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sábado, 4 de março de 2017

VENCENDO AS TENTAÇÕES

REALIZAR 
A JUSTIÇA DO REINO 

No Evangelho vemos Jesus que é tentado e como ele resiste o mal. Ele veio para realizar a justiça do Reino de Deus e o diabo vai tentá-lo bem aí: na sua missão
Primeira - Realizar a justiça do Reino, mediante a abundância-riqueza (vv. 1-4).O demônio quer que as coisas aconteçam através do milagre, da mágica. Mas Jesus se recusa a ser o Messias da abundância: "Não só de pão vive o ser humano, mas de tudo o que procede da boca do Senhor (cf. Dt 8,3). A palavra que sai da boca de Deus propõe liberdade e vida através da solidariedade e partilha. É assim que o Reino será construído. Foi um grande não ao deus mercado-consumismo.


Segunda - Realizar a justiça do Reino mediante o prestígio-fama (vv. 5-7).O demônio convida Jesus a precipitar-se da parte mais alta do Templo e alude à Escritura, que diz que os anjos o acudiriam. Quer dizer, manipular Deus a seu favor: Jesus é tentado a abusar do poder de Deus para se livrar das morte e dar uma demonstração pública de prestígio. É tentado a ser vedete: a ser estrela, a buscar prestígio e glória, a ser o Messias do sensacionalismo. De novo Jesus responde com a Bíblia na mão. "Também está escrito: Não porás à prova o Senhor teu Deus!” Foi um grande não ao deus fama-prazer-sexo-corpo.

Terceira - Realizar a justiça do Reino, mediante o poder.O demônio é
insistente. Leva Jesus agora para um monte muito alto. Mostra-lhe todos os reinos do mundo e suas riquezas e lhe diz: "Eu te darei tudo isso, se caíres de joelhos para me adorar". A ousadia do demônio leva à inversão mais radical. Mas Jesus se recusa a ser o Messias do poder. Quem exerce o poder oprime e explora. De novo Jesus responde com a Bíblia na mão. "Vai-te embora, Satanás, pois está escrito: Temerás o Senhor teu Deus, a ele servirás e só por seu nome jurarás" (cf. Dt 6,13). Foi um grande não ao deus dominador-explorador, latifundiário, devastador da natureza...

        Vencidas as tentações: Jesus proclama a justiça do Reino através da partilha, cumprimento da vontade do Pai e do serviço aos irmãos até a doacão da própria vida.
joaobortoloci@bol.com.br

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A LEI DO ESPÍRITO

Evangelho de Mateus 5, 17-37

Continuamos  aprofundando o discurso do Sermão da Montanha. Lembremos
que a comunidade para quem está dirigido o texto é principalmente um grupo de pessoas que anteriormente pertencia ao judaísmo. Precisam
 clareza sobre as novas orientações da vida cristã no seguimento de Jesus, principalmente respeito aos antigos costumes.

Como é preciso atuar? Qual é o paradigma ou modelo a seguir neste novo estilo de vida?
Não é difícil pensar que existam entre eles dificuldades na nova vida nas comunidades cristãs, principalmente no decorrer do tempo que iam incorporando-se gerações novas.
Há dois domingos, lemos o texto das bem-aventuranças com o tesouro escondido nele. No domingo passado, continuamos com as parábolas do sal e da luz prometidas por Jesus aos cristãos.
A comparação com o sal e a luz do mundo relembra de uma forma muito simples a forma de vida dos discípulos de Jesus. Neles há uma grande riqueza, mas “se perde seu sabor já não serve para nada” ou, como uma luz escondida numa gaveta, não ilumina ninguém.
O Reino proclamado por Jesus é Boa Notícia se seus seguidores vivem o estilo de vida anunciado por ele, com sua novidade, arriscando a vida
, doando-se aos outros.
Hoje Jesus expõe o modo de viver diante do judaísmo, em particular a Lei. Neste momento, podemos perguntar-nos qual é nossa prioridade na nossa vida cristã?
Consideramos o cumprimento externo de algumas leis, sejam estabelecidas pelo costume ou pela tradição, como prioritários? Ou consideramos o espírito que essas prescrições simplesmente tentam comunicar?
Desde o início, Jesus esclarece que não veio para abolir a lei senão para dar cumprimento. Que significa isto? Ele defende o rigor das normas?

Às vezes este texto recebe uma leitura legalista que procura nele a justificação do cumprimento de mandamentos de forma perfeccionista. Atua-se quase por capricho, procurando uma sorte de ambição pessoal.
Com suas palavras, Jesus esclarece que o mais importante é sempre o que habita no coração do homem. Fica claro que ele não gosta dos escribas e fariseus que, possuidores de muito conhecimento da Lei, se transformam em “administradores” da Vontade de Deus. A lei foi criada para garantir e preservar a vida, mas não sempre foi bem entendida.
Jesus fala das normas da Lei, porém traz um nível superior: as atitudes e a
forma de proceder de uma comunidade cristã.

Ela permanece no espírito do Reino à medida que as comunidades o escolham sempre seu instrutor, a quem obedecer e seguir.
Jesus não se limita às normas ou preceitos estabelecidos. Vai além delas!

As prescrições são simples manifestações de uma realidade muito mais profunda e comprometida. È um modo de viver o seguimento de Jesus. Ser seus discípulos é um estilo de vida, de comportamento religioso, social e cultural.
Como disse o Papa Francisco:
“Não deixemos que nos tirem a alegria de ser discípulos do Senhor. ‘Mas, padre, eu sou um pecador…’: deixa-te levar por Jesus, sente sobre ti a Sua misericórdia, e o teu coração será preenchido de alegria e perdão. Não nos deixemos roubar a esperança de viver esta vida junto com Ele e com a força da Sua consolação”.
Unimo-nos a tantos e tantas pessoas que ao longo da história souberam ser fieis ao seguimento de Jesus indo além de uma letra, a lei, aquecendo-se continuamente do fogo interior do Espírito que nos transforma em verdadeiros seguidores e testemunhos de Jesus.
Ana Maria Casarotti, Missionária de Cristo Ressuscitado


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

NOSSA SENHORA APARECIDA

BODAS DE CANÁ: VINHO NOVO DO AMOR

João 2, 1-2 - Festa das bodas. Jesus está convidado:  No Antigo Testamento a festa das bodas era símbolo
do amor de Deus para com o seu povo. Era o que todos esperavam no futuro (Os 2, 21-22; Is 62, 4-5). E é precisamente numa festa de bodas, junto a uma família e a uma comunidade, que Jesus realiza o seu “primeiro sinal” (Jo 2, 11). A Mãe de Jesus encontra-se também na festa. Jesus e os seus discípulos foram convidados. Ou seja, a Mãe de Jesus fazia parte da festa. Simboliza o Antigo Testamento. Também Jesus está presente mas com veste de convidado. Ele não faz parte do Antigo Testamento. Com os seus discípulos ele é o Novo Testamento que está a chegar. A Mãe de Jesus ajudará a passar do Antigo para o Novo Testamento.

João 2, 3-5: Jesus e sua Mãe perante a falta de vinho. A Mãe de Jesus reconhece os limites do Antigo Testamento e toma a iniciativa para que se manifeste o Novo Testamento. Aproxima-se de Jesus e diz-lhe:
“Não têm vinho”. Aqui aparece tanto a foto como o “Raio-X”. A foto representa a Mãe de Jesus como pessoa atenta aos problemas dos outros de tal modo que se dá conta que a falta de vinho arruinaria a festa. E não só constata o problema mas toma a iniciativa para o resolver. O Raio-X revela a dimensão mais profunda da relação entre o Antigo Testamento (a Mãe de Jesus) e o Novo Testamento (Jesus). A frase “não têm vinho!”, procede do Antigo Testamento e desperta em Jesus a ação que fará nascer o Novo. Jesus diz: “Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo?”. Ou seja, qual é o nexo entre o Antigo e o Novo Testamento? “Ainda não chegou a minha hora”. Maria não entende a resposta como uma negação visto que diz aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Atuando deste modo, Jesus ensina como se passa do Antigo para o Novo Testamento. A hora de Jesus, em que se fará a passagem do Antigo para o Novo Testamento, é a sua paixão, morte e ressurreição. A mudança de água em vinho é a indicação antecipada do Novo, que nascerá a partir da morte e da ressurreição de Jesus.

João 2, 6: As vasilhas da purificação estão vazias. Trata-se de um pequeno detalhe mas muito significativo.

As vasilhas costumavam estar sempre cheias, sobretudo durante uma festa. Aqui estão vazias! Porquê? A observância da lei da pureza, simbolizada pelas seis vasilhas, esgotou todas as suas possibilidades. A antiga lei conseguiu já preparar as pessoas para poder estar em união de graça e de justificação diante de Deus. As vasilhas, a antiga aliança, estão vazias. Já não podem gerar uma vida nova.
João 2, 7-8: Jesus e os serventes. A recomendação da Mãe de Jesus aos serventes é a última grande ordem do Antigo Testamento: “Fazei tudo o que ele vos disser!”. O Antigo Testamento olha já para Jesus. De agora em diante as palavras e os gestos de Jesus marcarão a vida. Jesus chama os serventes e ordena-lhes que encham as seis vasilhas. No total, mais de seiscentos litros! De imediato manda levar ao chefe de mesa. Esta iniciativa de Jesus acontece sem que os donos da festa intervenham. Nem Jesus, nem a Mãe, nem os serventes eram os donos, obviamente. Nenhum deles pediu autorização aos donos. A renovação passa pelas pessoas que não pertencem ao centro do poder.
João 2, 9-10: Descoberta do sinal por parte do dono da casa. O chefe de mesa prova a água transformada em vinho e diz ao esposo: “Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!”. O chefe de mesa, o Antigo Testamento,
reconhece publicamente que o Novo é melhor! Onde antes estava a água para os ritos de purificação dos judeus, agora há vinho em abundância para a festa. Era muito vinho! Mais de seiscentos litros, e a festa estava quase no fim. Qual é o sentido desta abundância? Que se faz com o vinho que sobra? Estamos a bebê-lo hoje!

João 2, 11-12: Comentário do evangelista. Este é o primeiro sinal. No quarto Evangelho, o primeiro sinal acontece para ajudar na reconstrução da família, da comunidade, para sanar as relações de base entre as pessoas. Seguir-se-ão outros sinais. João não utiliza a palavra milagre, mas a palavra sinal. A palavra sinal indica que as ações de Jesus em favor das pessoas têm um valor profundo, que só se descobre com o “Raio-X” da fé. A pequena comunidade que se formou à volta de Jesus naquela semana, vendo o sinal, estava já capacitada para perceber o significado mais profundo e “acreditou n'Ele”.


 O que estamos fazendo com o vinho novo que sobrou? 
Estamos a beber ainda hoje.

joaobortoloci@bol.com.br

( Tirado do livro Raio X d
a vida do Evangelho de S. João)

Ser leigo na Igreja hoje

De um modo geral, as pessoas podem entender (ou achar) que todos aqueles que participam de uma maneira ou outra da Igreja ou de alguma comun...