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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

PAPA FRANCISCO NO CHILE E PERU

De 15 a 22 de janeiro, o Papa Francisco está pela quarta vez à América Latina para uma visita apostólica ao Chile e ao Peru. O encontro com indígenas da floresta amazônica, oriundos do Peru, Bolívia e Brasil, será um dos pontos altos da viagem do Santo Padre.

A viagem, que conduz primeiro o Santo Padre ao Chile, é marcada, na manhã de 16 de janeiro, por encontros oficiais com as autoridades, a sociedade civil, o corpo diplomático e com a Presidente da República, Michelle Bachelet, em Santiago do Chile. Às 10h30, o Parque O'Higgins, localizado na capital chilena, acolhe a celebração da santa missa. No período da tarde, o Santo Padre visita, às 16h00, o Centro Penitenciário Feminino de Santiago e participa, às 17h15, num encontro com sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e seminaristas na catedral de Santiago. Já na sacristia da catedral, o Santo Padre reúne, às 18h15, com os bispos. O Santuário de São Alberto Hurtado, sj, é o último local visitado pelo Papa Francisco neste primeiro dia de visita oficial, que decorre sobre o lema 'Dou-vos a minha paz'. Neste local, o Sumo Pontífice tem, às 19h15, um encontro privado com os sacerdotes da Companhia de Jesus.
Dia 17 de janeiro, Francisco parte para Temuco, a sul da capital, e celebra, às 10h30, uma Eucaristia no aeroporto de Maquehue. Segue-se, às 12h45, o almoço com alguns habitantes da região de Araucanía na Casa 'Madre de la Santa Cruz', instituição dedicada à formação de crianças e jovens. Regressado a Santiago do Chile, o Santo Padre reúne, às 17h30, com os jovens chilenos no Santuário de Maipu, dedicado a Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Chile. Este encontro decorre no ano em que se celebram 200 anos da promessa de construção do santuário pelo povo chileno. O programa deste dia termina com a visita à Pontifícia Universidade Católica do Chile, às 19h00.
A viagem do Papa Francisco ao Chile termina a 18 de janeiro com a visita à cidade de Iquique, no norte do país, marcada pela celebração eucarística no Campus Lobito, às 11h30, e pelo almoço com a comitiva papal na 'Casa de Retiros do Santuário de Nossa Senhora de Lourdes', dos Padres Oblatos.

Chegado a Lima, no Peru, durante a tarde de 18 de janeiro, o Santo Padre parte na manhã seguinte para Puerto Maldonado, na floresta amazônica, onde se reúne, às 10h30, com membros dos povos da Amazônia no Centro Regional Madre de Dios. De acordo com o bispo do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado, D. David Martínez Aguirre, foram enviados aos povos indígenas convites para participarem no encontro com a frase 'O Papa Francisco vem para vos ver'. O responsável espera que, através deste encontro, os povos da Amazônia "sejam reconhecidos como protagonistas importantes" na tomada de decisões relativas aos recursos da floresta amazônica, "não apenas nas que afetam os seus territórios", mas também a nível nacional e mundial. Como enfatiza do Papa Francisco na encíclica 'Laudato Si', para as comunidades indígenas "a terra não é um bem económico, mas um dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam de interagir para manter a sua identidade e os seus valores". Alvo de pressões para deixarem os seus territórios, os povos indígenas enfrentam os interesses das indústrias extrativas e agro-pecuárias que "não prestam atenção à degradação da natureza e da cultura".
Às 11h30, o Santo Padre tem um encontro com a população local no Instituto Jorge Basadre, instituição pública de ensino superior e tecnológico. As crianças do Lar Principito, vítimas de maus tratos e sem-abrigo, recebem, às 12h15, o Papa Francisco, que almoça com representantes dos povos da floresta amazônica, no Centro Pastoral 'Apaktone' ('pai velho' na língua dos Harakbut). O Sumo Pontífice regressa a Lima durante a tarde, onde tem um encontro com as autoridades, membros da sociedade civil, corpo diplomático e com o Presidente da República, Pedro Pablo Kuczynski. Às 17h55, Francisco reúne em privado com os membros da Companhia de Jesus na Igreja de São Pedro.
A viagem, sob o mote 'Unidos pela Esperança', prossegue, a 20 de janeiro, para Trujillo, no norte do Peru, onde se celebra, às 10h00, uma Eucaristia na estância balnear de Huanchaco. Depois da visita de papamóvel pelo bairro 'Buenos Aires', em Trujillo, às 12h15, o Papa visita a Catedral, às 15h00, reunindo-se, depois com sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas do norte do Peru no Colégio Seminário SS. Carlos e Marcelo. A visita a Trujillo termina com a celebração mariana à Virgem da Porta na Praça de Armas, às 16h45.
No último dia da viagem, Francisco participa na oração da Hora Média, às 9h15, com as religiosas de vida contemplativa no Santuário das Nazarenas, onde se encontra o mural do Senhor dos Milagres. Às 10h30, o Santo Padre faz uma oração junto às relíquias dos Santos peruanos na Catedral de Lima. Após o encontro com os bispos no Palácio Arcebispal, o Papa dirige-se à população na Praça das Armas, para o Angelus dominical.
O Papa Francisco regressa a Roma no final da tarde de dia 21 de janeiro, descendo na capital italiana às 14h15 de 22 de janeiro.

Mais informações, acesse:
http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/travels/2018/outside/documents/papa-francesco-cile-peru_2018.html 

domingo, 1 de novembro de 2015

O CUIDADO DA CASA COMUM

LAUDATO SI = louvado seja  
 “Toda a terra te adora e canta louvores a Ti”. Sl 66,4

Um olhar por inteiro
«Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que
estão a crescer?»  Este interrogativo é o âmago da Laudato si’. «Esta pergunta não toca apenas o meio ambiente de maneira isolada, porque não se pode pôr a questão de forma fragmentária», e isso conduz a interrogar-se sobre o sentido da existência e sobre os valores que estão na base da vida social: « Para que viemos a esta vida? Para que trabalhamos e lutamos? Que necessidade tem de nós esta terra?»: « Se não pulsa nelas esta pergunta de fundo,– diz o Pontífice – não creio que as nossas preocupações ecológicas possam surtir efeitos importantes».

O nome da Encíclica foi inspirado na invocação de São Francisco «Louvado sejas, meu Senhor», que no Cântico das criaturas recorda que a terra, a nossa casa comum, « se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços» (1). Nós mesmos «somos terra (cfr Gen 2,7). O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar e a sua água vivifica-nos e restaura-nos» (2).

Do que nós mais necessitamos para viver? Cinco elementos fundamentais:

AR
         Aquecimento global
         Poluição
         Condicionadores de ar: guerras nucleares, químicas, bacteriológicas
         Alta concentração de gases
         Elevação do nível do mar
         ¼ da população vive à beira mar ou muito perto dele.
         Parte das megacidades estão situadas em áreas costeiras

ÁGUA
         Esgotamento dos recursos naturais
         Desperdício
         A pobreza da água potável, pública
         A privatização da água potável – mercado
         A qualidade da água e os pobres- diaréia, cólera, sofrimento e mortalidade infantil
         Envenenamento: cemitérios subaquáticos
         É um direito de todos
         Poderá se tornar numa das principais fontes de conflito à nível mundial.   

ALIMENTO

         Desflorestamento
         Agrotóxicos verso tecnologia
         Despedício de 1/3 dos alimentos produzidos. A comida que se desperdiça é como se fosse roubada da mesa dos pobres
         A importância de pequenos agricultores e a diversidade de produtos
         Promover uma cultura da solidariedade: há 800 milhões de famintos do mundo  

ABRIGO: CASA - TERRA - TRABALHO
         “Digamos juntos, de coração: nenhuma família sem casa, nenhum
camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhuma pessoa sem a dignidade que o trabalho dá”, declarou, perante trabalhadores precários e da economia informal, migrantes, indígenas, sem-terra e pessoas que perderam a sua habitação.

AMOR
Uma «conversão ecológica» que reconheça o mundo «como dom recebido do amor do Pai». Uma espiritualidade que possa nos motivar a uma preocupação mais apaixonada para com a proteção deste nosso mundo. A espiritualidade cristã propõe um crescimento e uma realização marcados pela moderação e pela capacidade de ser feliz com pouco. O amor, que transborda com pequenos gestos de carinho mútuo, também é civil e político, e faz-se sentir em toda ação que busca construir um mundo melhor.

Papa João XXIII
         PACEM IN TERRIS- 1963: A paz na terra e a todas as pessoas de boa vontade

Papa Paulo VI - 1971
         Catástrofe ecológica: mesmo com todos os avanços científicos, econômicos se não estiver unido ao progresso social e moral, a natureza se voltará contra o homem.

Papa João Paulo II – maio de 1992 – conferencia no Rio de Janeiro
         Convite a uma conversão ecológica
         Grande perigo: a natureza vista só para o uso e consumo imediatos.

Papa Bento XVI: 2009 – Enc. Caridade e verdade
         O livro da natureza inclui: ambiente, vidas, sexualidae, família, relações sociais. Há muitas chagas. O desperdício da criação começa onde já não reconhecemos qualquer instância acima de nós, mas vemos unicamente a nós mesmos

São Francisco de Assis (deu o nome ao Papa Francisco) Morreu em 1226 com 44 anos
         Fala da importância da harmonia com Deus, com os outros, com a natureza e consigo mesmo. São inseparáveis a preocupação pela natureza, a justiça para com os pobres, o empenho na sociedade e a paz.

Papa Francisco
         A ecologia integral requer ir além das ciências exatas, biológicas e nos põem em em contato com a essência do ser humano. Entrar em comunicação com toda a criação ao ponto de chegar convidar as flores para louvar a Deus. Admiração, encanto, língua da fraternidade e não mero objeto de uso e domínio.

         O mundo é algo a mais do que um problema a resolver; é um mistério gozoso que contemplamos na alegria e no louvor.

Apelo do Papa Francisco: proteger a nossa casa comum

“Queria pedir, por favor, a quantos ocupam cargos de responsabilidade no âmbito econômico, político ou social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: sejamos ‘guardiões’ da criação, do desígnio de Deus inscrito na natureza, guardiões do outro, do ambiente; não deixemos que sinais de destruição e morte acompanhem o caminho deste nosso mundo!”.

Dez eixos importantes da Encíclica Laudato si: O cuidado da casa comum

1- A relação íntima entre os pobres e a fragilidadde do planeta
         “Hoje não podemos deixar de reconhecer que uma verdadeira abordagem ecológica sempre se torna uma abordagem social, que deve integrar a justiça nos debates sobre o meio ambiente, para ouvir tanto o clamor da terra como o clamor dos pobres (n. 49)
         Os jovens exigem de nós uma mudança: como construir um futuro melhor sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos.

2- A convicção de que tudo está estreitamente interligados no mundo

3- A crítica do novo paradigma e das formas de poder que deriva da tecnologia
         São precisamente as lógicas de domínio tecnocrático que levam a destruir a natureza e explorar as pessoas e as populações mais vulneráveis. «O paradigma tecnocrático tende a exercer o seu domínio também sobre a economia e a política» (109), impedindo reconhecer que «o mercado, por si mesmo[...] não garante o desenvolvimento humano integral nem a inclusão social» (109).
   
4- O convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso
         Em uma declaração ousada, Francisco afirma na Carta que “toda a
pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades”. Para ele, o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural.

4- O convite a procurar outras maneiras de entender a economia e o progresso
         Em uma declaração ousada, Francisco afirma na Carta que “toda a pretensão de cuidar e melhorar o mundo requer mudanças profundas nos estilos de vida, nos modelos de produção e de consumo, nas estruturas consolidadas de poder, que hoje regem as sociedades”. Para ele, o progresso humano autêntico possui um carácter moral e pressupõe o pleno respeito pela pessoa humana, mas deve prestar atenção também ao mundo natural.

5- O valor próprio de cada criatura
         O Papa vai lembrar que é próprio da fé cristã olhar a criação não como acaso, mas como algo que tem início, a presença da ação criadora de Deus, uma finalidade, e a presença da ação de Deus ao longo de todo o processo humano. Ver a criação como um gesto de amor de Deus. O sentido é o amor, o convívio, o respeito, e a contemplação, que é um convite do Papa, não a dominação e a manipulação, mas a contemplação. Não dominar, mas cultivar, guardar, zelar, proteger.

6- O sentido humano da ecologia
         O coração da proposta da Encíclica é a ecologia integral como novo
paradigma de justiça; uma ecologia «que integre o lugar específico que o ser humano ocupa neste mundo e as suas relações com a realidade que o circunda» (15). De fato, «isto impede-nos de considerar a natureza como algo separado de nós ou como uma mera moldura da nossa vida» (139). Isto vale, por mais que vivemos em diferentes campos: na economia e na política, nas diversas culturas, em particular modo nas mais ameaçadas, e até mesmo em cada momento da nossa vida cotidiana.

7- A necessidade de debates     sinceros e honestos
Empreender em todos os níveis da vida social, econômica e política um diálogo honesto, que estruture processos de decisão transparentes, e recorda (cap. 6) que nenhum projeto pode ser eficaz se não for animado por uma consciência formada e responsável, sugerindo idéias para crescer nesta direção em nível educativo, espiritual, eclesial, político e teológico.

8- A grave responsabilidade da política internacional e local
Adotar algumas medidas urgentes, entre elas: uma politica que não se submeta à economia; acordos internacionais que não fiquem no papel, mas sejam eficazes; o equilíbrio entre a soberania de cada pais e a questão global; a preocupação diante dos estados enfraquecidos; a questão dos oceanos; a transparência nos processos políticos e, sempre, estudos prévios sobre impactos ambientais.

9- A cultura do descarte

Centrada exclusivamente em si mesmo e no próprio poder. Deriva então uma lógica do «descartável» que justifica todo tipo de descarte, ambiental ou humano que seja, que trata o outro e a natureza como um simples objeto e conduz a uma miríade de formas de dominação. É a lógica que leva a explorar as crianças, a abandonar os idosos, a reduzir os outros à escravidão, a superestimar a capacidade do mercado de se autorregular, a praticar o tráfico de seres humanos, o comércio de peles de animais em risco de extinção e de “diamantes ensanguentados”. É a mesma lógica de muitas máfias, dos traficantes de órgãos, do tráfico de drogas e do descarte de crianças porque não correspondem ao desejo de seus pais. (123)

10- Proposta de um novo estilo de vida
Francisco faz propostas ousadas para tentar superar essa crise atual e pede uma “corajosa revolução cultural”. Entre elas, uma cultura ecológica, como proposta de superação do paradigma tecnológico, baseada em uma mudança de mentalidade. Ele propõe um ousado programa de “Ecologia e Desenvolvimento”, em que afirma ser preciso encontrar um equilíbrio, reduzir o ritmo de produção e consumo e dar lugar a outra modalidade de progresso e desenvolvimento. A partir da ecologia, encontrar outro modo de compreender a vida, o progresso e o desenvolvimento.
O Papa Francisco cita a Amazônia na Laudato Si, e reconhece a importância da preservação dela para o futuro da humanidade.

‘Deus perdoa sempre, 
nós pessoas humanas algumas vezes, a natureza, nunca’


 Será que São Guido Maria Conforti tem algo a dizer sobre a ECOLOGIA?
Ele fala de três Livros:
  1. O Universo: como o  grande  Livro da Natureza
  2. O Crucificado como  o grande  Livro da Missão
  3. A Palavra de Deus: como o grande Livro Santo
O mundo, o universo é um grande livro, fiel expressão do pensamento de Deus. Precisamos ter uma fé viva que nos leve a: “ver Deus, amar Deus, procurar Deus em tudo, aguçando em nós o desejo de propagar em toda parte o seu Reino”  (CT 10).
O mundo visível é a casca transparente de um mundo invisível. Para ele, Deus está perto, está longe, está em cima, está no interior, está em qualquer lugar. Observe  as estrelas, o fogo, a água, a luz, a noite, a tempestade ... Lá está Ele: DEUS!
Está ao nosso redor, com seu calor que nos anima. Está dentro de nós, no ar que nos faz viver. Ele escuta tudo, tanto os cantos sublimes dos serafins, como os alegres gorjeios do sabiá, o zumbido da abelha.Escuta o rugido do leão, o sussurro do riacho, o bramido do mar e o balançar da folha. Ele vê todo o sol que  ilumina o universo. Vê o inseto escondido na grama ou entre os ramos das árvores, o peixe perdido nos abismos do oceano. Sabe das necessidades do passarinho, que abre o bico esperando o alimento.
Ele conhece nossos desejos, nossas necessidades; nutre, esquenta, veste e protege tudo que respira. Ele é nosso Pai. Poderia um dia nos esquecer?


FELIZES OS APAIXONADOS
Paixão pela Vida
Paixão por Cristo
Paixão pela Humanidade
Paixão pela Natureza
Paixão pela Missão


Porém, os animais que mais gozavam da simpatia de Guido eram os passarinhos do céu e os filhote em seus ninhos e as rãs do canal. Em suas catequeses quando bispo voltava frequentemente a esta imagem: o universo é um livro, precisamos aprender a ler esta maravilhosa mensagem do amor de Deus: Pai Filho e Espírito Santo. O sol que nasce, aquece e ilumina o mundo todo, as estrelas que brilham na noite, a flor que desabrocha, não falam, não fazem barulhos, no entanto “seu som ressoa e se espalha por toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz” (Sl 19).
Guido Maria comenta: «Todos os seres  nos convidam a prestar honra e glória ao nome daquele Deus, do qual todos procedem. O universo é um discípulo que responde, um missionário que anuncia.

O GRANDE SONHO
O missionário é o símbolo mais belo, o apóstolo mais convicto e ardoroso dessa fraternidade universal, à qual a humanidade tende instintivamente ou por força dos acontecimentos, cooperando quase que inconscientemente para a realização do desígnio grandioso de Cristo, que profetizou que, de todos os homens, deverá se formar uma só família, um só rebanho e um só pastor.” (1931 São Guido Maria)

Oração pela  pela nossa terra
Deus Onipotente, que estais presente em todo o universo e na mais pequenina das vossas criaturas, Vós que envolveis com a vossa ternura tudo o que existe, derramai em nós a força do vosso amor para cuidarmos da vida e da beleza. Inundai-nos de paz, para que vivamos como irmãos e irmãs sem prejudicar ninguém. Ó Deus dos pobres, ajudai-nos a resgatar os abandonados e esquecidos desta terra que valem tanto aos vossos olhos.
Curai a nossa vida, para que protejamos o mundo e não o depredemos, para que semeemos beleza e não poluição nem destruição. Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra. Ensinai-nos a descobrir o valor de cada coisa, a contemplar com encanto, a reconhecer que estamos profundamente unidos com todas as criaturas no nosso caminho para a vossa luz infinita. Obrigado porque estais conosco todos os dias. Sustentai-nos, por favor, na nossa luta pela justiça, o amor e a paz. 


Atenção: Este texto foi a reflexão feita na assembléia dos Leigos Xaverianos do Estado de S. Paulo.

domingo, 18 de outubro de 2015

CATEQUESE DO PAPA FRANCISCO

PAIS E MÃES: FAÍSCAS DO AMOR DE DEUS
O papa Francisco dedicou a catequese de quarta-feira, 14, às crianças. Na
reflexão, lembrou que a família deve ser espaço do acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança para os filhos. 
“Um segundo milagre, uma segunda promessa: nós – pais e mães – nos doamos a ti para doar você a você mesmo! E este é amor, que traz uma faísca daquele de Deus! Mas vocês, pais e mães, têm essa faísca de Deus que dão aos seus filhos, vocês são instrumento do amor de Deus e isso é belo, belo, belo!”, disse o papa.
Acolhimento e cuidado, proximidade e atenção, confiança e esperança, são promessas de base que se podem resumir em uma só: amor. Nós prometemos amor, isso é, amor que se exprime no acolhimento, no cuidado, na proximidade, na atenção, na confiança e na esperança, mas a grande promessa é o amor. Esse é o modo mais justo de acolher um ser humano que vem ao mundo e todos nós aprendemos isso, antes mesmo de sermos conscientes. Eu gosto tanto quando vejo os pais e as mães, quando passo entre vocês, trazendo a mim um menino, uma menina pequeninos e pergunto: “Quanto tempo tem? – “Três semanas, quatro semanas…peço a benção do Senhor”. Também isso se chama amor. O amor é a promessa que o homem e a mulher fazem a cada filho: desde quando foi concebido no pensamento. As crianças vêm ao mundo
e se espera de ter confirmada essa promessa: espertam-no de modo total, confiante, indefeso. Basta olhar para elas: em todas as etnias, em todas as culturas, em todas as condições de vida! Quando acontece o contrário, as crianças são feridas por um “escândalo”, por um escândalo insuportável, tão mais grave, pois não têm os meios para decifrá-lo. Não podem entender o que acontece. Deus vigia sobre essa promessa, desde o primeiro instante. Lembram o que disse Jesus? Os Anjos das crianças refletem o olhar de Deus e Deus não perde nunca de vista as crianças (cfr Mt 18, 10).

Confira a íntegra da mensagem: www cnbb org br
CATEQUESE
Praça São Pedro – Vaticano
Quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Boletim da Santa Sé

sexta-feira, 26 de julho de 2013

MARIA, BATO À SUA PORTA

ORAÇÃO  DO PAPA FRANCISCO À NOSSA SENHORA APARECIDA


"Mãe Aparecida, como Vós um dia,
assim me sinto hoje diante
do vosso e meu Deus,
que nos propõe para a vida uma missão
cujos contornos e limites desconhecemos,
cujas exigências apenas vislumbramos.
Mas, em vossa fé de que
"para Deus nada é impossível",
Vós, ó Mãe, não hesitastes,
e eu não posso hesitar.

Assim, ó Mãe, como Vós,
eu abraço minha missão.
Em vossas mãos coloco minha vida
e vamos Vós-Mãe e Eu-Filho
caminhar juntos, crer juntos, lutar juntos,
vencer juntos como sempre juntos
caminhastes vosso Filho e Vós.

Mãe Aparecida,
um dia levastes vosso Filho
ao templo para O consagrar ao Pai,
para que fosse inteira disponibilidade
para a missão.
Levai-me hoje ao mesmo Pai,
consagrai-me a Ele com tudo
o que sou e com tudo o que tenho.

Mãe Aparecida,
ponho em vossas mãos,
e levai até o Pai a nossa e a vossa juventude,
a Jornada Mundial da Juventude:
quanta força, quanta vida,
quanto dinamismo brotando e explodindo
e que pode estar a serviço da vida,
da humanidade.

Finalmente, ó Mãe, vos pedimos:
permanecei aqui,
sempre acolhendo vossos filhos
e filhas peregrinos,
mas também ide conosco,
estai sempre ao nosso lado
e acompanhai na missão
a grande família dos devotos,
principalmente quando
a cruz mais nos pesar,
sustentai nossa esperança e nossa fé".

Ser leigo na Igreja hoje

De um modo geral, as pessoas podem entender (ou achar) que todos aqueles que participam de uma maneira ou outra da Igreja ou de alguma comun...