Atuar no lugar do seu dia a dia com o mundo nas mãos para fazer do mundo uma só família no amor!

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja!" (PUEBLA 789)

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

NASCEU JESUS!

NATAL É TEMPO DE TRANSFORMAR E DE SE TRANSFORMAR!

Natal é tempo de aprender  transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura como fez Maria (286). Segundo a Encíclica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco nos convida a sonhar com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto-preservação (27).
Façamos nosso os sete nãos do Papa Francisco dando o nosso Sim a Deus:
   1.    “Não deixemos que nos roubem o entusiasmo missionário!” (80). Diga  Sim a uma espiritualidade missionária positiva, capaz de ver, no dia a dia, as pegadas de Deus na humanidade.
   2.    “Não deixemos que nos roubem a alegria da evangelização!” (83). Diga  Sim a um dinamismo missionário que seja sal e luz, com leigos protagonistas e bem formados para essa tarefa.
3.     “Não deixemos que nos roubem a esperança!” (86). Diga  Sim a uma evangelização baseada na confiança para sermos fontes de água viva.

  4.    “Não deixemos que nos roubem a comunidade!” (92). Diga  Sim a uma mística que promova a fraternidade e saiba ver uma grandeza sagrada em cada próximo.
    5.     Não deixemos que nos roubem o Evangelho (97). Diga  Sim a uma Igreja em saída de si mesma, de missão,  centrada em Jesus Cristo, de entrega aos pobres.
   6.    “Não deixemos que nos roubem o ideal do amor fraterno!” (101). Diga  Sim a uma espiritualidade que promova a reciprocidade, o diálogo, o testemunho da comunhão fraterna.

  7.     “Não deixemos que nos roubem a força missionária!” (109). Diga  Sim à defesa e à promoção da vida em todas as suas formas no projeto do Reino de Deus.

O Papa Francisco nos exorta: O Evangelho é claro. O Senhor nos convida a sermos missionários. E isso significa que o cristão é um discípulo do Senhor
que caminha, que vai sempre em frente. Ele quer uma Igreja tremendamente missionária. Sabemos que a missão dela é, por natureza, evangelizadora. O Papa sabe da evasão de fiéis, dos indiferentes e dos desafios para a Igreja na era pós-moderna; e a resposta para tais problemas é tão somente ir, sair e fazer acontecer a obra da pregação da Palavra de Deus, anunciar Jesus Cristo, o rosto da misericórdia do Pai,  o Salvador da humanidade.

Meu irmão e minha irmã, desejo a vocês e seus familiares um natal pleno da graça de Deus. Que neste Ano do Jubileu da Misericórdia, vocês possam ser mais misericordiosos. Peçamos a intercessão de Maria, a Mãe da Misericórdia, para que possamos sempre crescer na nossa capacidade de amar e no nosso testemunho missionário.



joaobortoloci@bol.com.br

domingo, 13 de dezembro de 2015

ATENÇÃO!

Falecimento do Xaveriano Pe. Everaldo


Com tristeza soubemos do falecimento do Pe. Everaldo que estava trabalhando no país das Filipinas, devido a uma bactéria que prejudicou o seu sistema imunitário. Everaldo tinha apenas 45 anos. Era formador dos jovens xaverianos no seminário de teologia em Manila, capital das Filipinas.
Vamos rezar por ele, que já está no céu, e por sua família tão provada nestes últimos tempos. Clique no link abaixo para você ver uma entrevista que ele deu à rádio Vaticana, faz pouco tempo.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

ANO SANTO DA MISERICÓRDIA

Boletim da Santa Sé
Irmãos e irmãs!
Daqui a pouco, terei a alegria de abrir a Porta Santa da Misericórdia. Este gesto, como eu fiz em Bangui, muito simples mas altamente simbólico, realizamo-lo à luz da Palavra de Deus escutada que põe em evidência a primazia da graça. Na verdade, o tema que mais vezes aflora nestas Leituras remete para aquela frase que o anjo Gabriel dirigiu a uma jovem mulher, surpresa e turbada, indicando o mistério que a iria envolver: «Salve, ó cheia de graça» (Lc 1, 28).
Antes de mais nada, a Virgem Maria é convidada a alegrar-Se com aquilo que o Senhor realizou n’Ela. A graça de Deus envolveu-A, tornando-A digna de ser mãe de Cristo. Quando Gabriel entra na sua casa, até o mistério mais profundo, que ultrapassa toda e qualquer capacidade da razão, se torna para Ela motivo de alegria, de fé e de abandono à palavra que Lhe é revelada. A plenitude da graça é capaz de transformar o coração, permitindo-lhe realizar um ato tão grande que muda a história da humanidade.
A festa da Imaculada Conceição exprime a grandeza do amor divino. Deus não é apenas Aquele que perdoa o pecado, mas, em Maria, chega até a evitar a culpa original, que todo o homem traz consigo ao entrar neste mundo. É o amor de Deus que evita, antecipa e salva. O início da história do pecado no Jardim do Éden encontra solução no projeto de um amor que salva. As palavras do Gênesis levam-nos à experiência diária que descobrimos na nossa existência pessoal. Há sempre a tentação da desobediência, que se exprime no desejo de projetar a nossa vida independentemente da vontade de Deus. Esta é a inimizade que ameaça continuamente a vida dos homens, tentando contrapô-los ao desígnio de Deus. E todavia a própria história do pecado só é compreensível à luz do amor que perdoa. Se tudo permanecesse ligado ao pecado, seríamos os mais desesperados entre as criaturas. Mas não! A promessa da vitória do amor de Cristo encerra tudo na misericórdia do Pai. Sobre isto, não deixa qualquer dúvida a palavra de Deus que ouvimos. Diante de nós, temos a Virgem Imaculada como testemunha privilegiada desta promessa e do seu cumprimento.
Também este Ano Santo Extraordinário é dom de graça. Entrar por aquela Porta significa descobrir a
profundidade da misericórdia do Pai que a todos acolhe e vai pessoalmente ao encontro de cada um. É Ele que busca, que vem ao nosso encontro. Neste Ano, deveremos crescer na convicção da misericórdia. Que grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma, em primeiro lugar, que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor, diversamente, que são perdoados pela sua misericórdia (cf. Santo Agostinho, De praedestinatione sanctorum 12, 24)! E assim é verdadeiramente. Devemos antepor a misericórdia ao julgamento e, em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia. Por isso, oxalá o cruzamento da Porta Santa nos faça sentir participantes deste mistério de amor, de ternura. Ponhamos de lado qualquer forma de medo e temor, porque não se coaduna em quem é amado; vivamos, antes, a alegria do encontro com a graça que tudo transforma.
Hoje, e em todas as dioceses do mundo, ao cruzar a Porta Santa, queremos também recordar outra porta que, há cinquenta anos, os Padres do Concílio Vaticano II escancararam ao mundo. Esta efeméride não pode lembrar apenas a riqueza dos documentos emanados, que permitem verificar até aos nossos dias o grande progresso que se realizou na fé. Mas o Concílio foi também, e primariamente, um encontro; um verdadeiro encontro entre a Igreja e os homens do nosso tempo. Um encontro marcado pela força do Espírito que impelia a sua Igreja a sair dos baixios que por muitos anos a mantiveram fechada em si mesma, para retomar com entusiasmo o caminho missionário. Era a retomada de um percurso para ir ao encontro de cada homem no lugar onde vive: na sua cidade, na sua casa, no local de trabalho… em qualquer lugar onde houver uma pessoa, a Igreja é chamada a ir lá ter com ela, para lhe levar a alegria do Evangelho. Trata-se, pois, de um impulso missionário que, depois destas décadas, retomamos com a mesma força e o mesmo entusiasmo. O Jubileu exorta-nos a esta abertura e obriga-nos a não transcurar o espírito que surgiu do Vaticano II, o do Samaritano, como recordou o Beato Paulo VI na conclusão do Concílio. Atravessar hoje a Porta Santa compromete-nos a adotar a misericórdia do bom samaritano.

 joaobortoloci@bol.com.br

IMPEACHMENT ?

CONSELHO DE IGREJAS CONTESTA IMPEACHMENT


7 DE DEZEMBRO DE 2015 ÀS 07:30
247 - O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), composto pelas igrejas Evangélica de Confissão Luterana, Episcopal Anglicana do Brasil, Metodista e Católica, contestou, em nota, o processo de impeachment de Dilma Rousseff comandado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ):
“Vemos com muita preocupação que o presidente da Câmara tenha acolhido um pedido de impeachment com argumentos frágeis, ambíguos e sem a devida sustentação fática para acusação de crime de responsabilidade contra a presidente da República”, diz o comunicado.

“Perguntamos quais seriam as consequências para a democracia brasileira diante de um processo de deposição de um governo eleito democraticamente em um processo sem a devida fundamentação.”
joaobortoloci@bol.com.br

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

VIDA SIM, CORRUPÇÃO NÃO

Epidemia e farra da corrupção

A onipresença da corrupção, até agora muito velada, começa a ser aos poucos desvelada. Conhecemos só a ponta do iceberg. Quando as investigações chegarem nos bancos, nos portos e aeroportos, nas religiões e no narcotráfico, na polícia e nos governos, no esporte e no comércio, no agronegócio e nas industrias, nas diversas organizações econômicas, sociais e políticas, haveremos de nos convencer  da atualidade do sétimo mandamento: Não roubar.
Cada um de nós sabe por experiência como somos desonestos, mentirosos, interesseiros em relação ao dinheiro. A natureza humana nasce corrompida. Sem a educação moral, sem a fé, sem a graça de Deus a tendência à corrupção não é curada. Pior ainda, ela é amparada por outra perversidade que é a mentira. Entre nós brasileiros a corrupção tornou-se “cultura do jeitinho”, do levar vantagem em tudo. Mentir e roubar é como um casamento indissolúvel.
Sabemos que a corrupção é uma das “piores deformações” do ser
humano e da sociedade. A Reforma Política proposta pela “Coalizão de Entidades" entre elas a CNBB, quer coibir o financiamento das empresas a candidatos às eleições. É um basta à corrupção na política. Do contrário, continuaremos com a política do jeito, do favor, da ocultação, da politicagem. O povo, saturado, enojado e indignado com tanta corrupção foi para as ruas dizer um basta. Será que foi ouvido?
As consequências da corrupção são inúmeras causando prejuízos e morte. As áreas mais afetadas são: o saneamento básico, o emprego, a educação, a saúde, as desigualdades sociais, as políticas publicas, o tráfico de pessoas, a ilegalidade, a impunidade, o crime organizado. Tem razão o Papa Francisco ao dizer a corrupção é uma porcaria, uma sujeira, lama pura, vergonha e escândalo.
Carecemos de desenvolvimento ético, espiritual, humanitário. Em pleno século 21 ainda somos analfabetos e incivilizados no que diz respeito à transparência, à verdade, aos valores humanos e morais. Rejeitando a oferta e a sabedoria do reino de Deus, preferimos construir um mundo sem Deus. O que aconteceu foi a criação de um mundo contra o homem , a vida, o cosmos. No lugar da conversão, preferimos a aversão, a diversão, a subversão, a corrupção.
Somos interpelados a reverter o que está invertido. As potencialidades do bem, a força do amor, a iluminação da fé, a honestidade intelectual, são mais fortes que o império do mal. Façamos como o garimpeiro que no meio da lama encontra ouro e pérolas. Não podemos deixar de ser devotos da vida e da dignidade humana. Um mundo novo é possível e o desejo de ser bom e melhor, mora no fundo de cada coração. Há lá no fundo uma luz.
Os cristãos acreditam na recuperação das pessoas, no poder da ternura, da misericórdia. Sobretudo acreditam na justiça, no amor, na liberdade e na verdade como pilares da sociedade. Cremos na invencibilidade do bem e no poder do bom senso, da retidão, da compaixão como meios de mudança social. O cristão é portador do reino de Deus, da Doutrina Social da Igreja sob a luz do Evangelho. Os valores da Teologia, da Libertação, da opção pelos pobres, da profecia não desapareceram mas precisam ser reabilitados. A volta do conservadorismo é assustadora. O pontificado de Papa Francisco tornou-se um sinal dos tempos para a contribuição de um mundo melhor e a superação de toda espécie da corrupção.

O sociólogo Sergio Cotta, escreve que todas as revoluções da humanidade estão em busca da inocência perdida no jardim do Paraíso. Há um desejo de transparência, coerência, purificação do coração na humanidade. Lembremo-nos de Jesus Cristo, dos nossos santos e santas, de Gandhi, de Martin Luther King, de Teresa de Calcutá, de Mandela, de Dom Helder, Dom Luciano e grandes pontífices: São João XXIII, São João Paulo II, Beato Paulo VI. Todos eles foram profetas que denunciaram a corrupção.  Jesus expulsou os vendilhões do templo com ira profética, assim devem fazer seus discípulos.

A fome de dinheiro é o supremo afrodisíaco, afirma um grande estadista. O povo costuma dizer: “o dinheiro compra tudo”. Como seria bom lembrar que quando formos sepultados “o caixão não tem gaveta”. Sim, a divinização do dinheiro que é a atualização da idolatria do “bezerro de ouro”, clama pela indignação ética e pela observância dos Dez Mandamentos. A exemplo do profeta Moisés é preciso destruir o ídolo perverso, que é a corrupção. Falta-nos a educação para a justiça e a espiritualidade da pobreza evangélica, da partilha e da sobriedade. Corrupção nunca mais. Ah, se procurássemos a Deus como procuramos o dinheiro a sociedade seria bem melhor. Vida sim, corrupção não.

Joãobortoloci@bol.com.br
Texto de Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Londrina

domingo, 1 de novembro de 2015

ENCONTRO DOS


LEIGOS MISSIONÁRIOS XAVERIANOS 
DO ESTADO DE SÃO PAULO


Nos dias 05 e 06/09/2015 na cidade de Piracicaba,  realizou-se o 1º.  Encontro Estadual de formação de Leigos (as) Missionários(as) Xaverianos (as), Regional-SP, na paróquia Imaculado Coração de Maria e contou com a presença de representantes das cidades de Hortolândia, Ourinhos, São Paulo, Santo André e Piracicaba.
Vivemos dois dias de intensa alegria, desfrutando dos ensinamentos de São Guido Maria Conforti e do Papa Francisco, onde constatamos que as preocupações de hoje pelo ambiente já eram manifestadas por São Guido.
A Patrícia graciosamente  relatou-nos como foi e está sendo a caminhada dos leigos bem como sobre os projetos em andamento.
Um ponto marcante neste encontro foi a presença dos coordenadores de grupos bíblicos missionários da paróquia Imaculado Coração de Maria, que refletiram com algumas perguntas, em conjunto com os leigos, sobre a caminhada que fazem ao levarem a palavra de Deus às famílias, como pede o Papa Francisco “ uma igreja em saída”, de maneira que nenhuma casa fique sem a visita para o anúncio da Palavra de Deus. Na realização da plenária vimos a precocidade na missão com a apresentação das respostas pelo
adolescente Matheus que participa ativamente junto com os Leigos em Hortolândia. Ao final, os coordenadores receberam a Novena Missionária de São Guido Maria Conforti em comemoração aos seus 150 anos de nascimento.
Durante a missa tivemos a oportunidade de fazer o primeiro voto ou a renovação da Promessa Missionária.
Através de breve explanação pudemos conhecer, os que ainda não sabiam, quais foram os milagres da beatificação e canonização  de São Guido Maria Conforti, relatados por
Terezinha e Paulo, respectivamente e para nos extasiar ainda mais, ouvimos o relato de um casal  de Piracicaba  que compartilhou com muita emoção a alegria do milagre recebido por eles na vida de seu filho que ao sofrer um
grave acidente de moto  e tendo sido desenganado pelos médicos, mas com muita fé pediram a intercessão de São Guido Maria Conforti e Deus o curou completamente, sem deixar nenhuma seqüela.


Vale a pena ressaltar a acolhida costumeira que os que vieram de cidades distantes, tiveram nas casas dos Piracicabanos.


Finalizando, segue abaixo o resumo da Encíclica do Papa Francisco “ Laudato Si”, tão bem elaborada pelo Padre João Bortoloci.

O CUIDADO DA CASA COMUM

LAUDATO SI = louvado seja  
 “Toda a terra te adora e canta louvores a Ti”. Sl 66,4

Um olhar por inteiro
«Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que
estão a crescer?»  Este interrogativo é o âmago da Laudato si’. «Esta pergunta não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque não se pode pôr a questão de forma fragmentária», e isso conduz a interrogar-se sobre o sentido da existência e sobre os valores que estão na base da vida social: « Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? Que necessidade tem de nós esta terra?»: « Se não pulsa nelas esta pergunta de fundo,– diz o Pontífice – não creio que as nossas preocupações ecológicas possam surtir efeitos importantes».

O nome da Encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco «Louvado sejas, meu Senhor», que no Cântico das criaturas recorda que a terra, a nossa casa comum, « se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços» (1). Nós mesmos «somos terra (cfr Gen 2,7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar e a sua água vivifica-nos e restaura-nos» (2).

Do que nós mais necessitamos para viver? Cinco elementos fundamentais:

AR
         Aquecimento global
         Poluição
         Condicionadores de ar: guerras nucleares, químicas, bacteriológicas
         Alta concentração de gases
         Elevação do nível do mar
         ¼ da população vive à beira mar ou muito perto dele.
         Parte das megacidades estão situadas em áreas costeiras

ÁGUA
         Esgotamento dos recursos naturais
         Desperdício
         A pobreza da água potável, pública
         A privatização da água potável – mercado
         A qualidade da água e os pobres- diaréia, cólera, sofrimento e mortalidade infantil
         Envenenamento: cemitérios subaquáticos
         É um direito de todos
         Poderá se tornar numa das principais fontes de conflito à nível mundial.   

ALIMENTO

         Desflorestamento
         Agrotóxicos verso tecnologia
         Despedício de 1/3 dos alimentos produzidos. A comida que se desperdiça é como se fosse roubada da mesa dos pobres
         A importância de pequenos agricultores e a diversidade de produtos
         Promover uma cultura da solidariedade: há 800 milhões de famintos do mundo  

ABRIGO: CASA - TERRA - TRABALHO
         “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum
camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”, declarou, perante trabalhadores precários e da economia informal, migrantes, indígenas, sem-terra e pessoas que perderam a sua habitação.

AMOR
Uma «conversão ecológica» que reconheça o mundo «como dom recebido do amor do Pai». Uma espiritualidade que possa nos motivar a uma preocupação mais apaixonada para com a proteção deste nosso mundo. A espiritualidade cristã propõe um crescimento e uma realização marcados pela moderação e pela capacidade de ser feliz com pouco. O amor, que transborda com pequenos gestos de carinho mútuo, também é civil e político, e faz-se sentir em toda ação que busca construir um mundo melhor.

Papa João XXIII
         PACEM IN TERRIS- 1963: A paz na terra e a todas as pessoas de boa vontade

Papa Paulo VI - 1971
         Catástrofe ecológica: mesmo com todos os avanços científicos, econômicos se não estiver unido ao progresso social e moral, a natureza se voltará contra o homem.

Papa João Paulo II – maio de 1992 – conferencia no Rio de Janeiro
         Convite a uma conversão ecológica
         Grande perigo: a natureza vista só para o uso e consumo imediatos.

Papa Bento XVI: 2009 – Enc. Caridade e verdade
         O livro da natureza inclui: ambiente, vidas, sexualidae, família, relações sociais. Há muitas chagas. O desperdício da criação começa onde já não reconhecemos qualquer instância acima de nós, mas vemos unicamente a nós mesmos

São Francisco de Assis (deu o nome ao Papa Francisco) Morreu em 1226 com 44 anos
         Fala da importância da harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. São inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenho na sociedade e a paz.

Papa Francisco
         A ecologia integral requer ir além das ciências exatas, biológicas e nos põem em em contato com a essência do ser humano. Entrar em comunicação com toda a criação ao ponto de chegar convidar as flores para louvar a Deus. Admiração, encanto, língua da fraternidade e não mero objeto de uso e domínio.

         O mundo é algo a mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor.

Apelo do Papa Francisco: proteger a nossa casa comum

“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade no âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”.

Dez eixos importantes da Encíclica Laudato si: O cuidado da casa comum

1- A relação íntima entre os pobres e a fragilidadde do planeta
         “Hoje não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres (n. 49)
         Os jovens exigem de nós uma mudança: como construir um futuro melhor sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos.

2- A convicção de que tudo está estreitamente interligados no mundo

3- A crítica do novo paradigma e das formas de poder que deriva da tecnologia
         São precisamente as lógicas de domínio tecnocrático que levam a destruir a natureza e explorar as pessoas e as populações mais vulneráveis. «O paradigma tecnocrático tende a exercer o seu domínio também sobre a economia e a política» (109), impedindo reconhecer que «o mercado, por si mesmo[...] não garante o desenvolvimento humano integral nem a inclusão social» (109).
   
4- O convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso
         Em uma declaração ousada, Francisco afirma na Carta que “toda a
pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades”. Para ele, o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural.

4- O convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso
         Em uma declaração ousada, Francisco afirma na Carta que “toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades”. Para ele, o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural.

5- O valor próprio de cada criatura
         O Papa vai lembrar que é próprio da fé cristã olhar a criação não como acaso, mas como algo que tem início, a presença da ação criadora de Deus, uma finalidade, e a presença da ação de Deus ao longo de todo o processo humano. Ver a criação como um gesto de amor de Deus. O sentido é o amor, o convívio, o respeito, e a contemplação, que é um convite do Papa, não a dominação e a manipulação, mas a contemplação. Não dominar, mas cultivar, guardar, zelar, proteger.

6- O sentido humano da ecologia
         O coração da proposta da Encíclica é a ecologia integral como novo
paradigma de justiça; uma ecologia «que integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o circunda» (15). De fato, «isto impede-nos de considerar a natureza como algo separado de nós ou como uma mera moldura da nossa vida» (139). Isto vale, por mais que vivemos em diferentes campos: na economia e na política, nas diversas culturas, em particular modo nas mais ameaçadas, e até mesmo em cada momento da nossa vida cotidiana.

7- A necessidade de debates     sinceros e honestos
Empreender em todos os níveis da vida social, econômica e política um diálogo honesto, que estruture processos de decisão transparentes, e recorda (cap. 6) que nenhum projeto pode ser eficaz se não for animado por uma consciência formada e responsável, sugerindo idéias para crescer nesta direção em nível educativo, espiritual, eclesial, político e teológico.

8- A grave responsabilidade da política internacional e local
Adotar algumas medidas urgentes, entre elas: uma politica que não se submeta à economia; acordos internacionais que não fiquem no papel, mas sejam eficazes; o equilíbrio entre a soberania de cada pais e a questão global; a preocupação diante dos estados enfraquecidos; a questão dos oceanos; a transparência nos processos políticos e, sempre, estudos prévios sobre impactos ambientais.

9- A cultura do descarte

Centrada exclusivamente em si mesmo e no próprio poder. Deriva então uma lógica do «descartável» que justifica todo tipo de descarte, ambiental ou humano que seja, que trata o outro e a natureza como um simples objeto e conduz a uma miríade de formas de dominação. É a lógica que leva a explorar as crianças, a abandonar os idosos, a reduzir os outros à escravidão, a superestimar a capacidade do mercado de se autorregular, a praticar o tráfico de seres humanos, o comércio de peles de animais em risco de extinção e de “diamantes ensanguentados”. É a mesma lógica de muitas máfias, dos traficantes de órgãos, do tráfico de drogas e do descarte de crianças porque não correspondem ao desejo de seus pais. (123)

10- Proposta de um novo estilo de vida
Francisco faz propostas ousadas para tentar superar essa crise atual e pede uma “corajosa revolução cultural”. Entre elas, uma cultura ecológica, como proposta de superação do paradigma tecnológico, baseada em uma mudança de mentalidade. Ele propõe um ousado programa de “Ecologia e Desenvolvimento”, em que afirma ser preciso encontrar um equilíbrio, reduzir o ritmo de produção e consumo e dar lugar a outra modalidade de progresso e desenvolvimento. A partir da ecologia, encontrar outro modo de compreender a vida, o progresso e o desenvolvimento.
O Papa Francisco cita a Amazônia na Laudato Si, e reconhece a importância da preservação dela para o futuro da humanidade.

‘Deus perdoa sempre, 
nós pessoas humanas algumas vezes, a natureza, nunca’


 Será que São Guido Maria Conforti tem algo a dizer sobre a ECOLOGIA?
Ele fala de três Livros:
  1. O Universo: como o  grande  Livro da Natureza
  2. O Crucificado como  o grande  Livro da Missão
  3. A Palavra de Deus: como o grande Livro Santo
O mundo, o universo é um grande livro, fiel expressão do pensamento de Deus. Precisamos ter uma fé viva que nos leve a: “ver Deus, amar Deus, procurar Deus em tudo, aguçando em nós o desejo de propagar em toda parte o seu Reino”  (CT 10).
O mundo visível é a casca transparente de um mundo invisível. Para ele, Deus está perto, está longe, está em cima, está no interior, está em qualquer lugar. Observe  as estrelas, o fogo, a água, a luz, a noite, a tempestade ... Lá está Ele: DEUS!
Está ao nosso redor, com seu calor que nos anima. Está dentro de nós, no ar que nos faz viver. Ele escuta tudo, tanto os cantos sublimes dos serafins, como os alegres gorjeios do sabiá, o zumbido da abelha.Escuta o rugido do leão, o sussurro do riacho, o bramido do mar e o balançar da folha. Ele vê todo o sol que  ilumina o universo. Vê o inseto escondido na grama ou entre os ramos das árvores, o peixe perdido nos abismos do oceano. Sabe das necessidades do passarinho, que abre o bico esperando o alimento.
Ele conhece nossos desejos, nossas necessidades; nutre, esquenta, veste e protege tudo que respira. Ele é nosso Pai. Poderia um dia nos esquecer?


FELIZES OS APAIXONADOS
Paixão pela Vida
Paixão por Cristo
Paixão pela Humanidade
Paixão pela Natureza
Paixão pela Missão


Porém, os animais que mais gozavam da simpatia de Guido eram os passarinhos do céu e os filhote em seus ninhos e as rãs do canal. Em suas catequeses quando bispo voltava frequentemente a esta imagem: o universo é um livro, precisamos aprender a ler esta maravilhosa mensagem do amor de Deus: Pai Filho e Espírito Santo. O sol que nasce, aquece e ilumina o mundo todo, as estrelas que brilham na noite, a flor que desabrocha, não falam, não fazem barulhos, no entanto “seu som ressoa e se espalha por toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz” (Sl 19).
Guido Maria comenta: «Todos os seres  nos convidam a prestar honra e glória ao nome daquele Deus, do qual todos procedem. O universo é um discípulo que responde, um missionário que anuncia.

O GRANDE SONHO
O missionário é o símbolo mais belo, o apóstolo mais convicto e ardoroso dessa fraternidade universal, à qual a humanidade tende instintivamente ou por força dos acontecimentos, cooperando quase que inconscientemente para a realização do desígnio grandioso de Cristo, que profetizou que, de todos os homens, deverá se formar uma só família, um só rebanho e um só pastor.” (1931 São Guido Maria)

Oração pela  pela nossa terra
Deus Onipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz. 


Atenção: Este texto foi a reflexão feita na assembléia dos Leigos Xaverianos do Estado de S. Paulo.

domingo, 18 de outubro de 2015

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO

PAIS E MÃES: FAÍSCAS DO AMOR DE DEUS
O papa Francisco dedicou a catequese de quarta-feira, 14, às crianças. Na
reflexão, lembrou que a família deve ser espaço do acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança para os filhos. 
“Um segundo milagre, uma segunda promessa: nós – pais e mães – nos doamos a ti para doar você a você mesmo! E este é amor, que traz uma faísca daquele de Deus! Mas vocês, pais e mães, têm essa faísca de Deus que dão aos seus filhos, vocês são instrumento do amor de Deus e isso é belo, belo, belo!”, disse o papa.
Acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança, são promessas de base que se podem resumir em uma só: amor. Nós prometemos amor, isso é, amor que se exprime no acolhimento, no cuidado, na proximidade, na atenção, na confiança e na esperança, mas a grande promessa é o amor. Esse é o modo mais justo de acolher um ser humano que vem ao mundo e todos nós aprendemos isso, antes mesmo de sermos conscientes. Eu gosto tanto quando vejo os pais e as mães, quando passo entre vocês, trazendo a mim um menino, uma menina pequeninos e pergunto: “Quanto tempo tem? – “Três semanas, quatro semanas…peço a benção do Senhor”. Também isso se chama amor. O amor é a promessa que o homem e a mulher fazem a cada filho: desde quando foi concebido no pensamento. As crianças vêm ao mundo
e se espera de ter confirmada essa promessa: espertam-no de modo total, confiante, indefeso. Basta olhar para elas: em todas as etnias, em todas as culturas, em todas as condições de vida! Quando acontece o contrário, as crianças são feridas por um “escândalo”, por um escândalo insuportável, tão mais grave, pois não têm os meios para decifrá-lo. Não podem entender o que acontece. Deus vigia sobre essa promessa, desde o primeiro instante. Lembram o que disse Jesus? Os Anjos das crianças refletem o olhar de Deus e Deus não perde nunca de vista as crianças (cfr Mt 18, 10).

Confira a íntegra da mensagem: www cnbb org br
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Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Boletim da Santa Sé

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

NOSSA SENHORA APARECIDA

BODAS DE CANÁ: VINHO NOVO DO AMOR

João 2, 1-2 - Festa das bodas. Jesus está convidado:  No Antigo Testamento a festa das bodas era símbolo
do amor de Deus para com o seu povo. Era o que todos esperavam no futuro (Os 2, 21-22; Is 62, 4-5). E é precisamente numa festa de bodas, junto a uma família e a uma comunidade, que Jesus realiza o seu “primeiro sinal” (Jo 2, 11). A Mãe de Jesus encontra-se também na festa. Jesus e os seus discípulos foram convidados. Ou seja, a Mãe de Jesus fazia parte da festa. Simboliza o Antigo Testamento. Também Jesus está presente mas com veste de convidado. Ele não faz parte do Antigo Testamento. Com os seus discípulos ele é o Novo Testamento que está a chegar. A Mãe de Jesus ajudará a passar do Antigo para o Novo Testamento.

João 2, 3-5: Jesus e sua Mãe perante a falta de vinho. A Mãe de Jesus reconhece os limites do Antigo Testamento e toma a iniciativa para que se manifeste o Novo Testamento. Aproxima-se de Jesus e diz-lhe:
“Não têm vinho”. Aqui aparece tanto a foto como o “Raio-X”. A foto representa a Mãe de Jesus como pessoa atenta aos problemas dos outros de tal modo que se dá conta que a falta de vinho arruinaria a festa. E não só constata o problema mas toma a iniciativa para o resolver. O Raio-X revela a dimensão mais profunda da relação entre o Antigo Testamento (a Mãe de Jesus) e o Novo Testamento (Jesus). A frase “não têm vinho!”, procede do Antigo Testamento e desperta em Jesus a ação que fará nascer o Novo. Jesus diz: “Mulher, que tem isso a ver contigo e comigo?”. Ou seja, qual é o nexo entre o Antigo e o Novo Testamento? “Ainda não chegou a minha hora”. Maria não entende a resposta como uma negação visto que diz aos serventes: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Atuando deste modo, Jesus ensina como se passa do Antigo para o Novo Testamento. A hora de Jesus, em que se fará a passagem do Antigo para o Novo Testamento, é a sua paixão, morte e ressurreição. A mudança de água em vinho é a indicação antecipada do Novo, que nascerá a partir da morte e da ressurreição de Jesus.

João 2, 6: As vasilhas da purificação estão vazias. Trata-se de um pequeno detalhe mas muito significativo.

As vasilhas costumavam estar sempre cheias, sobretudo durante uma festa. Aqui estão vazias! Porquê? A observância da lei da pureza, simbolizada pelas seis vasilhas, esgotou todas as suas possibilidades. A antiga lei conseguiu já preparar as pessoas para poder estar em união de graça e de justificação diante de Deus. As vasilhas, a antiga aliança, estão vazias. Já não podem gerar uma vida nova.
João 2, 7-8: Jesus e os serventes. A recomendação da Mãe de Jesus aos serventes é a última grande ordem do Antigo Testamento: “Fazei tudo o que ele vos disser!”. O Antigo Testamento olha já para Jesus. De agora em diante as palavras e os gestos de Jesus marcarão a vida. Jesus chama os serventes e ordena-lhes que encham as seis vasilhas. No total, mais de seiscentos litros! De imediato manda levar ao chefe de mesa. Esta iniciativa de Jesus acontece sem que os donos da festa intervenham. Nem Jesus, nem a Mãe, nem os serventes eram os donos, obviamente. Nenhum deles pediu autorização aos donos. A renovação passa pelas pessoas que não pertencem ao centro do poder.
João 2, 9-10: Descoberta do sinal por parte do dono da casa. O chefe de mesa prova a água transformada em vinho e diz ao esposo: “Toda a gente serve primeiro o vinho melhor e, depois de terem bebido bem, é que serve o pior. Tu, porém, guardaste o melhor vinho até agora!”. O chefe de mesa, o Antigo Testamento,
reconhece publicamente que o Novo é melhor! Onde antes estava a água para os ritos de purificação dos judeus, agora há vinho em abundância para a festa. Era muito vinho! Mais de seiscentos litros, e a festa estava quase no fim. Qual é o sentido desta abundância? Que se faz com o vinho que sobra? Estamos a bebê-lo hoje!

João 2, 11-12: Comentário do evangelista. Este é o primeiro sinal. No quarto Evangelho, o primeiro sinal acontece para ajudar na reconstrução da família, da comunidade, para sanar as relações de base entre as pessoas. Seguir-se-ão outros sinais. João não utiliza a palavra milagre, mas a palavra sinal. A palavra sinal indica que as ações de Jesus em favor das pessoas têm um valor profundo, que só se descobre com o “Raio-X” da fé. A pequena comunidade que se formou à volta de Jesus naquela semana, vendo o sinal, estava já capacitada para perceber o significado mais profundo e “acreditou n'Ele”.


 O que estamos fazendo com o vinho novo que sobrou? 
Estamos a beber ainda hoje.

joaobortoloci@bol.com.br

( Tirado do livro Raio X d
a vida do Evangelho de S. João)