são comunidades pastorais; mas na realidade todas as comunidades estão vinculadas à formação. 

Reunião comunitária

De fato, a formação tem sido a razão principal da abertura da delegação das Filipinas, que é a viabilização da existência da teologia internacional da Ásia. Ao mesmo tempo em que nós começamos nossa presença nas Filipinas, o então bispo de Manila, Cardeal Sin, confiou-nos a Paróquia de São Francisco Xavier, que agora pertence a diocese de Novaliches.

Uma segunda etapa da Delegação foi a abertura às vocações locais: em junho de 1996, nós acolhemos o primeiro grupo de quatro aspirantes filipinos! A partir de então a caminhada com om os vacacionados locais tem sido cheia de altos e baixos. No momento temos já um padre filipino que trabalha na Serra Leoa, um estudante que já concluíu o curso de teologia e está fazendo o estágio em missão também na Serra Leoa e temos um grupinho de 6 estudando filosofia.

Juntamente ao trabalho de formação com os candidatos locais há também o trabalho de animação missionária e vocacional.

Jovens da nossa Paróquia São Francisco Xavier

Estes são os objetivos principais da Delegação: formação no teologado internacional e formação de candidatos filipinos à vida religiosa missionária xaveriana, nos estágios de pré-noviciado e noviciado; e animação missionária e vocacional. A atividade pastoral encontra seu espaço neste contexto de formação, mesmo que as paróquias exijam tempo integral dos confrades que lá trabalham.

Na comunida de teologia, além de preparar nossos jovens confrades para o trabalho ministerial na igreja, atenção especial tem sido dada à formação para o diálogo inter-religioso, especialmente com o Budismo e Islamismo, religiões que predominam na maioria dos países em que estamos presente como Xaverianos.

Plantação de arroz com Vulcão Mayon no fundo

Esperamos que num futuro breve o nosso carisma possa ser abraçado e vivido trambém pelos leigos.

MISSÃO XAVERIANA NA REPÚBLICA DO BURUNDI

 Capital: Bujumbura
Superfície: 27.834 km2 (do tamanho de Alagoas)
População: 6,5 milhões de habitantes
Línguas: francês e quirundi (oficiais), suaíle
Expectativa de vida: 44 anos
Adultos alfabetizados: 48,1%
Renda per capita: 140 dólares por ano
Religiões: cristianismo 78,9%; islamismo 1,6%; religiões tradicionais 0,3%; sem filiação 18,6%; outras 0,6%





O Burundi é uma terra ensopada de sangue. Desde o século 15 vive um conflito étnico, político e econômico entre os povos hutu e tutsi. Os primeiros são agricultores, descendentes dos bantu. Os segundos são guerreiros do norte, tradicionalmente criadores de gado. Os tutsi ocuparam essas terras dominando os hutu. Houve vários genocídios, que causaram milhares de vítimas, tanto de uma como de outra etnia. Mais tarde, o colonialismo das potências européias sempre apoiou o domínio dos tutsi, acirrando ainda mais o confronto, depauperando de vez a nação. E mesmo com a independência em 1962, o Burundi continuou sendo o palco de violentos combates com centenas de milhares de mortos e refugiados. Com altas taxas de densidade demográfica, o país detém hoje o terceiro menor Índice de Desenvolvimento Humano do mundo. 

























A extrema pobreza levou, em 1993, a uma das piores matanças étnicas jamais acontecidas, quando os militares tutsi assassinaram o primeiro presidente eleitodemocraticamente, o hutu Melchior Ndadaye. A revolta popular da etnia hutu, que constitui 85% da população do Burundi, deu origem a uma guerra civil que dura até hoje, na qual morreram mais de 300 mil pessoas, com mais de um milhão de refugiados. Desde 1960, os xaverianos trabalham no Burundi, distinguindo-se pela atividade apostólica desenvolvida em equipes formadas por missionários, religiosas e leigos, na organização de obras sociais e na constante busca de uma pastoral inserida na cultura local. O trabalho pastoral, exercido também nas colinas (antes atuava-se apenas nos centros das missões), os freqüentes contatos pessoais, as organizações cristãs em todos os níveis sociais, as inúmeras obras de assistência aos necessitados, tiveram como fruto um crescimento surpreendente das comunidades cristãs.

Todavia, com o golpe de Estado de 1976, a Igreja católica começou a sofrer perseguição por parte do Estado:

- culto e celebrações controlados, senão interditados, e muitos missionários foram expulsos do país. Somente no final dos anos 80, puderam retornar e reiniciar a atividade de evangelização. Na capital Bujumbura, os xaverianos abriram um centro de formação para jovens, para participar, junto a toda igreja do Burundi, de uma paciente tarefa de reconciliação entre os povos tutsi e hutu. Essa reconciliação custou caro. O sangue derramado pelos nossos três missionários está a testemunhar este fato. Eles sabiam de massacres, chacinas e desmandos por parte dos militares tutsi, protegidos por um regime de impunidade e terror. Sentiam que não podiam calar. Denunciaram os culpados através de relatórios minuciosos. Nunca foram perdoados por isso.

Durante meses, os militares tramaram a vingança, até que essa foi consumada em setembro de 1995. Poucos dias antes da chacina, uma mulher teria avisado pe. Ottorino que alguns notáveis da região tinham pago os militares para matá-los. Mas o padre respondeu tranqüilamente que eles tinham decidido ficar com o povo a qualquer custo. “Os nomes dos nossos três mártires – comenta Pe. Modesto Todeschi, missionário no Burundi há 40 anos – estão na multidão dos mártires inocentes, mais de 300.000 só em Burundi nestes dez anos de guerra. Nós, missionários, somos parte desta história, desta Igreja, deste país e desta tragédia. Os nossos três irmãos são também irmãos do povo do Burundi e deram o próprio sangue por causa do evangelho da caridade”.




Os túmulos dos missionários

A chacina de Buyengero mistura-se com o trágico cenário da guerra nesse país. A paz demorou a vingar. Desde o assassinato dos três missionários, houve um novo golpe de estado, os massacres continuaram, vários outros missionários, presbíteros e cristãos foram mortos por denunciarem os fatos, frutos do ódio étnico exacerbado pela situação social. Em dezembro de 2003, até o núncio apostólico dom Michael Aidan Courtney, representante do papa no Burundi, perdeu a vida num atentado considerado muito “estranho”. O círculo da violência parecia mesmo não ter fim. Contudo, a esperança sempre abre brechas na história. O sangue dos mártires é semente de futuro, mesmo se esse futuro é como uma floresta silenciosa que cresce, apesar do tombo barulhento das árvores decepadas.

Em agosto de 2000, os acordos de paz de Arusha, na Tanzânia, abriram o caminho para a reconstituição democrática do Burundi e o fim da guerra. O parto foi sofrido, os prazos dos acordos sempre adiados, ainda novos casos de massacres causaram medo e insegurança. Enfim, em fevereiro de 2005, o plebiscito. O povo adere em massa e vota a nova Constituição com 91% das preferências. Os refugiados começam a voltar ao país. No dia 19 de agosto, é eleito o novo presidente Pierre Nkurunziza, ex-guerrilheiro de etnia hutu. O povo, vencido pelo cansaço da guerra e desiludido por inúmeras promessas, se não estiver muito a fim de pular de alegria, pelo menos respira tímidos ares de paz, vontade de retomar a vida, erguer a cabeça e olhar para frente.

FRUTOS DO SUOR E SANGUE DERRAMADOS

Essas conquistas são frutos de muita paixão, de muito suor e de muito sangue derramado. Para os missionários, a solidariedade com os povos vítimas do ódio e da violência é uma exigência do Evangelho. “Vivemos concretamente, dia após dia, uma comunhão de vida e de destino com os irmãos a quem somos enviados: aliviar os sofrimentos, procurar e distribuir ajuda, infundir esperança, anunciar que ainda é possível a reconciliação, o perdão, a convivência. Tudo isso faz parte da nossa vocação missionária”. O amor a Cristo e aos irmãos motivou suas opções que os qualifica como mártires. Entre o povo de Buyengero e esses missionários existia uma sintonia fora do comum.

Foram escolhidos pelos seus assassinos não porque eram inimigos, mas porque eram gente pacífica, construtores de novas relações, amigos da paz. Foram executados por serem membros de um grupo que defendia os mais perseguidos, testemunhas incômodas das injustiças praticadas insistentemente. No dia do enterro, os xaverianos não tiveram nenhuma hesitação. Seus irmãos mortos queriam ficar no Burundi até o fim, e ali foram sepultados: no lugar da chacina. Nos túmulos, uma escrita: “Bem aventurados os construtores da paz”. Uma provocação e uma promessa: perdão e paz, com efeito, são a herança e a semente que eles deixaram.

FONTE: Revista MISSÕES

terça-feira, 3 de abril de 2012

OS MISSIONÁRIOS XAVERIANOS NO BRASIL

Em solo brasileiro os missionários estão desde 1953, ou seja, a pouco mais de 50 anos; em vista de um pedido feito pelo Papa Pio XII, que visava a América Latina com grande perspectiva missionária. O Brasil é um país extremante pluralista e sincrético com forte tendência de fluxo rápido entre as religiões. A população brasileira é majoritariamente cristã (89% cristãos e 70% católicos). Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a constituição republicana de 1891, que instituiu o Estado Laico. O último marco do censo mais recente, afirma ter havido um grande aumento de igrejas neo-pentecostais, o que fez diminuir o número de membros tanto da Igreja católica quanto das religiões afro-brasileiras.  Enfim, o Brasil em termos de religião é extremamente diversificado. E segundo o antropólogo Ewbanke: “No Brasil, por toda a parte encontra-se a religião ou o que receba tal nome. Nada se pode fazer, nem observar sem deparar-se com ela de uma forma ou de outra. É o mais importante da vida pública e privada que aqui temos. As festas e procissões constituem os principais esportes e passatempos do povo; e neles os próprios santos saem dos santuários, juntamente com os padres e as multidões. E participam das festas gerais... eles mesclaram a música sacra aos ritmos populares misturando os corpos, as raças... desenvolvendo traços de uma cultura que gosta do que faz...”

 Conforme os dados da última pesquisa realizada no Brasil a população brasileira chegou aos 190.712.713, com diminuição no número de brancos, além da população ter ficado mais velha.  Em panorama aos dados supracitados, e em meio ao rápido fluxo tanto das religiões quanto da sociedade, se encontra os Xaverianos, presentes no norte e no sul do país formando ao todo 91 membros consagrados para vivenciar mais de perto o mandato de Cristo: “ide por todo o mundo, proclamando a Boa Notícia a toda a humanidade” (Mc 16-15).


No entanto, de modo especial os missionários Xaverianos assumiram nas cidades lugares periféricos ou então os lugares mais longínquos em vista de espalhar a Boa Nova a todos e animar jovens para a mesma finalidade. Conjunto a isto, e tendo também em vista próxima a todas as manifestações culturais sem perder de vista Cristo, o missionário do Pai e verdadeiro sujeito da missão.
 A saber, como escreveu Paulo VI na introdução da exortação apostólica Evangelii Nutiandi sobre a evangelização no mundo contemporâneo: “O empenho em anunciar o evangelho aos homens de nosso tempo, animados pela esperança, mais ao mesmo tempo torturados muitas vezes pelo medo e pela angústia, é sem dúvida alguma um serviço prestado à comunidade dos cristãos, bem como toda a humanidade”.

A animação missionária vocacional na Igreja local e a formação de futuros missionários constituem os principais desafios da missão para os Xaverianos hoje no Brasil. Requer da congregação missionária métodos novos e releitura a partir dos acontecimentos da forma que se vem trabalhando a dimensão vocacional missionária, pois foi essa a primeira finalidade da presença Xaveriana no Brasil; animar vocacional e missionariamente as comunidades locais, contudo sem esquecer que o carisma específico do instituto se dirige aos não cristãos. 


Vemos, portanto, a urgência em dar uma resposta leal, humilde e corajosa a este dilema e depois agir conseqüentemente.
De certa forma as respostas surgem em meio às problemáticas no que tange a animação missionária, até porque existem trabalhos missionários bem direcionados em várias regiões do nosso país, onde atuam os Xaverianos. Entre esses trabalhos, se destaca a caminhada dos leigos Xaverianos quem vem surgindo paulatinamente e rotulando uma luz para o tempo presente, o que motiva a criar nos grupos dos leigos a abertura para a missão que não se restringe somente a congregação, mas que se perceba a universalidade na qual todos são chamados a assumir. 


Em vista disso com louvável agradecimento pelo empenho na realização dos grupos de leigos Xaverianos no Brasil deixamos como mensagem as santas palavras de João Paulo II na exortação apostólica Cristisfideles Laici, vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo N. 58: “Deus chama-me e envia-me como trabalhador para a sua vinha; chamam-me e envia-me para o advento do seu reino na história: esta vocação e missão pessoal define a dignidade e a responsabilidade de cada fiel leigo e constitui o ponto forte de toda a ação formativa, em ordem ao reconhecimento alegre e agradecido de tal dignidade e ao cumprimento fiel e generoso de tal responsabilidade”. 


   

Por: Comunidade do Noviciado Xaveriano

domingo, 1 de abril de 2012

Fotos dos amigos que participaram da 2ª Assembleia de Leigos


2ª Assembleia Nacional de Leigos Missionários Xaverianos - Fevereiro de 2012 - Hortolândia/SP

Nos dias 25 e 26 de fevereiro um grupo de Leigos representantes de vários lugares do Brasil se reuniu para a 2ª Assembleia Nacional de Missionários Leigos Xaverianos em Hortolândia/SP.


Por já existirem alguns grupos com carisma missionário que se reúnem para rezar pelas missões e pelos missionários, para estudar a vida de São Francisco Xavier, São Guido Maria Conforti, buscamos em 2010 na 1ª Assembleia também realizada em Hortolândia entender como cada grupo se reunia e o que fazia.


Pelo carinho e gratidão que as pessoas demonstraram aos Consagrados Xaverianos pela atuação em suas comunidades, foi entendido que tínhamos um sonho em comum: ter uma entidade de Leigos que trabalhasse a missão com compromisso assumido, colaborando com a evangelização e com a missão ad-gentes.


Na segunda Assembleia apresentamos a caminhada da equipe de coordenação desde a primeira assembleia, onde nos reunimos algumas vezes. Recebemos o Mauro e o Pedro, que são Missionários Leigos Salvatorianos para falarem de sua experiência como leigos e a atuação deles na sociedade. Foi muito bom conhecer esta experiência de vida, um pouco sobre o fundador, o padre Jordan e as diretrizes da entidade. A Associação dos Salvatorianos tem diversos livros por eles publicados que ajudam a manter as atividades dos Leigos.


Percebemos que a caminhada para se formar um grupo atuante, comprometido com o anúncio e a missão e engajado na sociedade, que tenha clareza de identidade é demorada e não é fácil. Demanda trabalho e dedicação.


Durante a Assembleia conhecemos o casal italiano Alessandra e Alessandro que vieram ao Brasil em missão junto com seus dois filhos Francisco e Miriam. Eles participam de um grupo de Leigos Missionários Xaverianos na Itália há alguns anos e ficarão dois anos aqui no país. Foi um grande incentivo para nós que estamos começando enquanto grupo de Leigos recebê-los e notar que missionário é em primeiro lugar uma questão de ser e não de fazer.


Deste modo, missão é mais que um lugar para ir fazer algo. É um lugar para estar com alguém partilhando o que se é; o Amor universal de Cristo por todos.


Estudamos um pouco mais da vida de dedicação e serviço de São Guido Maria Conforti e inspirado por seu Amor a Jesus e a sua vocação em anunciar nos sentimos mais motivados a seguir com a constituição do Grupo de Leigos Missionários Xaverianos.


O Estatuto jurídico está sendo elaborado e deve ser finalizado o quanto antes e disponibilizado no blog.


Foi apresentado o primeiro material de apoio e formação que foi preparado e disponibilizado pelo padre João Bortoloci para animar os grupos de base.


Lembramos-nos dos três âmbitos da missão discutida na primeira Assembleia:


1. Joelhos dos que rezam:


Participação efetiva na comunidade, nas Pastorais (principalmente as de serviço), nos grupos de base, no COMIDI, COMIPA, IM, IAM, dentre outros, rezando e se dispondo a servir.


2. Mãos dos que ajudam:


Colaborar financeiramente com os que se dispõem em missão e para que seja possível a evangelização.


3. Pés dos que partem:


Partir para outro estado, país ou continente por um determinado período para prática da missão, evangelizando através do seu trabalho e partilhando sua experiência.


Ressaltamos que não são três estágios ou níveis a serem vividos separadamente ou que após passar o primeiro vivenciará o segundo. É somente um modo de organizar e de enxergar como a missão pode ser praticada.  Como Leigo missionário o que posso fazer, onde e como.


=> Temos agora um imenso desafio:


§  Compreender o que somos e o que queremos ser;
§  Fortalecer os grupos de base, reunindo periodicamente para rezar, se formar e partilhar suas experiências;
§  Finalizar o Estatuto de modo que nos possibilite movimentar financeiramente o grupo;
§  Divulgar o blog que já criamos e fazer com que seja participativo;
§  Publicar artigos e documentos no blog para agregar conhecimento e formação aos leigos;
§  Assumir que somos Leigos e que os padres consagrados estão nos apoiando e incentivando, mas é nosso dever seguir;
§  Participar e incentivar os grupos, participando a Comissão de Coordenação das Assembleias Regionais;
§  Elaborar o Regimento Interno da Associação de Missionários Leigos Xaverianos;
§  Preparar Retiros Espirituais e de formação.


Ser um Leigo Missionário Xaveriano é uma escolha vocacional, inspirada no Amor de Cristo crucificado, que deve ser o centro da nossa fé e fundamentar a nossa ação.


Participamos da Celebração Eucarística e encerramos nossa Assembleia contentes porque estamos caminhando e conscientes que há muito trabalho a fazer para concretizar o nosso sonho de criar efetivamente a Associação de Missionários Leigos Xaverianos.


Participaram da Assembleia amigos de Cantagalo, Curitiba, Laranjeiras do Sul e Londrina/PR; Hortolândia, Matão, Piracicaba, Ourinhos, Santo André, São Paulo, Sumaré/SP e da Itália.


Agradecemos imensamente o apoio dado pela Congregação dos Missionários Xaverianos, padres queridos que nos incentivam e encorajam e também o nosso muito obrigado à Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora que nos acolheu com tanto carinho.

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