sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

EM REDE... MAIS AMOR POR FAVOR!


“O homem, que é destinado a ser nó de relações, conhece igualmente a solidão moderna e a dificuldade de comunicação. Como cristãos não é possível permanecermos indiferentes, uma vez que Cristo é o grande comunicador e nos torna conscientes de que nossa principal missão na terra é a de comunicar o amor do Pai”. Dom Paulo Evaristo Arns



Vivemos em tempos de tecnologia, comunicação, ligação e tudo que se possa imaginar para nos "conectar" com o outro...: comunicar é o grande desafio!


Porém de modo virtual, efêmero, passageiro e ao fim deixa o profundo gosto de solidão e desejo de algo mais. Comunicar quer dizer tornar comum, tornar para todos. Traz em si o adjetivo social, a palavra, ‘comunicação’ costuma ser usada para designar fenômenos de inter-relação humana, geralmente vinculados ao complexo tecnológico dos ‘meios de massa’, 'mass media', dentre elas imprensa, cinema, rádio, TV., hoje até o celular... enfim todos os sistemas de difusão da mensagem por via visual, auditiva ou áudio visual.


Temos acesso às mais recentes notícias, porém não as tornamos elemento de emancipação humana!
As redes sociais tornaram-se fonte de propagação do ódio, gerando violência verbal! Ledo engano daqueles que pensam que destilando ódios nas redes sociais irão 'conscientizar' irão sim, iniciar uma rede de propagação da violência virtual.
E de onde vêm tudo isso?
Vem do coração do ser humano que está aos poucos perdendo a capacidade de amar em profundidade, que tem até medo, receio do contato real, que desvela, a natureza humana com suas mazelas e beleza e com isso está aos poucos deixando de agir como Ser Humano em plenitude, ao qual é dado a infinita capacidade de amar e com isso transformar tudo à sua volta!


Devemos tornar as redes sociais também ambientes de evangelização, ambientes para tornar Jesus Cristo conhecido. Afinal foi o próprio Deus que fez de si não apenas verbal... mas plenamente real, quando nos deu seu Filho Jesus Cristo no Espírito Santo.

Como leigos(as) somos chamados a viver o mistério pascal (Fl 3, 10) e experimentar o modo de Deus: na misericórdia, gratuidade como experiência pessoal em plenitude, força que vêm da ação salvífica que nos é  dada pela fé!






Vamos lá? Testemunhar nas redes sociais, nas escolhas de comunicação o nosso ser cristãos!

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PAPA FRANCISCO NO CHILE E PERU

De 15 a 22 de janeiro, o Papa Francisco está pela quarta vez à América Latina para uma visita apostólica ao Chile e ao Peru. O encontro com indígenas da floresta amazônica, oriundos do Peru, Bolívia e Brasil, será um dos pontos altos da viagem do Santo Padre.

A viagem, que conduz primeiro o Santo Padre ao Chile, é marcada, na manhã de 16 de janeiro, por encontros oficiais com as autoridades, a sociedade civil, o corpo diplomático e com a Presidente da República, Michelle Bachelet, em Santiago do Chile. Às 10h30, o Parque O'Higgins, localizado na capital chilena, acolhe a celebração da santa missa. No período da tarde, o Santo Padre visita, às 16h00, o Centro Penitenciário Feminino de Santiago e participa, às 17h15, num encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e seminaristas na catedral de Santiago. Já na sacristia da catedral, o Santo Padre reúne, às 18h15, com os bispos. O Santuário de São Alberto Hurtado, sj, é o último local visitado pelo Papa Francisco neste primeiro dia de visita oficial, que decorre sobre o lema 'Dou-vos a minha paz'. Neste local, o Sumo Pontífice tem, às 19h15, um encontro privado com os sacerdotes da Companhia de Jesus.
Dia 17 de janeiro, Francisco parte para Temuco, a sul da capital, e celebra, às 10h30, uma Eucaristia no aeroporto de Maquehue. Segue-se, às 12h45, o almoço com alguns habitantes da região de Araucanía na Casa 'Madre de la Santa Cruz', instituição dedicada à formação de crianças e jovens. Regressado a Santiago do Chile, o Santo Padre reúne, às 17h30, com os jovens chilenos no Santuário de Maipu, dedicado a Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Chile. Este encontro decorre no ano em que se celebram 200 anos da promessa de construção do santuário pelo povo chileno. O programa deste dia termina com a visita à Pontifícia Universidade Católica do Chile, às 19h00.
A viagem do Papa Francisco ao Chile termina a 18 de janeiro com a visita à cidade de Iquique, no norte do país, marcada pela celebração eucarística no Campus Lobito, às 11h30, e pelo almoço com a comitiva papal na 'Casa de Retiros do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes', dos Padres Oblatos.

Chegado a Lima, no Peru, durante a tarde de 18 de janeiro, o Santo Padre parte na manhã seguinte para Puerto Maldonado, na floresta amazônica, onde se reúne, às 10h30, com membros dos povos da Amazônia no Centro Regional Madre de Dios. De acordo com o bispo do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado, D. David Martínez Aguirre, foram enviados aos povos indígenas convites para participarem no encontro com a frase 'O Papa Francisco vem para vos ver'. O responsável espera que, através deste encontro, os povos da Amazônia "sejam reconhecidos como protagonistas importantes" na tomada de decisões relativas aos recursos da floresta amazônica, "não apenas nas que afetam os seus territórios", mas também a nível nacional e mundial. Como enfatiza do Papa Francisco na encíclica 'Laudato Si', para as comunidades indígenas "a terra não é um bem económico, mas um dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam de interagir para manter a sua identidade e os seus valores". Alvo de pressões para deixarem os seus territórios, os povos indígenas enfrentam os interesses das indústrias extrativas e agro-pecuárias que "não prestam atenção à degradação da natureza e da cultura".
Às 11h30, o Santo Padre tem um encontro com a população local no Instituto Jorge Basadre, instituição pública de ensino superior e tecnológico. As crianças do Lar Principito, vítimas de maus tratos e sem-abrigo, recebem, às 12h15, o Papa Francisco, que almoça com representantes dos povos da floresta amazônica, no Centro Pastoral 'Apaktone' ('pai velho' na língua dos Harakbut). O Sumo Pontífice regressa a Lima durante a tarde, onde tem um encontro com as autoridades, membros da sociedade civil, corpo diplomático e com o Presidente da República, Pedro Pablo Kuczynski. Às 17h55, Francisco reúne em privado com os membros da Companhia de Jesus na Igreja de São Pedro.
A viagem, sob o mote 'Unidos pela Esperança', prossegue, a 20 de janeiro, para Trujillo, no norte do Peru, onde se celebra, às 10h00, uma Eucaristia na estância balnear de Huanchaco. Depois da visita de papamóvel pelo bairro 'Buenos Aires', em Trujillo, às 12h15, o Papa visita a Catedral, às 15h00, reunindo-se, depois com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas do norte do Peru no Colégio Seminário SS. Carlos e Marcelo. A visita a Trujillo termina com a celebração mariana à Virgem da Porta na Praça de Armas, às 16h45.
No último dia da viagem, Francisco participa na oração da Hora Média, às 9h15, com as religiosas de vida contemplativa no Santuário das Nazarenas, onde se encontra o mural do Senhor dos Milagres. Às 10h30, o Santo Padre faz uma oração junto às relíquias dos Santos peruanos na Catedral de Lima. Após o encontro com os bispos no Palácio Arcebispal, o Papa dirige-se à população na Praça das Armas, para o Angelus dominical.
O Papa Francisco regressa a Roma no final da tarde de dia 21 de janeiro, descendo na capital italiana às 14h15 de 22 de janeiro.

Mais informações, acesse:
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/travels/2018/outside/documents/papa-francesco-cile-peru_2018.html 

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ASSEMBLEIA ANUAL DOS MISSIONÁRIOS XAVERIANOS BRASIL NORTE E SUL

Brasil Norte – A Assembleia dos Padres Xaverianos do Brasil Norte aconteceu do dia 04 ao dia 09 de janeiro de 2018. Contou com a presença de 30 padres xaverianos. Foi importante também a presença da Direção Geral com o Pe. Mario Mula e Pe. Xavier Pegueiro. Com a temática sobre o Laicato Xaveriano que foi realizada pelo Pe Estevão Raschietti da Região Brasil Sul. Segundo o Padre Paolo Andreolli, a Assembleia foi realizada sob um “clima de muita fraternidade e de discernimento á luz do ultimo Capítulo Geral e do Ano Nacional do Laicato.” A Assembleia também contou com a presença de alguns leigos e leigas, amigos(as) dos xaverianos que partilharam conosco a riqueza da experiência laical alimentada por um amor ao nosso carisma xaveriano, segundo o Pe Paolo e ressalta que “estamos ainda em pleno discernimento para crescer juntos com os leigos, com certeza o Senhor está nos preparando para um reposicionamento com a ajuda dos leigos que conosco vivenciam o amor pelo nosso carisma e pelo nosso fundador”.



Brasil Sul – A Assembleia anual dos Xaverianos do Brasil Sul aconteceu de 09 à 13 de janeiro de 2018, na casa de retiros das Irmãs da Divina Providência na cidade de Curitiba (PR). A principal temática foi sobre a Cultura Vocacional, que contou com a assessoria do Pe. Valdecir Ferreira, da Diocese de Apucarana (PR), além do Pe. Estevão Raschietti que assessorou sobre a temática dos leigos missionários em sintonia com ano do laicato. Na ocasião também foi celebrado os 60 anos de sacerdócio do Pe. Leone Occhio.




CAMPANHA DA FRATENIDADE 2018



Texto elaborado por Pe Rafael Lopez Villasenor
OBJETIVO GERAL: Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho da superação da violência.
  1. VER: DIVERSAS FORMAS DE VIOLÊNCIA
Existem múltiplas formas de violência que não se resumem apenas a atos, mas também estruturas violentas. Portanto, para superar a violência não será possível sem uma ampla participação da sociedade organizada.
Apesar do Brasil possuir menos de 3% da população mundial, responde por quase 13% dos assassinatos no planeta, cinco pessoas são mortas por arma de fogo a cada hora. Acontecem mais homicídios no Brasil, que em diversas guerras. São constantes sequestros, estupros, assaltos, homicídios…
Três fatores são fundamentais para definir os espaços de paz e violência: 1º a omissão do poder público nas periferias, onde toma lugar grupos armados, tráfico de drogas… 2º o poder do dinheiro, isso é, quem pode, paga por segurança privada e bons advogados. 3º o tratamento seletivo pelos órgãos públicos, dos três poderes em relação aos direitos e ao acesso à Justiça. Inclusive, existe uma violência institucional que cria crises econômicas, inflação corrosão dos salários, que trazem perda do poder aquisitivo para os mais pobres aumentando a desigualdade social. A violência direta e estrutural é mais fácil ser identificada.
Existe a cultura da violência, entendida através das condições em que a sociedade não reconhece como violência atos ou situações em que pessoas são agredidas, fazendo a justificativa, como se uma ação violenta fosse devida, à própria conduta da pessoa que a sofre. Ex. o estupro da mulher, a violência contra homossexuais…
A violência no Brasil vem desde o período colonial, pois acreditava-se que o branco era superior ao índio e ao negro. Na República foi instalada apenas uma igualdade formal e legal pela elite econômica, política e jurídica. Mas até hoje, o país é desigual e violento, em especial para quem trabalha em favor da igualdade dos direitos dos pobres.
O modo violento como se vive hoje, busca manter os privilégios das elites e da classe política, que perpetuam as estruturas geradoras de violência. Inclusive, a corrupção manifesta que o dinheiro está em primeiro lugar, o bem das pessoas e o bem público em segundo. A corrupção leva ao descrédito das instituições. As “reformas” encaminhadas pelo governo federal dão apenas importância ao mercado e a elite, mas acabam com os direitos das pessoas mais pobres e vulneráveis.
Os últimos anos se criminalizam os movimentos sociais e populares que têm pontos de vista diversos às propostas dos poderosos e do sistema econômico. O Estado é cúmplice da violência contra indígenas, quilombolas, sem-terra e ambientalistas.
A violência é resultante da desigualdade econômica. Ao gerar exclusão e perpetuar as desigualdades sociais, a economia produz violência e morte. Apenas 62 pessoas detêm o mesmo dinheiro que a metade mais pobre da humanidade. Os mais ricos são 1% da humanidade, mas detêm 99% da riqueza mundial, portanto a desigualdade gera violência e injustiça social que traz consigo a morte e a exclusão.
A violência racial contra negros, índios, migrantes e imigrantes se dá através do desrespeito, do ódio e da xenofobia (medo da pessoa diferente). Nos últimos anos houve uma diminuição de 26% dos homicídios de brancos com arma de fogo e um aumento de 46,9 % de negros. Entre os jovens de 15 a 24 anos, a maioria das mortes são causadas por homicídios, principalmente entre os negros. As vítimas de homicídio são na maioria homens, mas existe a tendência a crescimento entre mulheres, especialmente negras.
Todavia, 27% das mulheres assassinadas têm o agressor em casa, enquanto que 48% dos assassinatos dos homens está na rua. Em 2015 o Brasil registrou mais de quarenta e cinco mil casos de estupro, contudo se acredita que sejam muitos mais. A violência contra a mulher acontece principalmente dentro de casa. As agressões domesticas, na maioria dos casos, são praticados pelo parceiro ou ex-parceiro da vítima. A agressão contra a mulher é um dos casos da cultura de violência com baixa punição.
Segundo a UNO (Organização das Nações Unidas) a pobreza é a causa da violência, que origina mais mortes no mundo. A pobreza e a desigualdade social prejudicam seriamente a saúde e o desenvolvimento das crianças desde antes do nascimento. Toda criança necessita de apoio incondicional na primeira infância.
O tráfico de pessoas é uma das formas mais violentas de exploração, trata-se de uma modalidade de crime organizado transnacional, atrelado a exploração sexual, ao comércio de órgãos, a pornografia infantil, as formas ilegais de imigração para a exploração do trabalho análogas à escravidão. 75% são mulheres. Também a violência no campo teve um aumento de assassinatos, ameaças de morte, agressões, etc. sendo as maiores vítimas os quilombolas e os indígenas, vítimas da invasões e devastação de terras demarcadas por parte dos poderosos.
No Brasil há entre 20 e 30 milhões de viciados em álcool e 870 mil dependentes de cocaína. Levando lentamente para a morte. Existe por parte dos governos nacionais e internacionais um esforço para o combate às drogas, mas falta uma maior atenção para o combate a produção e distribuição.
No Brasil tem uma das maiores populações do mundo de presos, (650 mil), vivendo em condições degradantes e sub-humanas, gerenciando organizações criminosas que controlam a criminalidade dentro e fora dos presídios.
A polícia que deveria ajudar na superação da violência, muitas vezes, é violenta e corrupta, cria desconfiança e ambiguidade da corporação. Ela teria o papel da mediação dos conflitos, da democracia, sendo responsável pela preservação da vida e da segurança pública. Mas nem sempre os policiais cumprem de maneira adequada a sua missão, inclusive muitos deles são assassinados dentro ou fora do serviço, as vezes envolvidos em corrupção.
No Brasil a informação por parte da mídia acaba sendo desvirtuada, seletiva e parcial, criando uma sociedade da desinformação e do espetáculo, a partir dos fatos, desinformando os verdadeiros acontecimentos.
Existe no país intolerância e fanatismo religioso, que se concretizam no desrespeito à liberdade, no preconceito, no fanatismo e na demonização das religiões, especialmente de matriz africana.
A violência no trânsito é causada, muitas vezes, por dirigir alcoolizado (30% das mortes do trânsito), por trafegar em alta velocidade, por falta de atenção e/ou pela manutenção do veículo.

  1. JUGAR: A BÍBLIA E O MAGISTÉRIO ECLESIAL
Os textos do AT que fazem referência a um Deus violento devem ser lidos no contexto originário. Toda violência é contrária ao desejo e projeto Divino. A violência na história da humanidade é sinal da ausência de Deus.
Na criação Deus fez a humanidade a sua Imagem e semelhança (Gn 1,26-27). A violência vem depois, que aparece o pecado, como o assassinato de Abel pelo irmão Caim (Gn 4,1-16), mas Deus pune o violento (Gn 4, 19-24). Portanto, a violência é consequência do pecado e desfigura a humanidade.
Para punir atos violentos, na Bíblia surgem leis que proíbem assassinato (Ex 20,13; Dt 5,17). Se exige a justiça social (Sl 85,10). A lei do talião procurou estabelecer, o limite da vingança (Ex 21,24; Lv 24,20). Era proibido oprimir o estrangeiro (Ex 23,9), guardar ódio (Lv 19,17), e se vingar (Lv 19,18).
Até, os profetas sofrem violência e perseguição (Jr 26; 1Rs19,2; Am 7,10-17). Eles são unanimes em denunciar o sistema de morte e violência (Am 5,24; Mq 6,8; Is 58,6-7; Jr 7,3-5; Os 4,1-2;). Defendem os pobres e oprimidos (Is 1,16-17; Am 3,9-10).
Os livros sapienciais excluem qualquer uso da violência (Pr 3,29-32; 4,14; 13,2; Lm 3; Sl 7,2-3; 10, 7-8; 27,12). Mostram um Deus misericordioso (Es 34,6; Nm14,18; Gn 4,2; Ne 9, 17).
Jesus anuncia a Boa Nova de reconciliação e de Paz, embora a tentação da violência está nos discípulos (Lc 9,54-55; Lc 22,38; Mc 14,47; Jo 18, 8.11). Prega amor aos inimigos (Mt 5,44; Lc 6,27). Anuncia a perfeição e a misericórdia (Mt 5,38-42; 5,43-48; Lc 6,35). Defende a mulher surpreendida em adultério (Jo 8,3-11). Jesus é sempre é a favor da Vida (Jo 10,10) e da paz (Mt 5,9; 10,12; Jo 14,27). Para Ele a violência brota do coração do homem (Mc 7,14-15.21-23; Mt 5,44), e Ele mesmo oferece o perdão na cruz (Lc 23,34).
A Igreja convida a promover a cultura do diálogo que supere a violência. João XXIII publicou a encíclica (1963) Pacem in Terris que denuncia a violência e convida a todos os homens de boa vontade a trabalhar pela paz e a justiça. O Concílio Vaticano II em Gaudium Spes pede a edificação da paz e a eliminação das discórdias. Após o Concílio Vaticano II, Paulo VI veio instituir o dia Mundial da Paz em 01 de janeiro de cada ano com o objetivo de superar a violência. João Paulo II se encontrou com líderes religiosos em Assis (Itália) para promover a paz e o diálogo entre as religiões.

  1. AGIR: AÇÕES PARA SUPERAR A VIOLÊNCIA
A superação da violência nasce com a boa relação com os outros. Ninguém nasce violento, mas pode vir a ser violento. Todos desejamos a paz, muitas pessoas a constroem com pequenos gestos. Pequenos e cotidianos gestos são necessários para a construção de um mundo novo, sem violência. Portanto, a superação da violência pede o compromisso da sociedade civil, das igrejas e dos poderes constituídos para assegurar o cumprimento dos direitos humanos e de políticas públicas emancipatórias.
A família deve promover e formar para a cultura da paz e da não violência. Precisamos estimular a cultura da tolerância, do respeito, do diálogo e da paz, nas práticas cotidianas e redes sociais. Não somos adversários, mas irmãos. Três ações devemos observar na construção da cultura da paz: fraternidade, ternura e compaixão.
Nunca pagar o mal com o mal, renunciando a todo forma de violência, vivendo a solidariedade e a misericórdia nas nossas ações. Desenvolver a capacidade do diálogo diante dos conflitos. De maneira especial trabalhar pela superação da violência doméstica e familiar.
Trabalhar pela justiça restaurativa consigo mesmo, com a família e com a sociedade. Articular momentos de oração através do ecumenismo e do diálogo inter-religioso. Ser solidários com as vítimas da violência da sociedade.
A superação da violência no sistema capitalista que busca o lucro econômico e não o ser humano é um desafio. A pobreza e a fome é uma das piores formas de violência. É necessário o cumprimento do estatuto da Criança e Adolescente que garanta os direitos fundamentais e básicos. Denunciar todo tipo de violência sexual contra crianças e adolescentes, promovendo parcerias com os Conselhos Tutelares.
Lutar contar contra a violência doméstica, familiar e da mulher aplicando a lei Maria da Penha. Lutar contra toda forma de violência e apoiar a defesa dos direitos humanos. Erradicar o analfabetismo, o trabalho escravo, o tráfico de pessoas e órgãos.
Apoiar a luta e demarcação dos povos Indígenas, estimulando a Reforma Agrária, defendendo a ecologia, as florestas e recursos naturais. Acompanhar os usuários de drogas, denunciando a criminalidade e tráfico de drogas, fortalecendo a Pastoral da sobriedade.

domingo, 14 de janeiro de 2018

FORAM E VIRAM...


Sob o convite  "Vinde e Vede!" os dois discípulos de João foram e viram onde Jesus morava, num primeiro momento ficaram com Ele o dia inteiro. A pergunta é O QUE VIRAM? Ou o que lhes interessava ver? Era somente uma mera curiosidade?

Afinal como poderiam seguir um peregrino, sem morada fixa, vivendo e parando aqui e acolá? Como apostar a vida em algo que era incerto...


Quem era Aquele homem que a todos curava e com seu olhar cheio de compaixão? Os discípulos viram a identidade de Jesus, VIRAM quem Jesus era: o Messias!



Tal foi o reconhecimento que FORAM, VIRAM e ANUNCIARAM ter encontrado o Cristo e se EMPENHARAM no anúncio, possibilitando a tantos outros que pudessem realizar a mesma experiência!
Essa é a nossa missão como cristãos: ajudar e levar a todos a experimentar, procurar e encontrar Jesus Cristo!
A pergunta é: como se faz isso? Como posso levar as pessoas a Jesus Cristo? Abaixo segue algumas dicas:

1. Rezar pelas pessoas
Antes de falar com uma pessoa, devemos rezar por ela. Então, Deus estará no meio de nós e, se Deus está conosco pelo seu Espiríto Santo, tenderemos a ser mais amigos dos outros e a julgar, criticar e condenar muito menos. E quem é a pessoa que não goste de ouvir alguém dizer que pensou nela, rezou por ela, lhe desejou o melhor, mesmo que seja uma pessoa por quem nem temos grandes afetos?



2. Ter consciência reta, bondade no agir para dar testemunho do que dizemos
Quando levamos uma vida com retidão, apresentamo-nos sem temor diante dos outros. E livres de frustrações, ressentimentos, amarguras, seremos mais agradáveis com os outros. De fato, é o coração o que nos une. E isso inspira confiança.




3. Sem discussões desnecessárias
E de modo particular se é para impor ideias pessoais. Discutir é diferente de debater, persuadir, esclarecer. Estas atitudes demonstram respeito. Quem dá testemunho da sua fé, torna atraente o que diz se o faz com paixão, com conhecimento de causa, com autenticidade.


4. Partilhar as experiências pessoais de encontro com Jesus
Os discípulos atraíram outros para Jesus Cristo porque falaram da própria experiência – pessoal - que tiveram com Ele. A lógica da mensagem só é percebida se há coerência nos comportamentos: dizer versus fazer. Jesus Cristo quis ter discípulos, que fossem um Evangelho Vivo que outros os vissem como testemunho.  Se acaso quisesse deixar apenas ideias, teria escrito um livro, onde constariam todos os seus ensinamentos... como tantos hoje em dia...



5. Defender e salvaguardar o bom nome e a honra da comunidade (Igreja)
Os escândalos estão entre os piores obstáculos para a vida de fé, seja por parte do clero seja por parte do laicato. Os escândalos afastam, denigrem e acima de tudo dão contra testemunho. Quem entra na Igreja por causa de Jesus Cristo (de Deus) não esquece que o faz em comunidade, onde o lema é comunhão, é: “somos um em Cristo Jesus – somos seu corpo” ou ainda “um por todos e todos por um”.

6. Pedir a Deus o Dom da sabedoria necessária para cada situação
Algumas pessoas parecem ser difíceis de serem abordadas. Têm postura hostil ou fazem valer a sua argumentação. Por isso, devemos aprender a falar. Muitos não se atrevem a abrir a boca para falar de Jesus Cristo, envergonham-se, até, de ler alto a Bíblia. Ora, Deus cria as oportunidades de darmos testemunho e, por causa dos nossos medos, podemos deitar a perder esses momentos. Confiemos em Deus que nos ensina o que devemos dizer (Lc 12, 8-12) para vencer os medos de dar testemunho de Jesus Cristo e da nossa fé N´Ele.



7. Começar por procurar pessoas para testemunhar a fé - ir às periferias
É mais fácil às crianças evangelizar outras crianças, os jovens serem apóstolos de outros jovens, e assim em todos os âmbitos da vida.

8. Falar de Jesus a qualquer tempo e lugar
Anunciar e celebrar a fé – a comunhão com Deus - “a tempo” é cumprir o que está programado. Fazê-lo “fora de tempo” é quando o Espírito Santo nos desafia a falar do amor de Deus numa situação não prevista: dentro de um meio de transporte, no supermercado, na escola, praticando esportes, etc.


9. Dar graças em tudo e por tudo...
O discípulo de Jesus Cristo encara qualquer relacionamento como um dom, como um benefício. Vale mais um segundo que seja com outra pessoa na Terra, ensinando-a, consolando-o, enriquecendo-a, ou recebendo isso dela, do que a eternidade sem fazer experiência de ser família de Deus.

10. Chamar todos pelo nome

Assim como Jesus que conhecia todos pelo nome também para o discípulo de Jesus, não há pessoas anônimas, e em cada nome encerra em si uma vida, uma história, uma vocação, uma missão, uma função na comunidade dos crentes e na sociedade.

SENHOR JESUS, DAI-NOS A GRAÇA DE VER-TE E RECONHECER COMO O CRISTO, A QUEM DEVEMOS CONFESSAR NA FÉ, E PROCLAMAR À HUMANIDADE CARENTE DE TI.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Ano Nacional do Laicato: Sal da Terra e Luz do Mundo!



Teve início na Solenidade de Cristo Rei em 26 de novembro de 2017 e seu encerramento como ano de celebração acontecerá também na Solenidade de Cristo Rei de 2018: 25 de novembro de 2018. A temática será: Cristãos leigos e leigas, sujeitos na “Igreja em saída”, a serviço do Reino e o Lema:” Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5,13 – 14).


Como objetivo geral está o ser Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil, aprofundar  a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão e testemunhar Jesus Cristo e seu  Reino  na sociedade. Comemorar os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os leigos (1987) e os 30 anos da publicação da Exortação Apostólica Christifideles Laici, de São João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988) no dinamismo, estudo e a prática do documento 105: “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade” e demais documentos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato. No estímulo da presença e atuação dos cristãos leigos e leigas, “verdadeiros sujeitos eclesiais”(Dap, n. 497a), como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade se constituem objetivos específicos.




Como estratégia se levantam as ações: Conclamar toda a Igreja no Brasil: regionais, dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, as diferentes expressões laicais e os Organismos de comunhão do Povo de Deus, na realização do Ano do Laicato; Desenvolver atividades que culminem na realização de um encontro  nacional com o Laicato no encerramento do ano (Cristo Rei de 2018); Despertar e motivar iniciativas e participação dos ministros ordenados, da vida consagrada e do laicato na realização desse Ano; Dialogar com os diferentes sujeitos da sociedade, promovendo a cultura do encontro e o cuidado com a vida e o bem comum, na esperança de que outro mundo é possível; Envolver os meios de comunicação social nas atividades programadas para o Ano do Laicato.

As atividades serão desenvolvidas em âmbito local, estadual e nacional, dentre elas destacam-se Abertura do Ano em cada Diocese e Paróquia (Solenidade de Cristo Rei – 26 de novembro de 2017); Abertura pela Presidência da CNBB em rede Nacional (28 de novembro de 2017, durante o CONSEP); 14º Intereclesial das CEBs em Londrina – PR (23 a 27 de janeiro de 2018); Abertura da Campanha da Fraternidade de 2018, destacando o papel dos cristãos leigos e leigas na superação da violência; Semana Missionária “Igreja em Saída” nas Igrejas locais. (sugestão mês de julho de 2018): Um Círculo Bíblico em cada rua; Seminários Temáticos nos Regionais; Congresso Latino Americano/Caribenho promovido pelo CELAM sobre os Ministérios , em parceria com as Universidades Católicas. (No Brasil, em data a ser confirmada); Encontros de reflexão no mês de novembro; Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco em 18 de novembro de 2018; Encerramento com a Assembleia Nacional dos Organismos do Povo de Deus que acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro de 2018 e a Romaria do Laicato em Aparecida/SP no dia 25 de novembro de 2018.
Cristãos leigos estão avançados na vida da Igreja e como tal devem ter uma consciência clara, não somente como pertencente à Igreja, mas devem "sentirem-se Igreja", como comunidade unida. Com a proteção da Sagrada Família de Nazaré, vamos juntos celebrar este ano, que pretende dar novo impulso para a vivência laical e novo impulso para  Ser Igreja! Contamos com você!


Papa Francisco: rezemos pelas minorias religiosas na Ásia.

A partir deste mês, neste blogue você terá acesso às intenções, orações e vídeos do Papa Francisco confiados a todos nós! Vamos lá? Ser missionários(as) na oração e junto com o Papa Francisco rezar por todos os desafios da humanidade. Contamos com você!


O que é a Rede Mundial de Oração?
Cada mês, o Santo Padre confia ao Apostolado da Oração uma intenção de oração, intercalando-se entre uma intenção universal e uma intenção pela evangelização: Universal, com temáticas que apelam a todos os homens e mulheres de boa vontade, não só aos católicos; pela Evangelização, mais centrada na vida da Igreja e na sua missão evangelizadora. O Apostolado da Oração divulga estas intenções e reza por elas. São cerca de 40 milhões de pessoas no mundo inteiro. Associar-se a esta família de todas as línguas e culturas é passar a fazer parte de uma rede mundial centrada no Coração de Jesus e unida pelas intenções de oração do Papa.

Qual o sentido desta oração?


Assumindo as propostas de oração do Santo Padre, somos chamados a viver a coerência entre a oração e a vida. Rezar é fundamental, mas deve transformar-nos, levando-nos a agir de acordo com a nossa oração. Rezar por estas intenções abre o nosso olhar e o nosso coração aos problemas do mundo, tornando nossas as alegrias e as esperanças, as dores e os sofrimentos de todos os nossos irmãos e irmãs. Fazê-lo como membro de uma rede mundial de oração torna presente no nosso quotidiano a universalidade da Igreja. Por isso, se recomenda que esta oração diária seja vivida de forma particularmente intensa na primeira Sexta-feira de cada mês, quando todo o AO recorda a revelação do amor do Coração de Jesus por toda a humanidade. Nesse dia, para além da oração pessoal, recomenda-se a participação na Eucaristia, sempre que possível. Como Leigos(as) Missionários(as) Xaverianos(as) temos também como um dos pilares a oração e iremos nos coadunar com as intenções propostas para cada mês.

O Vídeo do Papa
As intenções de oração são confiadas mensalmente à Rede Mundial de Oração do Papa. O Vídeo do Papa é produzido pela La Machi Comunicação para Boas Causas com o apoio da Companhia de Jesus, IndigoMusic, GettyImagesLatam, Doppler Email Marketing e a colaboração do Vatican Media. Tem também como parceiro de mídia Aleteia. Desde seu lançamento em janeiro de 2016, teve mais de 19 milhões de visualizações em suas redes próprias.



O Vídeo do Papa é uma iniciativa global, promovida pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração), para colaborar na difusão das intenções mensais do Santo Padre sobre os desafios da humanidade.


Na primeira edição do ano de ‘O Vídeo do Papa’, realizado pela Rede Mundial de Oração do Papa, Francisco nos chama a respeitar as minorias religiosas na Ásia. Também clama por uma verdadeira liberdade na prática da fé neste continente.


Desde 2016, Papa compartilha suas intenções mensais através de ‘O Vídeo do Papa’. Na primeira edição deste ano, Francisco nos pede para respeitar e proteger os cristãos e todas as minorias religiosas da Ásia. Além disso, enfatiza a importância de garantir que esses grupos religiosos possam viver sua fé com absoluta liberdade em cada um dos países do continente.



“Peçamos por todos eles, para que, nos países asiáticos, os cristãos, como também as outras minorias religiosas, possam viver sua fé com toda liberdade”, afirma o Papa. “Coloquemo-nos ao lado dos homens e mulheres que lutam por não renunciar à sua identidade religiosa”, acrescenta.

Assista ao vídeo de janeiro/2018: https://youtu.be/95HjHFoLFCo 



Com mais de 43 milhões de km2, a Ásia é o maior continente do mundo e abriga inúmeras minorias religiosas. Muitas delas convivem, mas em algumas regiões existem enfrentamentos e perseguições religiosas.


“No variado mundo cultural da Ásia, a Igreja enfrenta muitos riscos e sua tarefa é ainda mais difícil pelo fato de ser minoria”, afirmou o Papa. “Esses riscos, esses desafios, são compartilhados com outras tradições religiosas minoritárias às quais nos une em um desejo de sabedoria, verdade e santidade”, completa.


A Congregação dos Missionários Xaverianos está presente nos seguintes países do Continente Asiático:
·         Bangladesh
·         China
·         Filipinas
·         Indonésia
·         Japão
·         Tailândia



Acesse e obtenha maiores informações no site: http://www.xaverianos.org.br

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