Atuar no lugar do seu dia a dia com o mundo nas mãos para fazer do mundo uma só família no amor!

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja!" (PUEBLA 789)

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO!


COM MARIA, MÃE DA PAZ

            Irmãos e irmãs, que bom iniciarmos um ano novo ouvindo e acolhendo no coração estas palavras de Deus:
“O Senhor te abençoe, te proteja e te guarde. O senhor te conceda a paz.
            Que grandioso seria cada homem e cada mulher ao iniciar este novo ano voltar o seu coração para Deus e rezar com o Salmo 66:
“Deus se compadeça de nós e nos dê a sua benção”.
·         pedir a benção e a graça de Deus
·         que a face de Deus resplandeça sobre nós; que Ele nos olhe, guie.
·         Que a terra conheça o seu caminho
·         Que os povos do mundo inteiro conheçam a sua salvação.

v      Iniciar este ano novo com alegria e confiança porque Deus é justo e governará o mundo com justiça e retidão
v      Iniciar glorificando a Deus pela grande benção do seu Filho Jesus Cristo.

Os pastores voltaram glorificando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido. Vamos agradecer a Deus também pela nossa fé, pela nossa comunidade; por Maria; por José, por você que guardou a palavra de Deus e a meditou, sendo testemunho de vida
Vamos agradecer pela Igreja que está crescendo em sua dimensão missionária; pela paz e pelos passos dados rumo a um desenvolvimento melhor em nosso país.
Vamos agradecer a Deus por ele nos ter adotados como filhos e filhas por meio de Jesus Cristo.
Agradecer por Deus ter enviado aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: Aba = Ó Pai.
Agradecer por sermos herdeiros de Deus.

Neste 1º. Dia do ano celebramos também o dia da paz. A paz é um dom de Deus para aqueles que seguem os seus mandamentos, colaborando na construção de um mundo de amor e justiça.
Jesus Cristo é o príncipe da paz que veio unir os povo e colocar no coração das pessoas a força do amor criadora da paz. Más a paz de Cristo não é a paz do mundo, é a paz de Deus que transforma o mundo pelo Espírito.

Hoje nós celebramos também a festa de Maria, Mãe de Jesus, Mãe da paz; Ela que embora mãe se torna a 1ª. Discípula missionária do seu Filho Jesus Cristo e, por isso, modelo para todos os batizados, para todos os que querem seguir Jesus Cristo.
Quatro eixos para que a nossa Igreja, comunidades possam caminhar melhor neste novo ano.
v      Experiência de Deus: Devemos oferecer a todos os fiéis um encontro pessoal com Jesus Cristo que os levem a fazer uma opção por Cristo, deixar-se conduzir por Ele passando a ser testemunha do Senhor.

v      Vivência comunitária: nossos fiéis procuram comunidades cristãs, onde sejam acolhidos fraternalmente, valorizados e incluídos- participar por convicção e gratidão; promover a convivência fraterna; partilhar o amor.

v      Formação Bíblica e Doutrinal: junto com uma forte experiência de Deus e convivência fraterna é necessário aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus e os conteúdos da fé.

v      Missão : precisamos nos tornar discípulos missionários; ir ao encontro do outro: dos afastados e re-encantá-los novamente para o caminho da Igreja.... e dos não cristãos: e despertá-los para conhecer Jesus cristo anunciando-lhes o Evangelho (DAp 226).

No início  deste Novo Ano peçamos a Maria a sua proteção e intercessão para a vida nossa e do povo do mundo inteiro: Nossa Senhora, me dê a mão/ cuida do meu coração/ da minha vida/ do meu destino. Nossa Senhora, me dê a mão. cuida do meu coração, da minha vida, do meu destino, do meu caminho, cuida de mim.

Muito obrigado leigos/as missionários/as xaverianos/as por mais este ano de caminhada. Que 2013 seja pleno das bençãos e graças de Deus em nossa caminhada!
MARIA, MÃE DA PAZ, ROGAI POR NÓS!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Assembleia Nacional dos Leigos Missionários Xaverianos em Curitiba - Novembro 2012


Nos dias 17 e 18 de novembro realizou-se no Centro Cultural Confoti, na cidade de Curitiba - Pr. A a 3ª Assembleia dos Leigos Missionários Xaverianos. Participaram da mesma 50 leigos de diferentes cidades, unidos no mesmo sonho, na mesma fé, no mesmo carisma “Fazer do mundo uma só família”, levar o nome e o amor de Cristo aos povos que ainda não o conhecem, sejam eles de perto ou de longe.



Sábado de manhã tivemos duas palestras, a primeira “O papel do leigo a partir do Concílio Vaticano II”, com o  PE. Domenico Costella, sx e, em seguida, “A vocação do leigo”, com o  Pe. Sante Gatto, sx.

Por meio dos documentos da Igreja e a partir da reflexão sobre a caminhada de Cristo na terra pudemos tomar uma consciência ainda maior do nosso chamado vocacional específico para ser “homens (e mulheres) de Deus no coração do mundo e homens (e mulheres) do mundo no coração da Igreja” (PUEBLA), trazendo para a vida cotidiana o ensinamento de Jesus, sobretudo quando nos pede para sermos sal e fermento.

Com o Pe. Domenico falamos sobre o Concílio Vaticano II e os avanços que o mesmo representou no que diz respeito ao reconhecimento do papel dos leigos na vida da Igreja e também da importância destes conhecerem os ensinamentos de Jesus Cristo. O concílio coloca a Igreja  num formato circular, sendo o  centro a Palavra de Deus e a Eucaristia, . Este avanço não cala o movimento dos que defendem a manutenção de uma postura conservadora da Igreja, o que se faz notar em pontos dos documento conciliares.

Na segunda palestra  Pe. Sante nos falou sobre “O papel do leigo a partir do Concílio Vaticano II”. Na explanação e na plenária pudemos refletir acerca da evolução do próprio termo “leigo” ao longo do tempo.

Pelos documentos eclesiais, de forma especial o Concílio Vaticano II, pudemos discutir  e concluir ou melhor, reafirmar a determinação de que a Igreja é por natureza missionária. Por meio de uma Espiritualidade Encarnada, característica dos cristãos - uma vez que Cristo se encarnou, firmando assim a  nova e eterna aliança - vivemos a missão e temos a esperança de sermos sinal através da mediação da fé. Inseridos em atividades seculares, os leigos e leigas assumem cotidianamente o compromisso de anunciar o reino de Deus nos mais diversos ambientes, sendo chamados a “ver Deus em tudo” (São Guido).

O leigo assume ao longo do tempo na Igreja um papel de destaque cada vez maior e pela vivência da fé e pela formação/conhecimento passa a ser co-responsável pelo processo de evangelização. Ao lado dos sacerdotes, religiosos e religiosas assumem a missão de levar a mensagem de Cristo ao mundo, inseridos nele. Lembrando que Jesus foi acolhido porque salva o mundo e não porque o destruiu ou fugiu dele.

No momento seguinte da Assembleia pudemos partilhar em pequenos grupos sobre a experiência de fé e vida comunitária que temos tido em nossos Núcleos Missionários de base e identificar os muitos desafios que temos para enfrentar em nossa caminhada missionária.

A partir da tarde de sábado nos dedicamos à discussão sobre o Estatuto jurídico da Associação dos Leigos Missionários Xaverianos. Durante esse processo pudemos ver e viver a intensidade, identificação com o carisma e empenho em buscar consensos para concretizar o documento e com ele a criação formal do grupo, objetivo comum de todos os presentes e dos Núcleos que representamos.

A eleição da Coordenação Geral deu-se na manhã de domingo e conta com integrantes de todas as localidades onde os Leigos Xaverianos se fazem presentes. Assume com o objetivo de solidificar a caminhada já em curso e unir ainda mais os Núcleos fortalecendo a unidade, identificação com o carisma xaveriano, a vivência do mesmo.

Pela formação e pela partilha alicerçamos nossos passos e assim contribuirmos para que “o mundo seja uma só família” (São Guido).

Carolina V. Cunha - Secretária

Fotos da Assembleia - Visualizar

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Vaticano II: o termo que se faz divisor de águas chama-se hermenêutica

Para João Batista Libânio, por meio do Concílio Vaticano II a Igreja católica lançou o olhar para dentro de si e para o mundo moderno

Por: Graziela Wolfart e Luis Carlos Dalla Rosa

Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, João Batista Libânio analisa, da seguinte forma, a atualidade e as perspectivas do Concílio Vaticano II após 50 anos de sua realização: “a face maior da Igreja modificou-se profundamente. Entrou espírito de liberdade diante de imposições externas, de leis extrínsecas. O fiel fez-se consciente e responsável no que diz respeito à Igreja institucional e deixou de ser simples súdito obediente. A vida litúrgica prossegue, embora mais lentamente, a caminhada de resposta às novas situações. A fé adquiriu maior clareza em face da Religião como instituição e expressão crítica diante da pluralidade estonteante de práticas religiosas. No entanto, a perda de clareza das referências objetivas por causa da irrupção no seio da Igreja do espírito de criatividade, liberdade e autonomia das pessoas, tem produzido reações conservadoras em busca de segurança. Aí se trava um dos combates duros do momento. Avançar com os riscos ou fixar-se em parâmetros objetivos, claros, mesmo que os tenha de buscar no passado. O termo que se faz divisor de águas chama-se hermenêutica. Para uns, faz-se o único caminho possível diante da descoberta da autonomia dos sujeitos e da rápida transformação social e cultural. Para outros, identifica-se tal caminhada com o famigerado relativismo, a ser, portanto, rejeitado. Entre relativismo a pedir reafirmação da objetividade dos ensinamentos e das práticas e a hermenêutica que introduz a fluidez das contínuas novas posições: eis o duelo maior do momento em termos teóricos. E o reflexo na prática chama-se ortodoxia, fundamentalismo, conservadorismo, de um lado, e, de outro, cisma branco, cisma silencioso, prescindência, liberdade em assumir os elementos doutrinais, morais e institucionais correspondentes à experiência das pessoas”.
João Batista Libânio é padre jesuíta, escritor, filósofo e teólogo. É também mestre e doutor em Teologia, pela Pontifícia Universidade Gregoriana – PUG, de Roma. Atualmente leciona na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia – FAJE e é membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. É autor de diversos livros, dentre os quais destacamos Teologia da revelação a partir da modernidade (Loyola, 2005) e Qual o futuro do cristianismo (Paulus, 2008). Com Comblin e outros, é autor de Vaticano II: 40 anos depois (Paulus, 2005). Seu livro mais recente é A escola da liberdade: subsídios para meditar (Loyola, 2011).

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