terça-feira, 19 de junho de 2018

Retiro do COMIRE Regional Sul 2


De 15 a 17 de junho, a Diocese de Guarapuava-Pr, sediou o Retiro do COMIRE SUL 2.

Participantes do Retiro do COMIRE CNBB Regional Sul 2 - Guarapuava-PR.

Com o tema “Eu sou uma missão nesta terra” (EG 273) o retiro contou com a assessoria do Pe. Antônio Niemec, CSsR – Assessor da Ação Missionária da CNBB.




Com o objetivo de Ver, Meditar, Rezar e Refletir sobre nossa identidade, que é por força do Batismo, missionária o retiro teve momentos fortes de encontro pessoal com Jesus Cristo na Palavra e na Eucarista, com a Santa Missa e Adoração.


Padre Antonio (Brasília-DF), Dom Sergio (Ponta Grossa-PR) e Pe Ivanil (Cianorte-PR)

Nos passos do Papa Francisco onde se destaca que a atuação voluntária dos leigos na obra evangelizadora revela a revolução da ternura o prazer de ser povo e a nova consciência de que a vida de cada pessoa é uma missão o retiro encerrou no domingo às 12 horas, antes porém ocorreram as reuniões com os COMIPROS - Conselhos Missionários das Províncias do Regional Sul 2: Curitiba, Cascavel, Londrina e Maringá, onde foram relatadas as atividades ligadas à IAM, JM e demais organismos missionários e os desafios para os próximos momentos. Estiveram presentes representantes da COMIDIS, COMISES e COMIPAS, Infância Adolescência Missionária – IAM; Juventude Missionária – JM, Propagação da Fé, Vocacionados à Quebo, com 52 missionários de 13 dioceses.


Reunião do Conselho Missionário da Província de Curitiba
Da Diocese de Guarapuava, estiveram presentes Jair Sebastião Golinhaki e Beatriz Mª. M. Golinhaki (COMIDI - Guarapuava), Marcos Antonio M. da Silva (COMIPA - Manoel Ribas), Virka Neduziak (Nova Tebas - Vocacionada para Quebo), Maria P. dos Santos (Laranjeiras do Sul, Missionária Xaveriana e Vocacionada para Quebo) e Elizete da Aparecida Toledo (Laranjeiras do Sul – Leiga Missionária Xaveriana – COMIDI/COMIPRO).

Leigas Missionárias Xaverianas: Maria, Elizete e Maria Angélica.

A Leiga Missionária Xaveriana Maria P. dos Santos (Laranjeiras do Sul), vocacionada à Missão de Quebo – África. Maria Angélica Kroetz Kovalhuk (Curitiba) e Elizete da Aparecida Toledo (Laranjeiras do Sul), representando os Leigos Missionários Xaverianos em sua atuação na IAM – Infância e Adolescência Missionária e Coordenação do COMIPRO – Curitiba, respectivamente.


Pe. Antônio Niemec, CSsR – Assessor da Ação Missionária da CNBB.

Dom Sergio e Odaril na animação


A participação do laicato nas diferentes instâncias dos organismos missionários, dá-se pela atuação desde a base, com os grupos de leigos e paróquias e têm se constituído como um forte elemento de formação e acompanhamento das diretrizes da Igreja do Brasil como caminhada de comunhão.

VISITA AO LAICATO DE PIRACICABA-SP


Na continuidade das visitas aos Grupos de Leigos Missionários Xaverianos, dia 18.06.2018, o Superior Geral da Congregação dos Missionários Xaverianos Pe Fernando Garcia, o Conselheiro Pe Javier Peguero e o Provincial do Brasil Sul Pe Rafael Lopez Villasenor, estiveram em Piracicaba-SP, onde estiveram presentes membros do grupo e o assessor Pe João Bortolocci
O ponto alto do encontro foi a Adoração ao Santíssimo e após a bênção com a comunidade presente foi possível realizar perguntas e explanações sobre o trabalho dos xaverianos no Brasil por parte do superior e conselheiro.



Com as colocações do Pe Fernando que enfatizou os aspectos positivos do crescimento vocacional especialmente nos países da Ásia e da África e da ação do leigo na Igreja do Brasil e o papel do(a) leiga (a) engajados na sua realidade local para a vivência da espiritualidade xaveriana.



Após partilha da caminhada dos leigos o encontro encerrou com uma deliciosa confraternização com pizza.



FOTOS: Maria Plácido e Artidônio.


VISITA AO LAICATO DE HORTOLÂNDIA-SP


São Guido na visita à China em 1928, assim disse: “... o cumprimento de um dever que me cabe, como Superior Geral da Pia Sociedade de São Francisco Xavier para as Missões Estrangeiras, ... a fim de visitar nossos caríssimos Missionários, levar-lhes, juntamente com a minha bênção, a palavra de conforto, após as duras provas às quais têm sido submetidos atualmente e o foram, no decorrer do ano, bem como constatar suas reais necessidades....”.



Na continuidade das visitas aos Grupos de Leigos Missionários Xaverianos, dia 16.06.2018, o Superior Geral da Congregação dos Missionários Xaverianos Pe Fernando Garcia, o Conselheiro Pe Javier Peguero e o Provincial do Brasil Sul Pe Rafael Lopez Villasenor, estiveram em Hortolândia-SP, onde estiveram presentes membros do grupo e os assessores Pe Alfiero Ceresoli e Pe Giovani Murazzo.



Nesta cidade ocorreram a maioria das Assembléias dos Leigos Missionários Xaverianos Brasil Sul, bem como a mais importante delas, em 2010, quando pela primeira vez se encontraram todos que tinham desejo de viver essa espiritualidade missionária como família xaveriana.



O Grupo de Leigos Missionários Xaverianos de Hortolândia foi um dos primeiros a se constituir no Brasil Sul após 2010. Com momentos de oração e partilha encerrou-se o momento com festiva confraternização.

Fotos: Mirene de Oliveira

VISITA AO LAICATO GUAIANAZES - SP


Assim disse São Guido Maria Conforti, por ocasião de sua visita à China em 1928: “... não me move o desejo de ver novas terras ou novos costumes, mas unicamente a voz do dever e da caridade de Cristo; assim posso esperar na ajuda divina, pelo feliz êxito de minha viagem. E vós a acompanhai-me com vossas orações, nas quais muito confio, assim como nas orações dos fiéis que estão sob vossos cuidados, a quem me recomendo por meio de vós".
Grupo de Leigos Guaianazes - SP

Em espírito de comunhão, sinodalidade e fraternidade os grupos de Leigos Missionários Xaverianos do Brasil Sul, acolhem a visita pastoral do Superior Geral da Congregação dos Missionários Xaverianos Pe Fernando Garcia, do Conselheiro Pe Javier Peguero, o Provincial do Brasil Sul Pe Rafael Lopez Villasenor, que teve início em 13 de junho de 2018, em Guaianazes – Tiradentes/SP, com a presença de todos os membros do grupo.


No encontro após a acolhida da coordenadora Vanilda, a oração voltada para o momento proposto pelos Bispos do Brasil – Ano Nacional do Laicato, onde os leigos são chamados a tornarem-se Sal da Terra e Luz do mundo (Mt 5, 13-15), Pe Fernando enfatizou a importância da missão e que esta não é exclusiva dos missionários xaverianos mas a missão é um compromisso de todos os cristãos leigos(as) especialmente aqueles que bebem da mesma fonte da espiritualidade xaveriana de acordo com seu estado de vida: leigos(as) e da Igreja. Ressalta também que a missão não é algo pessoal, intimista, mas para colocar-se a serviço com todos os nossos talentos e dons em prol do próximo como irmão.




A missão ad gentes, deve ser a prioridade de toda congregação e também dos leigos(as) como membros da família xaveriana. Apresenta o apóstolo Paulo e sua importância, exemplo e inspiração do trabalho missionário.
Após testemunhos e partilha dos (as) leigos(as) e sua atuação missionária-pastoral na vivência do Batismo, encerrou-se o encontro com a confraternização e votos de êxito na visita pastoral ao Brasil.

FOTOS: Cristina.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Partilhando o Histórico LMX com a Direção Geral dos Xaverianos

No dia 11 de junho aconteceu na Casa Regional dos Xaverianos na Vila Mariana em São Paulo/SP um encontro entre a Direção Geral e a Coordenação dos Leigos Missionários Xaverianos - Brasil Sul.

A coordenadora do Laicato Patricia Nunes Araujo foi recebida pelo Superior Regional padre Rafael Villasenor e apresentada ao padre Fernando Garcia (superior geral) e ao padre Javier Peguero (conselheiro e responsável pelos Leigos na Direção geral).

Foi apresentada aos padres o Histórico dos Leigos no Brasil, que desde 2009 iniciaram a organização dos grupos existentes e formaram novos grupos nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Também foram disponibilizados os cinco Subsídios de formação utilizados, o Estatuto, a prévia das Regras de Vida, bem o folheto de apresentação dos Leigos.
Houve grande interesse por parte dos padres em entender como e onde estão os leigos e qual tem sido a atuação dos Leigos e a interação com os padres xaverianos.
Patricia Nunes (Coordenadora geral LMX, Padre Javier Peguero (Conselheiro), padre Rafael Villasenor (Superior Regional) e padre Fernando Garcia (Superior Geral)

O padre Fernando destacou que o XVI Capítulo Geral dos xaverianos em agosto de 2017 uma das pautas tratou dos Leigos. Foi determinado que haveria um padre responsável pelos Leigos nos quatro continentes onde estão os xaverianos e também a formação de uma Comissão de Leigos e padres para apurar e entender quantos são, como atuam  os leigos com carisma xaveriano, pois formamos uma família. É tempo de trabalharmos juntos e assim futuramente buscarmos uma interação entre os Leigos dos diversos países. Cada um com sua particularidade local, mas com mesmo ardor missionário e com o mesmo carisma xaveriano que nos move a querer fazer Jesus conhecido a todos. Há grande interesse da Congregação em contribuir com a organização e formação dos Leigos a nível mundial. Inclusive isso se confirma no Encontro que foi realizado com a coordenadora.
Padre Fernando reforçou ainda que ser leigo é uma vocação, um dom de Deus e a Patricia afirmou que este entendimento tem sido aprofundado e discernido ao logo da caminhada, lembrando que alguns grupos estão bem maduros nesta questão e outros estão ainda compreendendo o que se trata ser leigo missionário xaveriano.

Padre Peguero comentou que a Comissão Geral dos Leigos foi formada inicialmente com membros do Laicato da Itália, que tem experiência de 25 anos. Neste momento estão realizando a busca da compreensão dos grupos que são amigos benfeitores e dos que são leigos vocacionados e que os dois distintos grupos tem grande importância para a Congregação. Ficou agradecido também por na carta respondida à ele sobre o Laicato ter uma tabela com nome do coordenador, dados de contato, e quantidade de membros de cada um dos dez grupos de Leigos no Brasil Sul.

O sonho de realizar uma missão enquanto leigos no Projeto Alto Solimões foi apresentado e bem recebido e está claro que não é fácil a disponibilidade integral do leigo para missão ad gentes, bem como manter financeiramente. Mas ficou entendido o desejo e a preparação a pequenos passos para que esse projeto se torne realidade.

Em nome do Laicato, a coordenadora presenteou os padres com uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e um chaveiro dos Leigos.

A Direção Geral visitará os grupos atuantes aqui no Brasil Sul no decorrer do mês de junho de acordo com a disponibilidade do grupo e agenda dos padres.

Que os padres sejam muito bem acolhidos aqui no Brasil!
Cada grupo realize o encontro como de costume, deixando espaço para apresentações e esclarecimentos.
São Guido Maria Conforti interceda pela Congregação Xaveriana e pelos Leigos Missionários Xaverianos que formam uma só família! 

Patricia Nunes Araujo
Coordenadora Geral LMX
Gestão 2016 - 2018

Observação: a pequena xaverianinha Maria Beatriz e a leiga Gloria Nunes, filha e mãe da Patricia acompanharam ela nesse encontro.


domingo, 10 de junho de 2018

REDES SOCIAIS


O Papa Francisco, atento aos desafios do mundo atual confia à Igreja, na Rede Mundial de Oração, intenções que expressam as suas grandes preocupações pela Humanidade e Missão  da Igreja.Mensalmente, ora Universal ora pela Evangelização, convoca para transformar nossa oração em ações e gestos concretos. Todo mês, através da oração e ação, com um objetivo comum: construir um mundo fraterno, justo, solidário, humano e atento às necessidades atuais.




Para Junho/2018 a intenção é dirigida à Redes Sociais.


Desafios desta intenção universal: Conhecer um pouco mais sobre como as redes sociais funcionam, seus principais interesses; Adotar posturas positivas e construtivas, de acordo com nossa missão de cristãos, partilhando conteúdos que levem à promoção da solidariedade, respeito, formação da consciência, com fontes verdadeiras e procurar conhecer projetos de evangelização nas redes sociais e procurar também dar voz à Igreja nesses espaços com suas propostas de respeito à vida desde o nascimento até seu fim.


Veja o vídeo do Papa Francisco: https://youtu.be/r5jwhnvjI8g





domingo, 27 de maio de 2018

NA TRINDADE CHAMADOS A SER SAL E LUZ



Ao celebrar a Solenidade da Santíssima Trindade os leigos missionários xaverianos são chamados a tornarem-se  “SAL DA TERRA E LUZ DO MUNDO” (Mt 5,13-14), a guardar as leis dos Senhor (Dt 4, 4b-6,8-9), Deus se aproxima dos homens e mulheres, que em meios às agruras da vivência cristã, precisam da mão estendida do Senhor, assim como o fez para o povo de Israel, no cumprir os mandamentos o fazem,  não como ordem a ser dada e sim como gesto de amor a ser doado. Deus Pai caminha com seu povo para conduzi-lo à Terra Prometida, não sem antes passar pelo deserto!
Na clara consciência de que Deus é o Senhor da História, também somos interpelados a não esquecer que Deus está ao lado de quem ama o direito e a justiça, quem pratica o perdão e a misericórdia (Sl 32).
Quando nos dirigimos a Deus como Pai (Rm 8, 14-17) nos lembramos que fazemos parte de uma família com muitos e diversos rostos, espalhados nos cinco continentes e que estes são nossos irmãos (Mt 23,8)!
Não estamos sozinhos na caminhada, temos conosco o Espírito Santo prometido por Jesus, ao estar ao lado do Pai (Mt 28, 16-20). Ao prostarem-se os onze se colocam em atitude de adoração à plenitude do Amor-Amado-Amante.
Mesmo diante de tantas e irrefutáveis provas de amor, alguns ainda duvidam (Mt 28, 17), não é surpresa para Jesus, que mesmo assim Jesus se aproxima (Mt 28,28), quer estar perto, próximo daqueles a quem ama! Na eminente manifestação de dúvida, não explícita no texto de Mateus, porém clara na ordem que é dada com autoridade e lhes concede autoridade e os envia!
Somos os incrédulos! Vamos aos poucos perdendo a esperança no Deus da Vida, vamos perdendo o fulgor que crepitava em nossos corações com o primeiro encontro com Jesus e somos surdos à ação do Espírito Santo!
No envio, na ação, no mover-se, se realiza a promessa da presença onisciente de Deus-Pai, Filho e Espírito Santo que pelo testemunho, doação de cada homem e mulher concretizam o Projeto do Reino de Deus!
É o desafio lançado inicialmente, não deixar perder o sabor, não iluminar o que já está sob a luz e sim dar sabor, “clarear” as negras noites da triste realidade que se agiganta neste, que é o milênio do ápice do desenvolvimento humano.
É nossa tarefa, nossa missão: ir à todos sem esquecer ninguém!

sábado, 14 de abril de 2018

56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil


Teve início nesta quarta-feira, 11, a 56ª Assembleia Geral dos Bispos com o tema “Diretrizes para a Formação de Presbíteros”. Cerca de 477 bispos católicos do Brasil estão reunidos em Aparecida (SP) de 11 a 20 de abril deste ano para tratar o tema da formação sacerdotal no Brasil, além de outros temas pertinentes aos atuais desafios da Igreja no contexto da Nova Evangelização.
A 56ª Assembleia irá tratar ainda de outras temáticas e de problemas emergentes da vida das pessoas e da sociedade sempre na perspectiva da evangelização, segundo o site da entidade.
Os católicos brasileiros poderão acompanhar a 56ª Assembleia da CNBB através das redes sociais:
Instagram: @cnbbnacional

Desafios Missionários da diocese de Alto Solimões

Pe Rafael Lopez Villasenor
O Superior Regional do Brasil Sul, Pe. Rafael Lopez, visitou a diocese de Alto Solimões de 23 de março ao 04 de abril, com a finalidade de encontrar a dom Adolfo Zon, nosso confrade e, conhecer a realidade das comunidades cristãs e indígenas do lugar, de tal modo, poder continuar o processo de discernimento para a abertura de uma presença de ação missionária nessa realidade, atendendo ao pedido do Capítulo Geral, o qual assume, acolhe e convida as Regiões Xaverianas do Brasil a dar uma resposta ao convite de dom Adolfo, após um discernimento e reposicionamento interno das pessoas e das presenças, sempre em diálogo com a Direção Geral (XVIICG 93 § 3).
A diocese de Alto Solimões por razões históricas leva o nome de um dos principais rios do Amazonas, (Rio Solimões). Em 23 de maio de 1910 o Papa Pio X cria a Prefeitura Apostólica do Alto Solimões confiada aos Capuchinhos. Em 1925 a sede da Prefeitura Apostólica foi transferida de Tonantins (AM) para São Paulo de Olivença (AM). Em 11 de agosto de 1950, o Papa Pio XII elevou a Prefeitura Apostólica a Prelazia. A Prelazia do Alto Solimões foi elevada a diocese pelo Papa João Paulo II, em 14 de agosto de 1991 com sede em Tabatinga (AM), tríplice fronteira.
Vista aérea da cidade de Tabatinga (AM), sede da diocese
A diocese faz limites com Colômbia e Peru. Uma superfície de 131.614 km2, formada por sete municípios e oito paroquias, compreendendo Amaturá (Paróquia São Cristóvão), Atalaia do Norte (Paróquia São Sebastião), Benjamin Constant (Paróquia Imaculada Conceição), Santo Antônio do Içá (Paróquia Santo Antônio), São Paulo de Olivença (Paróquia São Paulo Apostolo), Tabatinga (Paróquia Santos Anjos) Belém do Solimões, distrito de Tabatinga, (Paróquia São Francisco), Tonantins, (Paróquia São Pedro). Nas oito paróquias, existem 252 comunidades urbanas e ribeirinhas. A paróquia mais distante fica a quase 500 quilômetros da sede da Diocese, Tabatinga.
A população da diocese chega a 216.194 habitantes, (56% católicos) destes mais ou menos 33% é Indígena, formada por doze etnias diferentes: Tikuna, Kokama, Kambeba, Kaixana, Kanari e Witoto ao longo do rio Solimões e Marubo, Matsés/Mayorunas, Matis, Kulina Pano, Korubo em torno do rio Javari, distribuídos em 237 pequenas aldeias ao longo dos rios Solimões (127), Javari (54) e Içá (56). Os mais numerosos são os Tikuna, com cerca de 46 mil pessoas. Existem, ainda, pelo menos, 16 grupos indígenas isolados, sem contato com a “civilização”, sobretudo na área do rio Javari. A população indígena é urbana (12%) e rural (88%).

A diocese tem sete padres incardinados, dois Fidei Donun, um Xaveriano, seis sacerdotes Capuchinhos, totalizando, 16 sacerdotes e aproximadamente 30 religiosas de diversas Congregações femininas.
Dom Adolfo Zon, nosso confrade, primeiro bispo não Capuchino, propõe como campo de trabalho para os Missionários Xaverianos a paróquia de São Sebastião, instalada em 04 de abril de 1971, no Município de Atalaia do Norte (AM) fronteira com o Peru, na mesorregião do Sudoeste de Amazonas e a microrregião de Alto Solimões, com uma população aproximada de 18 mil habitantes, 53 % urbana e 42% de indígenas. Formada pela comunidade matriz na cidade e doze comunidades ribeirinhas, além de 52 aldeias indígenas.
Rio Alto Solimões
A paróquia compreende o município de Atalaia do Norte, sendo mais da metade do território da diocese. Banhado pelo rio Javari em toda sua extensão, além de constituir a principal via hidrográfica do município, serve também como marco natural para demarcação da fronteira do Brasil com o Peru. A cidade está localizada aproximadamente 48 km de Tabatinga. O tempo para chegar desde Tabatinga é de uma hora e média: 20 minutos pelo rio e uma hora pela estrada.
Atalaia do Norte é conhecida por abranger grande parte da terra indígena do Vale do Javari, com a maior reserva de índios isolados do mundo, sete povos indígenas reconhecidos, formando uma população aproximada de 8 mil habitantes, com culturas e línguas totalmente diferentes. Os povos Indígenas são: Marubo, Matsés/Mayorunas, Matis, Kulina Pano, Korubo.
Dom Adolfo Zon, bispo diocesano
Atalaia do Norte é uma oportunidade valiosa para que os Missionários Xaverianos possamos viver o carisma missionário, permanecendo fieis ao fim único e exclusivo da missão Ad-Gentes no Brasil. Os xaverianos poderemos formar uma comunidade com base em Atalaia do Norte e assim poder desenvolver uma ação pastoral missionária assumindo a paróquia, juntamente com as Filhas de Santana que já atuam na pároquia, com a equipe do CIMI comprometida com os povos indígenas, com a leiga xaveriana espanhola Marta Barral Nieto e ao mesmo tempo oferecer a colaboração com Animação Vocacional e Missionária da diocese.

domingo, 25 de março de 2018

ASSEMBLEIA ESTADUAL DA IAM


Por Maria Angélica Kroetz Kovalhuk

Em clima de muito entusiasmo, alegria e espiritualidade, aconteceu a Assembleia Estadual da Infância e Adolescência Missionária – IAM, na cidade de Londrina-PR na casa do PIME, entre os dias 02 e 04 de março de 2018 com a assessoria do Pe Marcondes, do Conselho Missionário Diocesano COMIDI Curitiba - PR.
Foto: http://garotadamissionaria.blogspot.com.br

Promovido pelo Conselho Missionário Regional COMIRE o encontro contou com a participação de 13 dioceses com aproximadamente 50 assessores e coordenadores, os padres do PIME: Pe Josef e Pe Gianfranco,e com a presença entusiasta do Pe Paulo de Coppi, fundador do jornal Missão Jovem. 
O tema Protagonismo da criança e do adolescente foi explanado com criatividade e dinamismo. Algumas questões foram levantadas: como agem/atuam os assessores? Como é desenvolvido o protagonismo nas crianças e adolescentes?

O coordenador/a e as crianças são os protagonistas da missão e o assessor é aquele/a que dá suporte, facilita, incentiva, acompanha este movimento. Pe Marcondes alertou os assessores para não travar a criatividade, espontaneidade e potencialidade das crianças e adolescentes dando o exemplo de Samuel: 1 Samuel capítulo 3 Fala Senhor que teu servo escuta e Marcos 6, 30-44 Multiplicação dos pães - ofertados por uma criança. Estes textos nortearam o ver e ouvir para anunciar como Deus sintoniza através das crianças impelindo-as como autores da missão. Através da sua mistagogia a IAM desenvolve nas crianças um encantamento e o ardor que assegura o envolvimento numa verdadeira “ciranda” de amor. Como atitude primeira para a próxima Assembleia serão convocados os coordenadores mirins para somar experiências.
Os coordenadores Márcia e Percio apresentaram os eixos norteadores do plano de ação da IAM do Conselho Missionário Nacional o COMINA. Os eixos norteadores são: a Formação, Comunicação e Missão. Para cada eixo foram estudas ações significativas, importantes e urgentes e formada uma equipe para cada eixo que dará continuidade aos trabalhos.
A Sondagem feita pelo COMINA foi apresentada pelo casal coordenador que resultou nas informações para posteriores avaliações fundamentando renovadas ações.
A análise dos resultados da Sondagem na qual 1.033 grupos responderam ao questionário e destes 21% são da Região Sul e 118 são do Paraná. Nesta pesquisa os itens abordados foram: desafios, sonhos, destaques, atividades desenvolvidas, parcerias entre outros.  Finalizou-se esta análise com a frase de Cora Coralina “Não sei se a vida é curta ou longa demais para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido senão tocarmos o coração.”Urge dar espaço aos coordenadores mirins nas paróquias e acompanhar os grupos que se iniciam.
Os novos Coordenadores eleitos do Regional são Noeli e Leandro da diocese de União da Vitória. A nova coordenaçãocontará com a cooperação de todos. Desejosos que iniciem suas atividades com muito ardor missionário e animação na formação e criação de novos grupos.
Foto: http://garotadamissionaria.blogspot.com.br
Os missionários agradeceram pela ação inovadora, intensa e corajosa, do casal Percio e Márcia, na divulgação e animação estendendo às dioceses do Paraná.
Os membros avaliaram o evento elogiando a organização do local, acolhida, presença e participação dos padres do PIME, conteúdo, dinâmicas, momentos de oração e celebrações.
A Assembleia é um momento especial para que, assessores e coordenadores estreitem laços de amizade e partilha dos gestos concretos realizados nas dioceses de todo Paraná. Encerrou-se esta com a Celebração do Envio de todos os missionários.
Foto: http://garotadamissionaria.blogspot.com.br


segunda-feira, 12 de março de 2018

A hora dos leigos? Mas de que leigos se está falando?

Por Cesar Kuzma*
"Ser sujeito eclesial, hoje, significa ser autêntico e coerente com a fé que professa (Doc. Aparecida), significa testemunhar com a própria vida em todas as realidades que se vive, buscando o encontro e o diálogo, a abertura e a mansidão, o desprendimento e a misericórdia, a alegria e o amor. Ser sujeito eclesial, hoje, não é ser conflitivo, muito menos combativo, mas é ser testemunha de uma verdade que não está nos manuais de doutrina, mas no encontro vivo com o Ressuscitado. Não é ser divisor, mas promotor de comunhão. Não é ser mestre das verdades, mas alguém atento ao mistério e disposto a sempre aprender. Não é quem acusa, mas é quem se coloca ao lado dos outros, principalmente dos pobres e daqueles que mais sofrem e são perseguidos, até mesmo pela própria fé. "
A hora dos leigos? Sim, foi o que se pensou com o Concílio Vaticano II e, em 2016, o Papa Francisco resgatou esta ideia dos teólogos conciliares e disse praticamente a mesma coisa, em uma carta enviada ao Cardeal Marc Ouellet. Para o Papa, uma hora que está tardando a chegar.


No entanto, diante de algumas manifestações e expressões que estamos vendo atualmente, vale lançar outra pergunta: de que leigos exatamente se fala e se espera nesta hora? Se o futuro da Igreja passa pelo viés dos leigos, como se diz, há nesta afirmação uma intenção eclesiológica, mas é necessário ficar atento para não se desviar da atenção primeira e para fazer clarear a novidade que se percebe e se propõe. Por certo, não estamos à espera de leigos clericalistas, obsessivos e extremamente fundamentalistas, que caem num moralismo radical e inconsequente, e doutrinariamente incitam mais o ódio e a falta de comunhão eclesial, que carecem de um bom senso, desrespeitando expressões, participações e membros da mesma Igreja, recusando a intenção do Concílio que lançou esta espera, ao reafirmar, com toda a Tradição, que a Igreja é Mistério e é Povo de Deus (Lumen Gentium), e que deve estar atenta aos sinais dos tempos (Gaudium et Spes). O Concílio trouxe ao leigo autonomia e corresponsabilidade na missão, podendo este agir e atuar de um modo próprio, contudo no viver de uma koinonia e em busca de uma maturidade que se abre à ação do Espírito e se empenha em seguir os passos de Jesus, agindo no tempo e na história para fazer acontecer de modo antecipado, escatologicamente, a construção do Reino prometido e esperado.
Neste ano em que a Igreja do Brasil vive o Ano do Laicato, faz-se necessário se ater ao que se quis no Documento 105 da CNBB, que traz os leigos como sujeitos da Igreja e do Mundo. E diz isso sem cair numa separação de realidades (Igreja e Mundo), mas fundamentado pelo Vaticano II e demais documentos pós-Conciliares, entendendo o compromisso da Igreja no mundo, não como um confronto, mas como um diálogo, onde ela é mestre e pode ensinar, mas também se insere e se encarna nas realidades, e pode aprender. Isso não é um demérito da sacralidade da Igreja, mas é a percepção da nossa vulnerabilidade na história, nos fazendo lembrar que não se pode absolutizar nenhum modelo, pois somos, como Igreja, sinal e testemunhas de algo maior, que transcende a todos e cada tempo, e que nos aponta para o absoluto da nossa existência e de toda a história, onde o encontro e a experiência de fé se realizam e se consomem em Deus.
Ser sujeito eclesial, hoje, significa ser autêntico e coerente com a fé que professa (Doc. Aparecida), significa testemunhar com a própria vida em todas as realidades que se vive, buscando o encontro e o diálogo, a abertura e a mansidão, o desprendimento e a misericórdia, a alegria e o amor. Ser sujeito eclesial, hoje, não é ser conflitivo, muito menos combativo, mas é ser testemunha de uma verdade que não está nos manuais de doutrina, mas no encontro vivo com o Ressuscitado. Não é ser divisor, mas promotor de comunhão. Não é ser mestre das verdades, mas alguém atento ao mistério e disposto a sempre aprender. Não é quem acusa, mas é quem se coloca ao lado dos outros, principalmente dos pobres e daqueles que mais sofrem e são perseguidos, até mesmo pela própria fé.
A riqueza do Concílio Vaticano II e de toda a teologia do laicato que daí se decorreu é que a Igreja decide por sair das sacristias e das catedrais e parte (sai) para viver no mundo, aceitando a fraqueza da história e os limites da missão, mas entendendo que o Reino cresce pela força da ação do Espírito, jamais pela locução de um ministro ou de quem quer que seja, pois aqui, nesta terra, somos simplesmente peregrinos, servos inúteis que arriscam viver uma experiência nova e libertadora. Entende-se, também, que o Reino não é uma instituição de pedras ou de doutrinas, muito menos um boulevard de vestes e paramentos medievais que dizem muito pouco nos nossos dias, mas sim um espaço vasto de amor, justiça e paz, onde todos podem viver e se manifestar, e a harmonia prevalece, sem lágrimas e sem luto, mas numa vida que se faz nova para toda criatura. Juntamente com o Evangelho, o Concílio proclama a bem-aventurança dos pobres e dispõe uma igreja de serviço, disposta a resgatar a vida concreta e atenta aos dramas humanos. Isso não é socialismo ou comunismo, isso não é ideologia, mas é a utopia que se deve buscar a partir da experiência que fazemos na fé, alimentada na esperança e fortalecida no amor.
Esta intenção do Concílio foi recepcionada na América Latina e aqui se atualizou em uma nova linguagem, adaptada à realidade e garantindo a essência. Pensou-se uma Igreja protagonista, profética e sensível ao Continente, marcado por uma colonização massacrante, dominação estrangeira, ditaduras militares e exploração humana. Nesta Igreja os leigos foram chamados ao protagonismo e receberam de seus pastores o apoio para empreender um jeito novo, um novo canto, por vezes oprimido e por vezes festeiro, mas rico na fé que existe e insiste em se manter acesa, mesmo diante de tamanha pobreza e opressão. Este é um lado da Igreja da América Latina e é um lado da visão do laicato que se tem, sem qualquer pretensão de ser um único modelo. A Igreja torna-se una na diversidade e a variedade de rostos e carismas torna a sua identidade ainda mais bela.
Por esta razão, digo que fico ofendido e chateado com algumas manifestações grosseiras e descomprometidas com uma causa verdadeira. Onde há divisão não pode haver o Espírito. Onde há certezas não há espaço para a fé. Onde há ódio, não se pode viver o amor. Acho uma pena que em pleno Ano do Laicato tenhamos que presenciar tais atitudes e comportamentos, alimentados por uma estrutura clericalista farisaica que olha mais a lei que a pessoa. Que falta faz o frescor do Evangelho, que tem um fardo leve e um jugo suave! É impossível sustentar a fé só de doutrina e não se vive um novo ethos cristão em cima de um moralismo desatento ao íntimo humano e ao olhar social, naquilo que gritam homens e mulheres e naquilo que grita a terra. Deste modo, faz-se necessário voltar-se a Jesus, ao homem do Evangelho, ao filho de Maria e José, ao carpinteiro da vila, ao amigo de Pedro e Tiago, aquele que nos olha nos olhos e nos chama pelo nome, e cuja ação nos desconcerta e nos destrói na razão. Olhar fixamente a Jesus nos fará perceber que ele foi sujeito em seu tempo, estando mais atento às pessoas que a Lei, amando a Deus e fazendo reconhecer este amor no dom de si mesmo ao outro, de quem se fez próximo.
É a hora dos leigos? Sim, é a hora! É a hora de um povo que fala, que reza, que luta, trabalha e professa. É o povo de Deus, transformando esta terra!
Que o olhar atento a Jesus de Nazaré nos mostre o caminho e que a comunhão nos fortaleça, sempre!
*Cesar Kuzman é Teólogo leigo, casado e pai de dois filhos, doutor em Teologia pela PUC-Rio, onde atua como professor-pesquisador do Departamento de Teologia, atual presidente da SOTER (2016-2019) e autor de livros e artigos sobre a teologia do laicato, como Leigos e Leigas, Ed. Paulus, 2009.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Oração pela paz do mundo!

Pe Adriano Cunha Lima (desde Chade-África)
No domingo 4 de fevereiro, durante o Angelus, o Papa Francisco convidou todos os cristãos e homens de boa vontade a dedicar o próximo dia 23 como uma jornada especial de oração e jejum pela paz no mundo, sobretudo na República Democrática do Congo e no Sudão do Sul.
adriano
Um novo convite à oração. Diante alguns problemas enormes o Papa insiste em rezar. Essa não foi a primeira vez, desde o primeiro dia do seu pontificado ele se confia constantemente às orações do povo e promete inúmeras vezes suas orações. Ele propõe jornadas de oração, como aquela organizada em setembro de 2013 pela paz na Síria, a de 2016 pelas vítimas de abuso sexual, sem esquecer as “24 horas para o Senhor” que iluminam nossas quaresmas desde 2014.
Longe de ser uma resposta desencarnada, rezar pelos outros torna presente a vivência dos dois mandamentos. A oração é prova de amor e confiança em Deus e gesto primeiro de caridade pelo próximo. O mundo parece ter respostas para tudo, essa autossuficiência distancia o homem de Deus, e mais do que isso, distancia o homem do caminho de vida nova que vem de Deus. Nos tornamos amargos, mesquinhos, indiferentes, cheios de razão. Aceitamos e encorajamos leituras e soluções para problemas das nossas vidas e da sociedade que não são evangélicas. A oração amolece nossos corações revelando nossa pequenez e se torna força porque deixa espaço para que o Senhor conduza nossas vidas. A humildade da oração faz com que sejamos eternos discípulos do Mestre que, todos os dias, “torna nova todas as coisas”.

Rezar por irmãos que sofrem a quilômetros da nossa “terrinha” é declarar guerra à indiferença. Rezando, a vida do outro tem valor para mim, eu o amo como irmão e aprendo olhar cada pessoa como um filho amado de Deus, e sonhar para cada uma delas o sonho de Deus. Infelizmente no Brasil, num país “católico”, estamos perdendo a graça da fraternidade universal, basta ver nossas intervenções na internet, quantos insultos, quanta falta de paciência e quanto julgamento. Precisamos de uma conversão enorme neste sentido. É o amor para com o próximo que distingue o discípulo de Jesus (cf. Jo 13,35). Nos convidando a rezar pelos nossos irmãos congoleses e sudaneses o papa nos arranca do nosso egocentrismo, e faz de nós melhores cristãos, mais parecidos com o Senhor.
A República Democrática do Congo, antigo Zaire, é um dos 54 países do Continente Africano. Colônia Belga durante quase cem anos, o gigante africano (segundo maior país do continente) rico em minérios, sempre foi visto como uma terra a ser explorada. Ele foi vítima da ganância dos países ricos e dos seus próprios dirigentes, conheceu uma colonização selvagem, a ditadura de Mobutu e as consequências violentas da guerra do Ruanda, a violência dos insaciados do seu ouro, diamante, cobre e cobalto e ultimamente a ditadura do Presidente Kabila (no poder desde 2003). Apesar de tudo, o povo congolês é alegre, forte e dinâmico, nunca cruzou os braços frente à injustiça. As comunidades cristãs são numerosas, fontes de vocações à vida sacerdotal e religiosa, e já provaram várias vezes sua coragem até o martírio. Nestes últimos dias, o Cardeal Monsenguwo se tornou a grande voz contra a ditadura do presidente Kabila, sua audácia alimenta a força do povo que busca com esperança uma mudança pacífica no país. Infelizmente a repressão contra os manifestantes é grande. Desaparecidos, mortos e feridos pintam o quadro de um país onde as autoridades esqueceram que elas estão à serviço de uma nação que só busca viver melhor.
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A situação na República do Sudão do Sul não é tão diferente. O mais jovem país africano, que ganhou sua independência do Sudão em 2011, vive atualmente uma guerra civil entre os defensores do presidente Salva Kiir e os do vice-presidente, hoje fugitivo político, Riek Machar. Os resultados são assustadores, de 50 a 300 mil possíveis mortes, quase 1 milhão de refugiados em países vizinhos e aproximativamente 15 mil crianças-soldados. Várias paróquias deixaram de ter uma vida normal, pois muitos padres e irmãs nãos moram mais nos vilarejos, por segurança eles são obrigados a viver na cúria diocesana e visitar quando possível as comunidades. É do Sudão do Sul que vem a Santa Josefina Bakhita, é o no Sudão que São Daniel Comboni, fundador dos missionários combonianos, exerceu seu ministério episcopal. Do Congo vem dois bem-aventurados e mártires, Clementina Anuarite e Isidore Bakanja. Que essas terras tocadas por Deus possam se tornar um lugar de paz, desenvolvimento e justiça para todos. Que a coragem dos cristãos destes dois países possa reacender a chama da fraternidade universal entre nós cristãos brasileiros.
Por fim, peço orações pelo país onde vivo, o Chade. Um outro país africano que passa por um momento difícil de crise financeira e política. Todos os funcionários do estado, professores, médicos, enfermeiros, entraram em uma greve geral e paralisaram o país. Eles esperam receber os salários atrasados. As manifestações foram proibidas, a repressão aumenta e já constatamos inúmeras prisões contestáveis. As escolas estão fechadas e nossos jovens perdem a esperança. Contamos com vossas orações.
Que Deus abençoe cada um de vocês que se dedicarão com fé e coragem nesta jornada do dia 23 de fevereiro. A presença de Deus transformará os corações dos que rezam e tocará os corações dos homens poderosos que criam tanto sofrimento na vida dos pequenos. Um grande abraço e boa caminhada rumo à festa da Ressurreição.
Pe Adriano (Tillã), missionário xaveriano.

Ser leigo na Igreja hoje

De um modo geral, as pessoas podem entender (ou achar) que todos aqueles que participam de uma maneira ou outra da Igreja ou de alguma comun...