Atuar no lugar do seu dia a dia com o mundo nas mãos para fazer do mundo uma só família no amor!

"Os cristãos leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja!" (PUEBLA 789)

sábado, 31 de março de 2012

MISSÃO XAVERIANA NO JAPÃO

A Missão no Japão

Padre Michel Luciano Augustinho da Rocha, s.x.


Os missionários xaverianos chegaram no Japão no dia 21 de dezembro de 1949, quando nas estradas as lojas já começavam a colocar as luzes de Natal. Os três primeiros Xaverianos que chegaram no Japão foram os Padres Francesco Sinibaldi, Marco Ronzani e Gaetano Cocci Grifoni, expulsos da China. O Japão tem uma população de 126.505.000 pessoas distribuidas em uma superfície de 377.800 Km.  Do ponto de vista religioso, o Shintoismo possui 51,3%, o Budismo 38,3% e o Cristianismo somente 1,2% da população. O número de católicos é de 452.571. São 17 Dioceses com um clero de 1.553 pessoas dos quais 926 são japoneses e 627 estrangeiros. As religiosas são 6.060, 372 são estrangeiras. Os religiosos são 201, 127 são japoneses e 74 são estrangeiros. Os missionários xaverianos que trabalham no Japão são 34. Desses, 2 são espanhois, 1 indonesiano, 1 mexicano, 1 brasileiro e 29 italianos. A missão da comunidade xaveriana presente no Japão é aquela de colaborar, no serviço ao Reino de Deus, com a Igreja local, tendo como objetivo aquele de contribuir com o carisma específico missionário xaveriano di anunciar Jesus Cristo a quem ainda não o conhece. Na sua atividade unica e exclusiva de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, os xaverianos no Japão buscam particularmente a promoção dos valores do espírito para anunciar a verdadeira libertação e o desenvolvimento integral do ser-humano, que se realiza plenamente e somente na salvação de Jesus Cristo. Essa missão se concretiza na abertura ao encontro cordial com todas as pessoas, e também no anuncio direto do Evangelho através da prática da caridade fraterna e da familiriadade com Deus na oração.
       Seguindo os vários pedidos da Igreja local no Japão, o trabalho missionário é feito, em primeiro lugar, nas pequenas paróquias já existentes o naqueles lugares onde novas comunidades vão se formando. Nessa atividade, além da comum preocupação pastoral, o nosso carisma nos leva a valorizar todas as oportunidades de anúncio nessas comunidades e a formação de novos missionários, sejam eles sacerdotes, religiosos, ou leigos. Como exemplo, podemos citar a experiência dos primeiros xaverianos que chegaram aqui e deram vida e forma ao primo anúncio dentro das estruturas educativas. Seguindo esse exemplo dos nossos pioneiros, alguns de nós hoje se encontram empenhados como professores nas universidades ou também na direção das creches. Essa atividade oferece um serviço qualificado para a sociedade jaoponesa, e também nos dá a possibilidade de anunciar Jesus Cristo livremente. Também os xaverianos do Japão fizeram propria a escolha que a Igreja na Ásia fez propondo o diálogo como uma necessidade e uma exigência imprescindível da evangelização. O empenho no diálogo inter-religioso e cultural, que não dispensa o anúncio do Evangelho de Jesus Cristo, mas conduz a este, hoje constituisce uma prioridade da missão ad gentes, e é uma modalidade especifica da missão xaveriana no Japão. Outro ambiente onde estamos empenhados é aquele do serviço aos pobres e marginalizados.
       Uma condição importante para o sucesso do trabalho misisonário no Japão é o conhecimento, a estima e o amor pelo povo japonês, pela sua cultura, pela sua história e seus valores. O grande desafio dos xaverianos no Japão é aquele de promover a atuação desses valores através do encontro com Jesus Cristo, e também enriquecer a Igreja universal através a contribuição que a cultura japonesa possa dar à telogia e espiritualidade cristã.
Como conclusão, podemos dizer que a Igreja não poderá exercer de maneira adequada a sua missão sem uma ativa e corajosa participação de todos os seus membros: clero, religiosos e leigos. Somos todos discípulos missionários de Jesus Cristo onde nos encontramos, cada um com seu dom e sua competência no Corpo de Cristo, o Povo de Deus, que é a Igreja. Os leigos, de modo especial, são os apóstolos do Evangelho no vasto e complexo “mundo secular”, onde são cidadãos e membros da cidade terrena e, ao mesmo tempo, membros e discípulos do reino de Deus. Aos leigos e leigas cabe a missão de introduzir o sal, o fermento e a luz do Evangelho nas “realidades deste mundo” para que tenham sempre mais o jeito e o sabor das coisas de Deus. Na diversidade e no pluralismo das convicções e visões culturais, os cristãos têm algo de próprio a dizer e contribuir para que o mundo seja melhor, mais digno e justo para cada um de seus habitantes e mais digno de Deus, que nela habita. Tenhamos a certeza de que o testemunho cristão, coerente com o Evangelho, é bom e faz bem à humanidade. Continuem sempre firmes no caminho de formação, e que todos nós possamos fazer do mundo, uma só familia.  

Celebração eucaristica na Igreja dos 26 martires do Japão (Nagasaki)
Padre Piergiorgio Manni (Xaveriano), Padre Daniele Sarzi (Xaveriano), Padre Gianluca (Diocesano de Novara),     Dom Paolo Corti (Bispo de Novara, Italia), Padre Michel Luciano Augustinho da Rocha (Xaveriano) e Padre Antonio Bandeira (Diocesano de Novara)


Missa em uma comunidade japonesa



Casa de Oração e diálogo inter-religioso


Atividade em uma creche. Uma professora que explica aos alunos o presépio


Monumento para lembrar a chegada de São Francisco Xavier em Kagoshima



segunda-feira, 26 de março de 2012

OS FIÉIS LEIGOS, JUNTAMENTE COM OS SACERDOTES, RELIGIOSOS E RELIGIOSAS, FORMAM O ÚNICO POVO DE DEUS E CORPO DE CRISTO (JOÃO PAULO II)

Francisco Batista - Leigo Missionário Xaveriano em Moçambique

 O leigo na Igreja         
  
Várias cartas encíclicas, exortações apostólicas e documentos episcopais destacam o papel do leigo na igreja. A Exortação Apostólica de João Paulo II, Christifideles Laici, destaca que “novas situações, tanto eclesiais como sociais, económicas, politicas, culturais, reclama hoje, com uma força toda particular a ação dos fiéis leigos.
João Paulo II continua a reflexão fazendo referência das imagens evangélicas do sal, luz e fermento, que se referiam indistintamente a todos os discípulos de Jesus e têm uma específica explicação aos fiéis leigos. Essas imagens são maravilhosamente significativas, porque fala da inserção e participação profunda do leigo no mundo, bem como sua novidade e originalidade de uma inserção e dedicação destinada à difusão do evangelho que salva (Cf. Christifideles Laici-).
É absolutamente necessário que cada fiel leigo tenha sempre viva a consciência de ser um membro da igreja, a que se confia um cargo original insubstituível e indelegável, que deverá desempenhar para o bem de todos (Cf. Christifideles Laici- 28) 
Os fieis leigos, precisamente por serem fiéis da igreja, tem por vocação e por missão anunciar o evangelho, pois para essa obra foram habilitados e nela emprenhados pelo sacramento da iniciação cristã e pelos dons do Espírito Santo  (Cf. Christifideles Laici-33).
            
O leigo missionário

Com relação ao leigo que desenvolve actividades no campo da missão, João Paulo II afirmou que nesse campo, a acção dos leigos parece cada vez mais preciosa e necessária. O Papa afirma que na ordem do senhor “ide por todo o mundo” continua a encontrar leigos generosos a ponto de sair do seu ambiente de vida, o seu trabalho, a sua região ou pátria, para ir, ao menos por um certo tempo, para zonas de missão.
O casal Áquila e Priscila (Cf. At 18; Rm 16, 3s), são citados pelo papa como testemunho de amor apaixonado por Cristo e pela igreja com sua actividade em terras de missão .   (Cf. Christifideles Laici-).

A vocação do leigo 

Sabemos das diversas actividades desenvolvidas pelos fiéis leigos na igreja universal e sua importância, pois a rica variedade da igreja encontra uma sua ulterior manifestação no seio de cada estado de vida. Assim, dentro do estado de vida laical há lugar para várias “vocações”, ou seja, vários caminhos espirituais e apostólicos que dizem respeito a cada fiel leigo.
No trilho de uma vocação laical “comum” florescem vocações laicais particulares, como é o caso de leigos engajados em acoes pastorais voltadas para as questões sociais, principalmente situações que clamam por intervenções imediatas, no caso da violação de direitos e quando ocorre situações que ferem a dignidade humana. 

O leigo na caminhada de transformação da sociedade  

Quando o leigo acolhe e anuncia o evangelho na força do espírito, a igreja torna-se comunidade evangelizada e evangelizadora e, precisamente por isso, faz-se serva dos homens e mulheres. Nela, os fiéis leigos participam da missão de servir a pessoa e a sociedade.
A igreja tem como o fim supremo o Reino de Deus, o qual “constitui na terra o gérmen e o início” e está inteiramente consagrada à glorificação do pai. Ma o reino é fonte de libertação plena e salvação total para os homens: com estes, por tanto, a igreja caminha e vive, real e intimamente solidária com sua história.   (Cf. Christifideles Laici-36).

O leigo na proclamação da paz e por justiça

Descobrir e ajudar a descobrir a dignidade inviolável de cada pessoa humana constitui uma tarefa essencial diria central e unificadora do serviço que a igreja, nela os fiéis leigos, são chamados a prestar à família dos homens e, de todas as criaturas terrenas, só o homem e a mulher são “pessoas”, sujeitos consciente e livre e, precisamente por isso, “centro e vértice”do universo.     (Cf. Christifideles Laici-37)
Diante de tantas realidades que nos salta aos olhos, percebemos que o chamado de Cristo para a promoção da dignidade da pessoa humana se torna cada vez mais frequente, pois estamos diante de estruturas que não promovem a vida. Na carta encíclica de Paulo VI, populorum progressio, ele já alertava que as excessivas disparidades económicas, sócias, culturais provocam, entre os povos, tensões, discórdias, e põem em perigo a paz.
Mas o papa Paulo VI já sublinhava que a caridade para com os pobres deve tornar-se mais atenta, activa e generosa, pois combater a miséria e lutar contra as injustiças, é promover não só o bem-estar mas também o progresso humano e espiritual de todos e, portanto, o bem comum da humanidade.
A paz não se reduz na ausência de guerra, mas constrói-se dia-dia, na busca de uma ordem querida por Deus, que traz consigo uma justiça mais perfeita entre os homens. ( Cf. Populorum progressio-76.).     
O documento 62 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), faz ressonância e fortalece o que foi dito por João Paulo II na Exortação Apostólica Chistifideles Laici com relação ao serviço e participação na transformação da sociedade pelo bem dos pobres, destacando a competência do cristão leigo na actuação insubstituível na construção da sociedade justa e fraterna, a partir de sua condição e ambiente próprios, priorizando a luta contra a miséria e tudo que degrada a vida humana e a defesa intransigente da ética pública, contribuindo assim para a construção da paz com justiça.    

Para não concluir

Deus chama-me e envia-me como trabalhador para sua vinha; chama-me e envia-me a trabalhar para o advento do seu Reino na história: esta vocação e missão pessoal defini a dignidade e a responsabilidade de cada fiel leigo e constitui o ponto forte de toda a acção formativa, em ordem ao reconhecimento alegre e agradecido de tal dignidade e ao cumprimento fiel e generoso de tal responsabilidade (João Paulo II).
Aos irmãos que reconhecem tal valor e, avança numa perspectiva de valorização dos fieis leigos para contribuir na construção do reino de Deus.     

CADASTRO DE LEIGOS XAVERIANOS

terça-feira, 20 de março de 2012

LEIGOS E LEIGAS NO PROTAGONISMO DA EVANGELIZAÇÃO

Dom Milton Kenan Júnior

Região Episcopal Brasilândia - SP


A expressão não é nova, ela surge na Conferência de Santo Domingo (1992): “Que todos os leigos sejam protagonistas da Nova Evangelização, da promoção humana e da cultura cristã.” (n.97) (...) “Um laicato, bem-estruturado com formação permanente, maduro e comprometido, é o sinal de Igrejas Particulares que têm tomado muito a sério o compromisso da Nova Evangelização.” (n.103).

Hoje, talvez, precisássemos recuperar a intuição que o Episcopado Latino-americano assumiu, na Conferência de Santo Domingo, quando fala do “protagonismo dos leigos”; embora na Conferência de Aparecida essa expressão não apareça nenhuma vez. Falar de protagonismo, é falar do lugar de importância que os leigos têm na ação evangelizadora, é falar do seu papel insubstituível, imprescindível, na transformação da realidade que vivemos, marcada pela exclusão e pela violência.

Os leigos são protagonistas, afirmaram os bispos em Santo Domingo, ou seja, são os agentes principais no esforço da Igreja em dialogar com o mundo e apresentar os valores do Evangelho num tempo de tantos contra-valores.

Nesse sentido, o Documento de Aparecida e agora o das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil, DGAE 2011-2015, ressaltam dois princípios de grande valor e importância.

O primeiro princípio é o da corresponsabilidade. Leigos e Leigas devem participar, como sujeitos, com vez e voz, na elaboração dos programas pastorais, nos centros de discussão e decisão nas Igrejas Particulares. Referindo-se ao projeto pastoral da Diocese, o Documento de Aparecida afirma: “Os leigos devem participar do discernimento, da tomada de decisões, do planejamento e da execução.” (n.371).  Não podem, portanto, verem reduzida a sua participação apenas ao momento de encaminhar e realizar os programas, mas sentirem-se participantes desde o início, por força da sua condição de cristão batizado, habilitado pelos sacramentos do Batismo e da Confirmação, a participar plenamente da vida da Igreja.

É ainda o Documento de Aparecida que esclarece: “A evangelização do Continente, dizia-nos o papa João Paulo II, não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos. Hão de ser parte ativa e criativa na elaboração e execução de projetos pastorais a favor da comunidade. Isso exige, da parte dos pastores, maior abertura de mentalidade para que entendam e acolham o “ser” e o “fazer” do leigo na Igreja, que por seu batismo e sua confirmação é discípulo e missionário de Jesus Cristo.” (n.213).

As DGAE 2011-2015 ressaltam: “Os leigos, corresponsáveis com o ministério ordenado, atuando nessas assembleias, conselhos e comissões, tornam-se cada vez mais envolvidos no planejamento, na execução e na avaliação de tudo que a comunidade vive e faz.” (n.104.c).

O segundo princípio é o da missão. Os Documentos do Episcopado Latino-americano afirmam exaustivamente que o campo específico da ação dos leigos e leigas é o das realidades onde vivem e trabalham, ou seja, é o mundo da família, do trabalho, da cultura, da política, do lazer, da arte, da comunicação, da universidade etc.

Em função disso, “a formação dos leigos e leigas deve contribuir, antes de mais nada, para sua atuação como discípulos missionários no mundo, na perspectiva do diálogo e da transformação da sociedade. É urgente uma formação específica para que possam ter incidência significativa nos diferentes campos, sobretudo ‘no vasto mundo da política, da realidade social e da economia, como também da cultura, das ciências e das artes, da vida internacional, dos meios de comunicação e de outras realidades abertas à evangelização’ (EN 70).” (DAp 283).

As DGAE 2011-2015 incentivam a participação social e política dos cristãos leigos e leigas nos diversos níveis e instituições, nos Conselhos de Direitos, em campanhas e outras iniciativas que busquem efetivar a convivência pacífica, no fortalecimento da sociedade civil, e de controle social. Destaca também a participação na busca de políticas públicas que ofereçam as condições necessárias ao bem-estar de pessoas, famílias e povos; e a formação de pensadores e pessoas que estejam nos níveis de decisão evangelizando com especial atenção e empenho. (cf. n.115-117).

Entre os diversos espaços em que a presença dos leigos e leigas, hoje, é imprescindível destacam-se: o mundo universitário, o mundo da comunicação, e a presença pastoral junto dos políticos e formadores de opinião no mundo do trabalho, dirigentes sindicais e comunitários (n.117).

Há, portanto, no pensamento dos bispos latino-americanos e brasileiros uma condição e uma exigência para o protagonismo dos leigos. A condição é de que leigos e leigas possam ocupar o lugar que lhes cabe na vida das comunidades, sentindo-se, de fato, como sujeitos corresponsáveis na elaboração e realização de projetos e programas de evangelização. E a exigência é a sua atuação evangélica nas realidades onde vivem e atuam, para que à semelhança do fermento possam levedar toda realidade humana com a força do Evangelho.

Este é o grande desafio que hoje não só leigos e leigas enfrentam, mas todo o corpo eclesial: superar o conceito de leigo como inferior, subalterno e destinatário da ação evangelizadora; e formar leigos e leigas para que possam, nas realidades que lhe são específicas, agir como agentes eclesiais, discípulos missionários de Jesus Cristo.

Ao falar do protagonismo dos leigos é indispensável falar de verdadeira conversão pastoral, como é proposta pelo Documento de Aparecida, no espírito da comunhão e libertação (cf. n.368), ultrapassando uma pastoral de mera conversão para uma pastoral decididamente missionária (n.370). 

Oxalá leigos e leigas possam exercer seu protagonismo na vida de nossas comunidades eclesiais e assumirem com renovado entusiasmo sua missão nas realidades onde, na sua maioria e na maior parte do seu tempo, estão. Isso exige coragem! O Espírito de Deus certamente não lhes faltará

segunda-feira, 19 de março de 2012

LUMEN GENTIUM - LUZ DO POVOS

Lumen Gentium (Luz dos Povos) é um dos mais importantes textos do Concílio Vaticano II. O texto desta Constituição dogmática foi demoradamente discutido durante a segunda sessão do Concílio. O seu tema é a natureza e a constituição da Igreja, não só enquanto instituição, mas também enquanto Corpo místico de Cristo. No dia 19 de Novembro 1964, o Papa Paulo VI promulgou solenemente a Constituição.
 
ESQUEMA DA LUMEN GENTIUM

Os números correspondem às secções indicadas no texto entre parênteses.
O Mistério da Igreja (1-8)
O Povo de Deus (9-17)
A constituição hierárquica da Igreja e em especial o episcopado (18-29)
Os Leigos (30-38)
A vocação de todos à santidade na Igreja (39-42)
Os Religiosos (43-47)
A índole escatológica da Igreja peregrina e a sua união com a Igreja celeste (48-51)
A bem-aventurada virgem Maria Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja (52-69)
Proémio (52-54)
A virgem Maria na economia da salvação (55-59)
A virgem santíssima e a Igreja (60-65)
O culto da bem-aventurada virgem Maria na Igreja (66-67)
Maria, sinal de segura esperança e de consolação para o Povo de Deus peregrinante (68-69)

PRINCIPAIS IDEIAS

Esta constituição dogmática, refletindo basicamente sobre a constituição e a natureza da Igreja, reafirmou várias verdades eclesiológicas. Como por exemplo, salientou que "a única Igreja de Cristo, como sociedade constituída e organizada no mundo, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica". Também destacou que "a Igreja é sacramento de Cristo e instrumento de união do homem com Deus, e da unidade de todo o gênero humano". Para atingir esta missão fundamental da Igreja, o documento declara que é necessário dar aos católicos "uma "consciência de Igreja" mais coerente, para que também se possam valorizar as relações com as outras religiões" (cristãs ou não) e com o mundo moderno. Para isso, o documento dirigiu "a sua atenção para: o primado do método bíblico; o sacerdócio comum de todo o "Povo de Deus"; a função profética, sacerdotal e real de todo batizado; a colegialidade episcopal; a missão de serviço da Igreja, que deve estar voltada para toda a humanidade".

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REFERÊNCIAS

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, n. 162
Lumen Gentium, n. 8
"O Concílio Vaticano II", do site Doutrina Católica
COMBLIN, José. O povo de Deus. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2002. p. 17-21. ISBN 85-349-1833-3

terça-feira, 13 de março de 2012

Leigos Xaverianos da Itália: relato de experiência missionária Ad Gentes na República Democrática do Congo


Repubblica Democratica do Congo – Goma.
Missione del laicato saveriano italiano


Depois de alguns anos de vida, o Laicato Xaveriano Italiano iniciou algumas concretas experiências de missão “ad gentes” e “ad extra”.
A primeira foi um projeto de missão a Goma, na Republica Democrática do Congo, um pais que sofreu muito a causa da guerra e das calamidades naturais.


Três leigos: um casal (Paolo e Giovanna de Parma) e Ângela de Salerno, foram presentes por quatros anos a partir do ano 2003 até o 2007 empenhados em um projeto:

- pastoral (em colaboração com os padres xaverianos na condução da nova missão de Ndosho construída naquele tempo);

- de saúde (ao fim de garantir o tratamento dos dementes e dos malados de Aids);

- social (pela promoção das mulheres através de uma cooperativa “Baraza Tupendane” que trabalha com atividade de artesanato, ajuda nutricional as crianças e cursos de alfabetização).

Mesmo se agora não somos fisicamente presentes em Goma como leigos xaverianos, o laicato xaveriano italiano está continuando a suportar as atividades que foram iniciadas. Todo isso esta possível graças á presencia dos Missionários Xaverianos e das irmãs das “Piccole Figlie del Sacro Cuore. Com eles foi compartilhada esta experiência de missão que foi sobretudo uma experiência de comunhão e co-responsabilidade.

Como laicato o nosso estilo é aquele de realizar projetos de missão que sejam expressão de comunhão como família de leigos e com os padres xaverianos para construir um projeto comum. Tudo isso ao fim de realizar uma presencia que seja manifestação visível do carisma xaveriano que todos reconhecemos, cada um na própria vocação: religiosa o laical...

Os leigos italianos voltaram na Itália no mês de Novembro 2007 depois de quatro anos. Deixaram em Goma um centre de saúde mental, a cooperativa Baraza Tupendane e os cursos de alfabetização.
Paolo foi aquele que iniciou e dirigiu o Centro de saúde mental. Sendo o único em toda a região, o Centro atendeu e atende agora muitas pessoas com traumas psicológicos devidos as guerras. O centro hospeda também mais o menos de 30 crianças com problemas de epilepsia.

Giovanna, a esposa de Paolo, junto com um grupo de mulheres de Mugunga (uma aldeia a 10 km de Goma onde moram muitos refugiados) iniciou uma atividade artesanal e uma pequena escola. 

Hoje as mulheres conseguem realizar sozinhas alguns bonequinhos de estofa, mas sobretudo são envolvidas nos desafios do dia a dia. Elas aprenderam a ler e escrever graças aos cursos de alfabetização organizados e promovidos pela Ângela, pela irmã Giovanna e por uma outra formadora local.