sexta-feira, 12 de julho de 2019

ARRAIÁ DOS LEIGOS

Aconteceu no dia 09/07, mais um encontro/arraial das (os) leigas (os). Missionárias (os) Xaverianos (as) em Hortolândia-SP.

Na acolhedora residência de Iracilda e Edvaldo, iniciamos o momento celebrativo e a acolhida que citava que julho em nossa cultura é sempre um mês de festividades e sempre de muita reza, imbuídos do lema de São Guido Maria Conforti “O amor de Cristo nos impulsiona”, cantamos: ”Deus chama a gente para um momento novo”. Em seguida acolhemos o Evangelho Mt. 11,25-30 com a música: “Tua palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor.” Após a leitura, optamos por um momento de partilha com a seguinte dinâmica: Os participantes em uma tira de papel, deveriam refletir através de uma palavra e expressar sua caminhada enquanto Leiga (o) Missionária (o) Xaveriana (o) e depois partilhar o sentido dessa palavra com o grupo.
Foram apresentadas as seguintes palavras: aprendizado; amizade; amor a missão missionária; conhecimento; compromisso e disponibilidade; uma só família, música/canto/oração; o amor e a temência a Deus; caminhada; coragem; acolhida; partilha; revitalizar a vida; motivação pelos leigos em momentos de desânimo; incentivar os leigos cristãos, a se preocuparem com os que ainda não conhecem o quanto Jesus nos ama; alegria por exercer o ministério leigo com amor e fé, aprendendo sobre São Francisco Xavier e São Guido Maria Conforti é o nosso grande objetivo. " Fazer do mundo uma só família.” Depois dessa partilha motivadora, cantamos o Pai Nosso dos Mártires juntamente com as orações, do Pai Nosso e Ave Maria.
Encerramos essa celebração com a Oração em louvor a São Guido Maria Conforti e o Abraço da Paz. Ovacionamos: Santo Antônio, São João, São Pedro, Nossa Senhora Aparecida e São Guido. Após, confraternizarmos com deliciosas iguarias juninas, contamos também com a participação dos Padres Lucas e Giovanni. “A missão se faz com os joelhos dos que rezam, com as mãos dos que ajudam e com os pés dos que partem.”
Por Rosana Borbalan - Leigos Missionários Xaverianos - Hortolândia - SP.
Veja mais fotos do alegre encontro:
















domingo, 7 de julho de 2019

A MISSÃO CONTINUA...

Acompanhar e animar as diferentes realidades dos grupos de base do lacato xaveriano, está é a finalidade das visitas da atual coordenação dos Leigos Missionários Xaverianos.
 A coodenadora dos Leigos Missionários Xaverianos Maria Angélica Kroetz Kovalhuk, realizou visitas de acompanhamento, animação e formação aos grupos de leigos de Minas Gerais (Coronel Fabriciano) em março/2019 e São Paulo (Guaianazes) em julho/2019 e em setembro será no Paraná (Cascavel). Os temas dos encontros são definidos pelo que a Igreja pede para o ano, e neste, será sobre a Carta Apostólica Maximun Ilud e o Sínodo para a Amazônia, ambos em sintonia tanto com o Papa Francisco.
Minas Gerais - Coronel Fabriciano
Cascavel - Paraná
Algumas fotos do Encontro em São Paulo, que ocorre nesta data de 07 de julho de 2019:








Pe Gabriel 

Pe Rafael



Encontro Estadual São em  Paulo - Guaianazes
Sempre visando atender ao grande objetivo do Laicato Xaveriano Brasil Sul que é  atuar de forma organizada, vivendo, testemunhando a dimensão missionária ad-gentes que é própria de toda a Igreja na espiritualidade e carisma de São Guido Maria Conforti, na família, na comunidade, no trabalho, onde estiver. Sendo corresponsável com a Animação Missionária na Igreja local, estimulando a vocação missionária leiga e religiosa em sintonia com a Congregação dos Missionários Xaverianos e diretrizes da Igreja, desenvolvendo iniciativas e ações que promovam a paz, a tolerância, o diálogo inter-religioso, a solidariedade universal, a fraternidade e a justiça com os pobres e excluídos à luz da perspectiva do Reino de Deus anunciado por Jesus Cristo.
A presença da coordenadora também visa dos limites que possivelmente possam haver em cada grupo de base motivando-os, incentivando-os a viver a vocação laical sob o Carisma Xaveriano e superando os desafios e procurando avançar para águas mais profundas, atendendo ao pedido do Mestre Jesus . (Lc 5, 1-5).

sexta-feira, 28 de junho de 2019

175 ANOS DO APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Em 2019 o Apostolado da Oração completa 175 anos. Movimento que atualmente é constituído em sua maioria de leigos e leigas, homens e mulheres que no dia a dia oferecem sua vida em oração.


 O AO nasceu em 1844, numa casa de formação de jovens jesuítas, em Vals, no sul de França. O P. Francisco Xavier Gautrelet, sj, diretor espiritual destes jovens, propôs‐lhes um modo de ser apóstolos e missionários na sua vida corrente, unindo‐se a Cristo em tudo o que faziam durante o dia. O contexto desta proposta surge a partir de uma situação muito concreta: os sacerdotes que realizavam o seu ministério como missionários em terras longínquas, em particular em Maduré, no sul da Índia, ao regressarem à pátria, em visita, passavam pelo seminário onde se tinham formado. Com naturalidade e entusiasmo contavam aos jesuítas mais jovens os seus trabalhos e aventuras, tantas pessoas e situações necessitadas do Evangelho.
Escutar as narrações de fervor e ação missionária entusiasmava‐ os, mas também causava tristeza e desânimo nos jovens estudantes de Vals, ao constatarem que ainda lhes faltava muito para serem ordenados sacerdotes e receberem uma missão: os estudos tornavam‐se intermináveis, os exames áridos, os tempos de convívio pura perda de tempo, as orações rotina, os apostolados pouca coisa. Buscavam consolação dedicando horas na biblioteca a ler livros sobre a Índia, com o consequente descuido nos estudos. O P. Gautrelet far‐lhes‐á então uma proposta que lhes permitirá encontrar um novo sentido no meio das frustrações que experimentavam. Na missa de 3 de dezembro de 1844, Gautrelet explica que S. Francisco Xavier entregou a sua vida seguindo a Jesus Cristo, e que celebrá‐lo hoje implicava fazer a mesma coisa.
Ícone do Sagrado Coração
Francisco Xavier chegou até às portas da China e passou muitas tribulações, movido pelo seu amor apaixonado a Jesus. Hoje, nas próprias circunstâncias, cabe realizar a mesma missão cristã mas aqui, na casa de formação de Vals, e não no longínquo Oriente. Era a mesma eleição, o mesmo chamamento de Jesus, o mesmo amor apaixonado, a mesma missão, mas com tempos e formas diferentes. Convidava a todos – estudantes e professores, seus dirigidos ou não – a ser missionários aqui e agora através da simples oferenda a Deus de tudo o que faziam, esforçando‐se por serem disponíveis a Cristo, para cumprir bem as suas obrigações de cada dia. No caso dos jovens, deviam, antes de mais, cumprir bem o seu dever de estudantes. Ao propor‐lhes praticar o que ele chamou um "apostolado da oração", o P. Gautrelet fê‐los entender que mais importante do que aquilo que faziam, era o amor e a dedicação com que o faziam.

Não era fazer muito o que importava, mas sim o amar muito. Deviam oferecer a Deus com amor os seus afazeres diários, disse‐lhes, e uni‐los a Cristo que continuava a oferecer a sua vida pela salvação da humanidade. Fê‐los entender que as suas vidas eram tão válidas e tão úteis para a missão da Igreja quanto as vidas dos missionários mais sacrificados, se eles as viviam com o mesmo amor. As suas vidas seriam tão apostólicas quanto as dos mais fervorosos pregadores, se vivessem cada pequena coisa unidos ao Coração do Senhor. O que importava era a atitude interior de querer renovar o seu amor por Jesus e fazer nova, cada dia, a sua disponibilidade e entrega da vida. Era o amor do Coração de Jesus que os tinha escolhido, dizia‐lhes, e deviam responder‐Lhe estando dispostos a cumprir o que Ele lhes pedia agora e a corresponder com generosidade a tanto bem recebido. A prática concreta que o P. Gautrelet lhes sugeria para manter vivo este espírito era uma oração de oferecimento do dia, ao início da jornada. Declarariam com ela a sua decisão e disposição de que todo o dia fosse para o Senhor. Convidava‐os a ter como centro, cada dia, a disposição da própria vida na vontade divina, depois de tirar de si todas as afeições desordenadas, para a salvação da alma, como tinham aprendido nos Exercícios Espirituais de Santo Inácio (EE 1). Aquilo que então se chamou o Apostolado da Oração mostrar‐lhes‐ia um caminho que os ajudaria a tornar realidade a ideia de buscar e encontrar a Deus em todas as coisas, mesmo as mais simples e prosaicas, para em tudo amar e servir (EE 233).
Em síntese, o AO propunha‐lhes o exigente e apaixonante caminho de viver em permanente disponibilidade apostólica por amor do Senhor. Renovariam em cada dia o sim que tinham dado ao Senhor nos Exercícios Espirituais, pedindo novamente a graça de responder com toda a generosidade ao chamamento do Rei Eterno. Isto deu aos jovens jesuítas um novo entusiasmo nos afazeres quotidianos que antes lhes causavam aborrecimento. Entenderam que, com os seus esforços e gestos de cada dia, podiam expressar o seu amor terno e pessoal a Jesus e que, através deles, estavam a responder à missão para a qual Ele os chamava. Sentiam‐se dispostos a fazer por Ele qualquer sacrifício.
Queriam de verdade ser bons missionários para o seu Senhor, agora e no futuro. O exercício quotidiano da oração de oferecimento permitiu‐lhes, além disso, entender a unidade desta prática com a oferenda de Jesus ao Pai, que tornavam presente cada manhã na Eucaristia. Compreenderam que a oferenda dos seus corações era, de certo modo, uma oferenda eucarística, como toda a vida de Jesus o fora e misteriosamente continuava a ser. Jesus amou‐os "até ao extremo", dando a vida por eles, e isto tornava a fazer‐se realidade para eles na Eucaristia. Queriam que os seus corações se assemelhassem ao Coração de Jesus, e era precisamente este o conteúdo do que pediam: ter corações eucarísticos como o de Cristo, quer dizer, corações (e vidas) oferecidas a Deus e entregues pelos outros. As suas vidas uniam‐se a esta realidade misteriosa e profunda, ajudados pela simples oração de oferecimento que faziam cada manhã. Entenderam que viver cada dia este modo de oferecer as suas vidas era um verdadeiro apostolado. Sonhavam ser missionários e dar a vida por Jesus. Agora era‐lhes muito claro que não tinham que esperar até ao final da sua formação, da sua ordenação sacerdotal, ou ser enviados para terras longínquas para começar a ser apóstolos e colaboradores da missão de Cristo. A entrega radical por Jesus podiam‐na tornar realidade desde já, na fidelidade às tarefas simples de cada dia, em particular os estudos. Esse era precisamente o seu apostolado, o que lhes cabia nesse momento, como estudantes em formação para o sacerdócio. Um apostolado silencioso, humilde, mas importante e efetivo, pois em Cristo uniam‐se espiritualmente a toda a missão da Igreja e colaboravam, com o seu sacrifício e entrega quotidianos, no sustento dos trabalhos desses missionários espalhados pelo mundo. Os jovens jesuítas também estabeleceram a ligação entre a oração de oferecimento que faziam pela manhã com a sua oração de exame à noite. No final do dia, a oração do exame permitia‐lhes reconhecer e agradecer o que Deus tinha feito nas suas vidas com o que Lhe tinham oferecido pela manhã. Estes dois momentos de oração, de manhã e à noite, tornavam‐nos mais disponíveis à ação de Deus neles, durante todo o dia, e mais atentos a deixar‐se guiar por Ele.
Estas práticas e o nascente Apostolado da Oração difundiram‐se entre os cristãos da região circunvizinha de Vals, começando pelos camponeses que os jovens jesuítas visitavam nos fins de semana. Estes também foram convidados a colaborar na missão de Cristo, vivendo em fidelidade ao Evangelho e oferecendo os seus trabalhos, sofrimentos e a sua oração pela Igreja. Também eles podiam ser apóstolos. Em pouco anos, esta nova proposta de vida tinha‐se difundido em todo o país, e fora dele, chegando a ter milhões de aderentes. Formaram‐se grupos do AO nas paróquias e instituições católicas, criou‐se uma estrutura bem definida de Diretores à cabeça da nova associação em cada Diocese, os bispos encarregavam‐se de assegurar a sua vitalidade.
O AO passou a ter, em muitos lugares, a forma visível e estruturada de um Movimento eclesial. Também se propunha o AO sem necessidade de pertencer a estes grupos específicos, pois todos os cristãos eram convidados a viver o seu espírito e a seguir as suas práticas simples. Estes dois modos de viver o AO estavam presentes desde os seus inícios. Canonicamente foi considerado, pouco tempo depois, uma pia associação de fiéis. A prática do AO dava aos seus seguidores um novo sentido ao esforço e rotina de cada dia. A monótona vida quotidiana podia agora ser oferecida a Deus como um modo de colaboração com Cristo na missão da Igreja. Dito de outro modo, o AO dava‐lhes meios para viver o próprio batismo na simplicidade da vida quotidiana e participar no sacerdócio de toda a Igreja, muito antes que se falasse da vocação batismal ou do sacerdócio comum dos fiéis. No período entre o ano 1890 e 1896, o Papa interessou‐se por fazer sua esta imensa rede de católicos que ofereciam as suas vidas e a sua dedicação para apoiar espiritualmente a missa da Igreja. Assumiu‐a como uma obra própria do Papa e confiou‐a à Companhia de Jesus, na pessoa do Padre Geral. Além disso, desde essa altura começou a confiar ao AO uma intenção mensal de oração que expressava uma preocupação sua e pela qual pedia orações a todos os católicos.
A partir de 1928, acrescentou‐se uma segunda intenção de oração, de modo que o AO receberia do Papa duas intenções de oração para cada mês e se encarregaria de difundi‐las por todo o mundo católico. Foram chamadas Intenção Geral e Intenção Missionária.   Orar com estas intenções por temas mundiais da sociedade e da Igreja, de modo especial pelos chamados “países de missão”, abria os horizontes de todos esses cristãos a dimensões universais. Além disso, fortalecia o seu sentido de pertença à Igreja, sentiam‐se apóstolos escolhidos por Jesus para colaborar com Ele, sentindo que as suas vidas simples se tornavam úteis para sustentar a missão da Igreja. O enunciado dos temas propostos pelo Papa ano após ano evoluiu até aos nossos dias. Hoje verificamos que uma boa parte das intenções de oração manifestam a preocupação da Igreja universal pela paz e pela justiça no mundo. Orar por elas coloca os cristãos, mês a mês, diante dos grandes desafios e necessidades da humanidade, pelos quais são convidados a comprometer as suas vidas em oração e em serviço.
A atualidade das raízes histórias do Apostolado da Oração:
  • O AO é, antes de mais, uma ajuda para concretizar, desenvolver e manter uma atitude diária de disponibilidade apostólica, através do oferecimento da própria vida.
  • O AO é uma proposta que ajuda a unir a vida quotidiana com a missão que Deus tem para cada um, em docilidade ao seu Espírito. É reconhecer que o coração de cada cristão é um terreno fértil para o chamamento e compromisso com a missão de Cristo Ressuscitado.
  • As práticas do AO apontam para o cultivo de uma relação pessoal e afetiva com Jesus através da oração, reconhecendo o dom de Deus e exprimindo o desejo de lhe responder com generosidade.
  • Estas práticas, com o seu caráter simples, são acessíveis a todos, independentemente da sua cultura, nível socioeconómico ou experiência religiosa, mais ou menos profundamente esclarecida.
  • O AO configura a vida numa dinâmica eucarística, ou seja, articula Eucaristia, Igreja e missão de um modo compacto e inseparável, tal como estas se dão unidas no Coração de Jesus. Ensina‐nos a fazer da vida Eucaristia, a servir a Igreja, a entender a vida em chave de missão.
  • O AO nasce profundamente unido à missão da Igreja e à contemplação dos problemas do mundo, que em pouco tempo se concretizaram na oração pelas Intenções da Igreja e do Papa. Orar por estas intenções não se reduz a uma prática privada e íntima, mas põe‐nos em comunhão com muitos outros em todo o mundo e questiona o nosso próprio estilo de vida, convidando‐nos a ajustarmo‐nos melhor ao Evangelho e a trabalhar pela justiça do Reino. Orar com o AO compromete‐nos a atuar segundo aquilo por que se está a rezar.
  • Assim, o AO configura a vida numa dinâmica eucarística, ou seja, articula Eucaristia, Igreja e missão de um modo compacto e inseparável, tal como estas se dão unidas no Coração de Jesus. Ensina‐nos a fazer da vida Eucaristia, a servir a Igreja, a entender a vida em chave de missão.
  • O AO nasce profundamente unido à missão da Igreja e à contemplação dos problemas do mundo, que em pouco tempo se concretizaram na oração pelas Intenções da Igreja e do Papa. Orar por estas intenções não se reduz a uma prática privada e íntima, mas põe‐nos em comunhão com muitos outros em todo o mundo e questiona o nosso próprio estilo de vida, convidando‐nos a ajustarmo‐nos melhor ao Evangelho e a trabalhar pela justiça do Reino. Orar com o AO compromete‐nos a atuar segundo aquilo por que se reza.
FONTES: Secretariado Intenacional do Apostolado da Oração. Roma - Itália.
 https://www.xaverianos.org.br/paroquia-sant-ana/1203-175-anos-do-apostolado-da-oracao

Confira algumas fotos da visita do Ícone do Sagrado Coração de Jesus, que percorre a Diocese de Guarapuava neste ano de 2019.





quarta-feira, 8 de maio de 2019

CNBB EMITE MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO

O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP), emitiu hoje a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. No documento, os bispos alertam que a opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.
O documento chama a atenção para os graves problemas vividos pela população do país, como o crescente desemprego, “outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.
A violência, conforme aponta a mensagem, atinge níveis insuportáveis. “Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana”, diz o texto.
Segundo o documento, “o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas”.
Sobre as necessárias reformas política, tributária e da previdência, os bispos afirmam, na mensagem, que elas só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres. “O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor”, afirma o texto.
Leia a Mensagem na íntegra:
MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO
“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)
Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.
“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)
Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).
“No mundo tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).
Longe de nos alienar, a alegria e a esperança pascais abrem nossos olhos para enxergarmos, com o olhar do Ressuscitado, os sinais de morte que ameaçam os filhos e filhas de Deus, especialmente, os mais vulneráveis. Estas situações são um apelo a que não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos (cf. Rm 12,2), empenhando nossas forças na superação do que se opõe ao Reino de justiça e de paz inaugurado por Jesus.
A crise ética, política, econômica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. A opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres, conforme já lembrava o Papa João Paulo II na Conferência de Puebla (1979). Nesse contexto e inspirados na Campanha da Fraternidade deste ano, urge reafirmar a necessidade de políticas públicas que assegurem a participação, a cidadania e o bem comum. Cuidado especial merece a educação, gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas.
A corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. A eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar.
O crescente desemprego, outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O desenvolvimento que se busca tem, no trabalho digno, um caminho seguro desde que se respeite a primazia da pessoa sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, como ensina a Doutrina Social da Igreja. Assim, “a dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são questões que deveriam estruturar toda a política econômica, mas às vezes parecem somente apêndices adicionados de fora para completar um discurso político sem perspectivas nem programas de verdadeiro desenvolvimento integral” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 203).
A violência também atinge níveis insuportáveis. Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana. O verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.
Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45). É grave a ameaça aos direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição de 1988. O poder político e econômico não pode se sobrepor a esses direitos sob o risco de violação da Constituição.
A mercantilização das terras indígenas e quilombolas nasce do desejo desenfreado de quem ambiciona acumular riquezas. Nesse contexto, tanto as atividades mineradoras e madeireiras quanto o agronegócio precisam rever seus conceitos de progresso, crescimento e desenvolvimento. Uma economia que coloca o lucro acima da pessoa, que produz exclusão e desigualdade social, é uma economia que mata, como nos alerta o Papa Francisco (EG 53). São emblemático exemplo disso os crimes ocorridos em Mariana e Brumadinho com o rompimento das barragens de rejeitos de minérios.
As necessárias reformas política, tributária e da previdência só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres, “juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências éticas da ordem democrática, CNBB – n. 72). Nenhuma reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres. Daí a importância de se constituírem em autênticas sentinelas do povo as Igrejas, os movimentos sociais, as organizações populares e demais instituições e grupos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Instâncias que possibilitam o exercício da democracia participativa como os Conselhos paritários devem ser incentivadas e valorizadas e não extintas como estabelece o decreto 9.759/2019.
“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)
O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor. Queremos uma sociedade cujo desenvolvimento promova a democracia, preze conjuntamente a liberdade e a igualdade, respeite as diferenças, incentive a participação dos jovens, valorize os idosos, ame e sirva os pobres e excluídos, acolha os migrantes, promova e defenda a vida em todas as suas formas e expressões, incluído o respeito à natureza, na perspectiva de uma ecologia humana e integral.
As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que aprovamos nesta 57ª Assembleia da CNBB, e o Sínodo para a Pan-Amazônia, a se realizar em Roma, em outubro deste ano, ajudem no compromisso que todos temos com a construção de uma sociedade desenvolvida, justa e fraterna. Lembramos que “o desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade – caritas in veritate -, do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas nos é dado” (Bento XVI, Caritas in veritate, 79). O caminho é longo e exigente, contudo, não nos esqueçamos de que “Deus nos dá a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior” (Bento XVI, Caritas in veritate, 78).
A Virgem Maria, mãe do Ressuscitado, nos alcance a perseverança no caminho do amor, da justiça e da paz.
Aparecida-SP,  7 de maio de 2019.

FONTE: www.cnbb.org.br

quarta-feira, 1 de maio de 2019

SÃO JOSÉ


Ó Pai, nós Vos louvamos 
porque Vos revelastes como trabalhador, 
criando, conservando a criação, 
e chamando-nos para aperfeiçoá-la.
Vosso Filho e nosso irmão Jesus 
também trabalhou com suas mãos,
sentiu a resistência da matéria,
o cansaço do corpo
e o suor do rosto.

Nós vos agradecemos pelo trabalho
que podemos fazer no campo e na cidade.
Por ele ganhamos o pão
para nós e para nossas famílias.

Olhai, ó Pai, para todos
que querem trabalhar e não podem.
Olhai para os desempregados,
os doentes, os idosos e os marginalizados.
Nós vos pedimos por todos aqueles
que criam possibilidades de trabalho.
Não os deixeis cair na tentação
do lucro injusto e da exploração.

Reforçai a solidariedade entre os trabalhadores
e fazei que sejamos solidários com eles.
Que nossos instrumentos de luta
pela dignidade do trabalho
ajudem a construir o bem de todos.

Dai-nos compreender que nossos irmãos trabalhadores mais sofridos formam o corpo crucificado do Senhor Jesus, que grita e quer ressuscitar na fraternidade e na liberdade.
Nunca nos deixeis esquecer que, pelo trabalho, ajudamos a construção do vosso Reino, que já começa aqui na terra e se completará com a vinda gloriosa do Senhor.

Tudo isso vos pedimos ó Pai,
que trabalhais desde toda a eternidade,
por vosso Filho e nosso Irmão Trabalhador,
na força do Espírito Santo.

Amém!

quarta-feira, 24 de abril de 2019

PÁSCOA



Amor de carne e sangue,

de entrega e tempo, de história e luta.

Amor de festa e lágrimas,
de aliança eterna,
de mesa posta,
de mãos abertas.


Amor que não negocia nem se poupa…

Disposto a partir-se para chegar a todos,

especialmente aos que não são amados,
aos solitários,
aos que têm fome de justiça,
de ternura.


Amor a cada ser humano,

Tu conheces nossos pés de barro,
nossos sonhos,
nossas metas,
nosso pecado,
o bem que sonhamos
e o que negamos…


Amor de Deus feito carne,

entregando-te,
como palavra última,
definitiva,
como raiz que chega às entranhas
das vidas para transformar tudo.

Louvor a ti pelos séculos dos séculos!

 Amém, Aleluia, Aleluia!!

sábado, 6 de abril de 2019

CRISTO RESSUSCITOU, ALELUIA!

RESSURREIÇÃO E PERTENÇA À IGREJA

        
Amados irmãos e irmãs, a Igreja é a comunidade dos que crêem no ressuscitado. Estar em comunhão com a Igreja é estar em comunhão com os apóstolos que anunciaram ao mundo a ressurreição do Senhor. E uma vez que me coloco nesta comunhão “com um só coração e uma só alma” (At 4, 32-35), também me torno uma testemunha do ressuscitado.
        Crer na ressurreição implica numa comunhão profunda, afetiva (com o coração) e efetiva (prática) com a Igreja. Ou seja, não dá para ser Igreja sem estar em comunhão com ela. E estar em comunhão com a Igreja é estar em comunhão com o ressuscitado.
         De modo que nossa pertença à Igreja não pode estar reduzida a uma mera busca de sacramentos e interesses pessoais. Minha pertença à Igreja tem que ser afetiva, é preciso ter paixão pela Igreja, amar a Igreja, conhecer a Igreja, servir a Igreja, porque nela eu me encontro com Jesus Cristo. No coração de cada católico deveria bater o mesmo coração da Igreja. Minha pertença à Igreja tem que ser também efetiva. Ou seja, tenho que estar comprometido com a Igreja, com os seus trabalhos de evangelização, com seu sustento. A Igreja não pode ser preocupação apenas do padre ou daqueles que estão inseridos nas pastorais e nas pequenas comunidades. A Igreja deve ser preocupação de todo batizado. Se assim nos dispormos, de fato a Igreja cumprirá sua missão no mundo.
         A experiência com O Ressuscitado deve nos libertar de nossos medos. Medo de ser cristão, medo de evangelizar, medo de servir, medo de anunciar. Medo, covardia, é o que nos impede de servir o Senhor na sua Igreja. Olha os discípulos, estavam paralisados pelo medo (Jo 20,19s), pois a hostilidade do mundo era grande. Porém, quando Jesus se coloca no meio deles, eles se alegram e o Senhor os envia: “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20, 21). Neste envio a Igreja recebe a missão de evangelizar o mundo.
         Por fim, vejamos os passos percorridos pelos apóstolos até terem a coragem de anunciar Jesus Cristo ressuscitado ao mundo. Primeiro a experiência do medo, depois a alegria de encontrarem o Senhor. O Senhor os envia, o Senhor lhes dá o dom do Espírito e os envia ao mundo com a missão de evangelizar. Este mesmo processo deve acontecer na vida de cada batizado. Se não nos tornamos católicos militantes é porque ainda não tomamos posse do poder do Espírito derramado sobre nós. Se tomamos posse desse dom e mesmo assim não somos militantes, estamos enterrando os talentos que Deus nos deu, dos quais nos será pedido contas um dia. Portanto, não tenhais medo, tornai-vos uma testemunha do ressuscitado no mundo.
Vista a camisa de sua Comunidade Cristã!  
Pertença de verdade à sua Igreja !


Assuma a sua identidade de cristão católico!  
Feliz Páscoa!
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domingo, 31 de março de 2019

COMPROMISSO

Aconteceu neste domingo, 31 de março de 2019, a Renovação do Compromisso Missionário dos Leigos Missionários Xaverianos em Coronel Fabriciano - MG.

Leigos Missionários Xaverianos de Coronel Fabriciano-MG e Pe Thiago Rodrigues

O Compromisso Missionário é realizado pelos leigos(as) que participam efetivamente dos grupos de base e no mínimo depois de um ano, sendo precedido de Retiro de Preparação e na medida do possível que se dê na presença de um sacerdote xaveriano que acolhe o compromisso e diante da comunidade/paróquia onde a maioria dos membros participa.

Em Coronel Fabriciano foi diante do Pe Thiago Rodrigues, sacerdote xaveriano, que nesta data na Comunidade São Guido Maria Conforti deram seu SIM, agora por um período um pouco maior: 3 anos. Uma vez que já o fizeram por 5 anos como pede nossa Regra de Vida.


Ao realizar o compromisso os leigos(as) xaverianos(as), que efetivamente participam dos grupos de base reafirmam suas motivações de procurar viver, amar e servir Cristo em tudo e em todos no Carisma Xaveriano de Fazer do Mundo uma só Família.

O principal gesto é o SIM a viver uma radicalidade dos valores evangélicos especialmente o de ajudar na construção de um mundo fraterno. Desejamos continuem firmes na caminhada com a graça de Deus e sob a intercessão de Nossa Senhora.

Ser leigo na Igreja hoje

De um modo geral, as pessoas podem entender (ou achar) que todos aqueles que participam de uma maneira ou outra da Igreja ou de alguma comun...